Lavagante

Encontro Desabitado

de José Cardoso Pires
Editor: Edições Nelson de Matos, fevereiro de 2008 ‧
Este texto nunca foi publicado em livro.
Uma sua primeira versão, muito reduzida, foi publicada em Dezembro de 1963, no nº 11 da revista O Tempo e o Modo, com o título "Um Lavagante e Outros Exemplares", com a menção, em nota de Redacção, de que se tratava de "(…) um capítulo do seu próximo romance, ainda provisoriamente sem título". Existem outras versões dactilografadas, também sem datas. Todas indiciam, pelas emendas, serem posteriores ao texto de 1963. É também possível perceber que se trata de um texto anterior a " O Delfim", publicado pela primeira vez em 1968, pela Livraria Moraes Editores. Talvez se possa concluir que se trata de um texto cujo trabalho de escrita, tal como se apresenta nesta versão final dactilografada directamente pelo autor, foi sendo elaborado ao longo da vários anos, mais ou menos entre 1963 e 1968.

«Desde as primeiras linhas desta novela curta, escrita provavelmente entre 1963 e 1968, sente-se o estilo inigualável de Cardoso Pires, o desenho rigoroso das personagens (aqui, uma fabulosa Cecília), o levantamento de ambientes e situações que de modo tão intenso marcaram toda a ficção do autor.
[...] "Lavagante" (retrato dos tempos do Estado novo) fica, para já, como o primeiro grande acontecimento editorial de 2008.»
Francisco José Viegas, A Origem das Espécies

«Um inédito de Cardoso Pires é naturalmente um acontecimento. O lavagante é a imagem de uma fábula, como o dinossauro excelentíssimo de 1072: " [...] um lavagante é um crustáceo primitivo, sem grandes requintes na cozinha. É mais saboroso que a lagosta e parece que mais selvagem porque não se adapta tão bem aos viveiros" (pág. 15). O lavagante alimenta o safio que depois devora, e assim acontece com as duas personagens desta história. O lavagante talvez seja Cecília, a estudante altiva e angustiada que seduz Daniel, um médico oposicionista, e depois o entrega à polícia. Ou talvez seja Daniel, Pigmalião que educa uma Galateia desleal...»
Pedro Mexia, Público

«Este conto longo (ou novela breve) é Cardoso Pires "vintage".»
João Pereira Coutinho, Expresso

Lavagante

Encontro Desabitado

de José Cardoso Pires

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899559714
Editor: Edições Nelson de Matos
Data de Lançamento: fevereiro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 212 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 92
Tipo de produto: Livro
Coleção: Mil Horas de Leitura
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899559714

Uma oferta

António Marafuga

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SOBRE O AUTOR

José Cardoso Pires

Escritor português, José Augusto Neves Cardoso Pires nasceu a 2 de outubro de 1925, no concelho de Vila de Rei, em Castelo Branco. Filho de um oficial da marinha, ainda criança muda-se com os pais para Lisboa, cidade que abraçou e amou.
Exerceu várias profissões, entre as quais, redator de uma revista feminina, Eva, em finais dos anos 40. Em 1949, publica o seu primeiro livro, "Os Caminheiros e Outros Contos", retirado de circulação pela censura. Nos princípios dos anos 50, foi detido pela PIDE depois da apreensão do seu livro de contos "Histórias de Amor".
Nos anos 60 foi membro da Sociedade Portuguesa de Escritores. Em 1963 publica "Hóspede de Job", livro dedicado ao seu irmão, morto enquanto cumpria o serviço militar nos anos 50, e que lhe valeu o Prémio Camilo Castelo Branco em 1964; e "O Delfim" em 1968.
Em inícios dos anos 70, foi professor de Literatura Portuguesa e Brasileira em Inglaterra, no King's College da Universidade de Londres. Dois anos depois, já em Portugal, publica "Dinossauro Excelentísimo".
Já nos anos 80, publica "A Balada da Praia dos Cães", romance que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e que foi alvo da realização de um filme, com o mesmo nome, de José Fonseca e Costa, em 1987. Neste mesmo ano publica "Alexandra Alpha", obra que mereceu o Prémio Especial da Associação de Críticos, de São Paulo, no Brasil.
Em 1995 sofreu um acidente vascular cerebral que o levou a ficar algum tempo em estado de coma. Recuperado, publica em 1997 a obra "De Porfundis, Valsa Lenta", pela qual recebeu dois prémios: Prémio D. Dinis e Prémio da Crítica, atribuído pela Associação Internacional de Críticos Literários; e "Lisboa, Livro de Bordo".
Entre os prémios já mencionados, recebeu também o Prémio Internacional União Latina (1991), o Astrolábio de Ouro do Prémio Internacional Último Novecento (1992) e o Prémio Pessoa (1997).
Em 1998 sofreu outro acidente vascular cerebral, que viria a ser a causa da sua morte a 26 de outubro, em Lisboa. Em setembro desse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Foi autor de contos, romances, crónicas e ensaios (como em "E Agora José?", 1977) e de peças de teatro (como "O Render dos Heróis" (1960) e "O Corpo Delito na Sala de Espelhos", 1980).

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