L Lhodo I las Streilhas | O Lodo e as Estrelas

de Telmo Ferraz
Editor: Âncora Editora, dezembro de 2020 ‧
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O Lodo e as Estrelas, inicialmente publicado em 1960, é agora reeditado, em co-edição com a Câmara Municipal de Miranda do Douro, numa versão bilingue, L Lhodo i las Streilhas | O Lodo e as Estrelas, sendo a tradução para mirandês da autoria de Francisco Niebro, pseudónimo de Amadeu Ferreira.

Nas palavras de Amadeu Ferreira, redigidas em 2010, a obra é um testemunho extraordinário que fala da língua mirandesa, da maneira como os barragistas faziam troça dos palhantros e da manifestação que os mirandeses, roubados no que era seu, fizeram em Vila Chã a gritar "Num queremos acá la Barraige".

L Lhodo I las Streilhas | O Lodo e as Estrelas

de Telmo Ferraz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727807482
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: dezembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 229 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 134
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras em Mirandês
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789727807482

SOBRE O AUTOR

Telmo Ferraz

José Telmo Ferraz é padre e nascido (25.11.1925) em Bruçó, concelho de Mogadouro. Foi pároco na freguesia de Genísio (1951-1953) e depois nas de Vila Chã e Picote (1953-1956), ao tempo em que começava a ser construída uma barragem, passando depois para Miranda do Douro (1956) quando também aí começaram a construir a barragem. Depois seguiu para Angola (1959), quando começa a ser construída a barragem de Cambambe, voltando a Portugal depois de terminada a obra (Natal de 1962). Passado pouco tempo volta a Angola (1963), já na obra da Casa do Gaiato, criando a Casa de Malange, onde se mantém até 1975. Em 1980 é eleito principal responsável da Casa do Gaiato, voltando a Portugal e continuando a dar o seu trabalho à mesma obra. Pela construção da barragem, Picote e as terras em volta converteram-se na meca de todos os deserdados e desprotegidos na procura de trabalho, sem família, sem abrigo, sem dinheiro, sem roupa, cansados das distâncias e os longos caminhos percorridos. A todos o padre Telmo recebeu e ajudou, incentivando-os a conseguir o seu abrigo e ajudando-os a encontrar trabalho. Em Miranda do Douro continuou o mesmo trabalho. Desse período vem o seu livro de poemas O Lodo e as Estrelas (1960, edição de autor), onde mostra as marcas que lhe deixou na alma tudo o que se passava ao seu redor. O livro foi retirado do mercado pela censura do regime de Salazar. Foi publicada uma 2.ª edição em 1975 e uma 3.ª em 1985, pela Casa do Gaiato. Nunca deixou de escrever poemas, no jornal O Gaiato, sempre com a mesma sensibilidade e beleza.

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