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La Critique Musicale T.2 ; 1835-1836

de Hector Berlioz
idioma: francês
Editor: BUCHET CHASTEL, março de 1998 ‧
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L'entrée de Berlioz, comme critique, au prestigieux Journal des débats donne un souffle nouveau à sa production littéraire, car il lui faut assurer aussi les tribunes régulières du Rénovateur et de la Revue et Gazette musicale de Paris sans compter les articles disséminés dans divers périodiques. La variété des sujets traités devient infinie. Certes, ses chers Beethoven et Gluck, sa chère société des concerts du Conservatoire sont tout autant évoqués que dans le premier tome de ses critiques (1823-1834), mais les domaines de réflexion s'élargissent. Berlioz s'insurge contre les taxes qui tuent la vie musicale, s'inquiète de l'éducation musicale à l'école et dans les milieux populaires et provinciaux, discute les traités théoriques de Cherubini ou Beethoven, rêve de combiner littérature et musique dans un nouveau lieu culturel, le gymnase-musical. Et, comme la vie musicale quotidienne à Paris ne lui échappe guère, pas plus que certains événements importants en province et à l'étranger, c'est une masse considérable de textes qui sortent de la plume de Berlioz en deux années. Le lecteur ne pourra qu'admirer les portraits saisissants de Liszt, dans sa rivalité avec le séduisant Thalberg, et de Meyerbeer, auteur d'un nouveau chef-d'oeuvre, les Huguenots, alors que la Juive d'Halévy lui semble banale malgré une somptueuse présentation ; les disparitions de Bellini et Reicha génèrent des hommages mesurés et émouvants. Mais en même temps, la verve de Berlioz reste intarissable : les ballets Brézilia et L'île des pirates sont les victimes de son ironie burlesque, et l'imaginaire du compositeur-écrivain le conduit à transformer la simple critique en vraie nouvelle romanesque, que ce soit à propos des tribulations d'un auteur d'opéra-comique ou lors de la création d'Actéon de Scribe et Auber, irrésistible bouffonnerie confiée malicieusement au pseudonyme du " vieillard stupide qui n'a presque plus de dents ".

La Critique Musicale T.2 ; 1835-1836

de Hector Berlioz

Propriedade Descrição
ISBN: 9782283017234
Editor: BUCHET CHASTEL
Data de Lançamento: março de 1998
Idioma: Francês
Páginas: 680
Tipo de produto: Livro
Coleção: Musicologie Buchet
Classificação Temática: Livros em Francês > Arte > Música
EAN: 9782283017234

SOBRE O AUTOR

Hector Berlioz

Hector Berlioz foi um compositor, maestro e crítico musical francês, nascido a 11 de dezembro de 1803 em La Côte-Saint-André, França, e falecido a 8 de março de 1869 em Paris. Berlioz é amplamente reconhecido como uma das figuras mais inovadoras e influentes do início do romantismo na música. Ele é conhecido por suas obras orquestrais grandiosas, sua habilidade em explorar novas texturas e sonoridades, e por expandir as fronteiras da orquestração.

Berlioz começou a sua formação musical relativamente tarde, especialmente em comparação com outros compositores da sua época. Embora inicialmente tenha sido enviado a Paris para estudar medicina, ele rapidamente abandonou essa carreira para seguir a sua paixão pela música. Estudou no Conservatório de Paris e, em 1830, ganhou o prestigiado Prix de Rome, que lhe permitiu estudar na Villa Medici, em Roma.

Uma das obras mais conhecidas de Berlioz é a Symphonie fantastique (1830), uma peça revolucionária tanto em termos de conteúdo quanto de forma. A sinfonia, que Berlioz descreveu como uma "sinfonia em cinco partes", é uma obra programática que conta a história de um jovem artista apaixonado que se entrega a uma série de visões delirantes após envenenar-se com ópio. A Symphonie fantastique é frequentemente celebrada pela sua originalidade, pela utilização do "idée fixe" (um tema musical recorrente que representa a amada do protagonista) e pela orquestração inovadora.

Além da Symphonie fantastique, Berlioz compôs outras obras importantes, como Harold en Italie (1834), Roméo et Juliette (1839), a ópera Les Troyens (1858), e o Requiem (1837), também conhecido como Grande Messe des Morts. Estas obras destacam-se pelo uso magistral da orquestra, pela grandiosidade e pela expressividade dramática.

Berlioz também foi um maestro de renome internacional, sendo um dos primeiros compositores a ganhar reconhecimento principalmente através da sua carreira de maestro. Ele viajou extensivamente pela Europa, realizando concertos e divulgando suas obras.

Apesar de enfrentar críticas mistas durante sua vida, muitas das quais resultaram de seu estilo altamente pessoal e pouco convencional, Berlioz é hoje celebrado como um dos grandes mestres do romantismo na música. Sua influência é sentida em toda a música orquestral e operática, e sua abordagem à orquestração tem inspirado gerações de compositores subsequentes.

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