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La Dictature Du Chagrin & Autres Écrits Amers

de Stig Dagerman
idioma: francês
Editor: AGONE, agosto de 2009 ‧
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La contrebasse ou bien la flûte, chacun dispose d'un instrument avec lequel il pense pouvoir faire l'expérience de la liberté. Il était une fois un homme qui possédait une contrebasse. Le soir, il s'enfermait dans l'unique pièce de son appartement et jouait pour lui-même, loin de sa jeune épouse. Il finit par savoir jouer assez bien pour devenir membre d'un orchestre de danse. Peu à peu, il devint tout à fait évident qu'il possédait l'étoffe d'un bassiste éminent. Bientôt, il s'enferma à clé le matin et le soir. Mais il arriva un jour que le couple eut un enfant, un garçon. Au début, tout fut à peu près comme d'habitude : le père jouait, le fils pleurait et la mère ne disait rien. Mais le père finit par remarquer que l'enfant n'aimait pas cet instrument. Peu à peu le père se mit lui aussi à prendre en grippe les contrebasses. Il se mit à jouer de plus en plus mal et ses camarades lui dirent ce qu'il en était. - le petit d'abord, répondit-il ?

La Dictature Du Chagrin & Autres Écrits Amers

de Stig Dagerman

Propriedade Descrição
ISBN: 9782748901092
Editor: AGONE
Data de Lançamento: agosto de 2009
Idioma: Francês
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Coleção: Marginales
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782748901092

SOBRE O AUTOR

Stig Dagerman

Uma inquietação visceral assombrou a vida de Stig Dagerman (1923-1954), saudado precocemente como um «Rimbaud do Norte», um «Camus sueco» e um jovem prodígio das letras nórdicas. Esta insidiosa angústia assolava-o desde a sua Älvkarleby natal, onde a mãe o abandonara em tenra idade, acompanhou-o nos meios anarquistas de Estocolmo, na intensa atividade de jornalista, e culminaria no seu suicídio aos 31 anos. Autor de culto, tido por símbolo de uma desiludida geração do pós-guerra, escreveu em quatro anos toda a sua obra, pontuada pelo desespero de Franz Kafka e influenciada por William Faulkner, na qual se destacam A Serpente (1945), A Ilha dos Condenados (1946), Outono Alemão (1947) e Jogos da Noite (1948). Legou-nos um exemplo de lucidez e resistência à mentira, como alicerce e esteio da ação humana, e algumas das mais belas páginas sobre a falsidade das relações humanas e a angústia e a ira que as movem.

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