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La Vacilacion De Hamlet Y La Decision De Shakespeares

de Yves Bonnefoy
idioma: espanhol
Editor: CUENCO DE PLATA, novembro de 2016 ‧
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Todavía oímos en el final de Hamlet su 'demasiado tarde', que parece tener sentido para cualquier existencia moderna. Y por lo tanto, tenemos que preguntarnos ahora si ese 'demasiado tarde' es en verdad la constatación última de la obra, esa abundancia de significaciones cuyo trasfondo sería solamente la afirmación del sinsentido, desesperante. Una cuestión inquietante sobre la más radical de las reflexiones de Shakespeare, y que en todo caso hace comprender por qué Hamlet produjo evidentemente tanta fascinación, y cada vez más a medida que la exterioridad de los fenómenos de la materia se vuelve, en suma, la sofocación de las esperanzas ingenuas. ¿Cómo no mirarse en un espejo que se presiente verídico? Shakespeare domina nuestro pensamiento porque ese pensamiento se alarma. Pero acaso ¿no aporta más que provisiones para el espanto? En esa tragedia del querer ser fallido, ¿es cierto que las ambigüedades de la significación sólo se completan sin dar lugar a una expectativa de sentido? No lo pienso así. Creo que puedo comprobar que Hamlet es a fin de cuentas mucho más. Advierto una nueva dimensión, subyacente a todas las otras, en esa meditación que, antes de ser el texto que tenemos, fue una escritura en devenir y lo sigue siendo.

La Vacilacion De Hamlet Y La Decision De Shakespeares

de Yves Bonnefoy

Propriedade Descrição
ISBN: 9789873743634
Editor: CUENCO DE PLATA
Data de Lançamento: novembro de 2016
Idioma: Espanhol
Dimensões: 150 x 230 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 157
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Ensaios
EAN: 9789873743634

SOBRE O AUTOR

Yves Bonnefoy

Yves Bonnefoy (Tours, Indre-et-Loire, 24 de junho de 1923 - Paris, 1 de julho de 2016) foi um poeta francês, autor de inúmeros livros de poemas, além de ensaios sobre arte e literatura. Foi também tradutor de peças - como A Tempestade, Hamlet e Macbeth, entre outras, de William Shakespeare - e poemas de William Butler Yeats, John Donne e Giacomo Leopardi.
A sua obra teórica, de grande abrangência, procurou desde cedo interrogar, em livros como L'Improbable (1958), as tensões entre o mundo e a representação poética. Procura a sua filiação no existencialismo de Jean Wahl, de quem foi aluno, mas também numa leitura original que propõe de poetas como Charles Baudelaire e Arthur Rimbaud.
Inicialmente ligado ao surrealismo, desliga-se do movimento em 1947, criticando a gratuidade do imaginário surrealista.
Além do surrealismo, as suas principais influências são Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Stéphane Mallarmé et Gérard de Nerval, que realizaram, segundo ele, a verdadeira revolução poética da nossa modernidade.
Yves Bonnefoy foi também professor do Collège de France na cátedra de Estudos comparados da função poética. Em 1995 recebeu o Prémio Balzan.
Yves Bonnefoy morreu em 1º de julho de 2016, aos 93 anos.

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