Kurika

Livro de Bolso

de Henrique Galvão
Editor: Biblioteca Editores Independentes / Cotovia, novembro de 2008 ‧

«Este “romance dos bichos do mato” é uma fantasia sobre temas reais. Dele não poderá dizer-se o que se diz aliciadoramente no frontispício de alguns filmes americanos: “Os acontecimentos e personagens desta história são pura ficção…” As minhas personagens existiram, como o provam os documentos fotográficos juntos, obtidos nas terras em que viveram e se desenvolve o romance. E os acontecimentos em que intervêm, onde não são verdadeiros são verosímeis — porque a parte da história que foi imaginada apenas cuidou de preencher espaços em branco, abertos entre os factos, sem transpor os limites da História Natural nem as fronteiras de realidades sertanejas. Por isso é um livro para crianças — as grandes e as pequenas — porque só as crianças gozam com as verdades da Natureza e acreditam no que é simplesmente verdadeiro. Das semelhanças que venham a notar-se entre o comportamento dos homens e dos bichos, na ordem das suas acções e dos seus sentimentos — não é o autor o responsável.»
Henrique Galvão, "Prefácio do autor", Kurika

Kurika

Livro de Bolso

de Henrique Galvão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727952540
Editor: Biblioteca Editores Independentes / Cotovia
Data de Lançamento: novembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 119 x 187 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 204
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789727952540

SOBRE O AUTOR

Henrique Galvão

Henrique Galvão (Barreiro, 1885 - São Paulo, 1970). Concluiu os cursos da Escola Militar, da Escola Politécnica e da Escola Joinville-le-Pont, em França. Foi um dos cadetes que em 28 de Maio de 1926 participou no pronunciamento militar de cariz nacionalista que levou ao poder Sidónio Pais, que pôs termo à Primeira República e que estaria na origem da implantação do Estado Novo. Foi Director da Emissora Nacional, Inspector Superior da Administração Colonial e Governador de Huíla, em Angola. Já como deputado por Angola, denunciou com veemência a corrupção existente na administração colonial. No início dos anos cinquenta, desiludido com o regime salazarista, entrou em rota de colisão com o Estado Novo e conspirou com outros militares, tendo sido preso e expulso do Exército. A partir desta altura, afirmou-se como um dos principais lutadores pela liberdade. Com Humberto Delgado, foi uma das figuras mais populares nos meios oposicionistas. Entre 1952 e 1958 passou pelas cadeias de Peniche, Penitenciária de Lisboa e Caxias. Em 1959 protagonizou uma das mais espectaculares fugas de um preso político ¿ estava hospitalizado, mas ao mesmo tempo detido pela PIDE, no Hospital de Santa Maria ¿, refugiando-se na embaixada da Argentina. Em 1961 liderou o assalto ao paquete «Santa Maria» ¿ o primeiro desvio de um navio de passageiros com fins políticos alguma vez registado. No mesmo ano, tomou parte no apresamento de um avião da TAP que fazia a linha Casablanca-Lisboa. Autor de numerosos trabalhos sobre as colónias portuguesas e a sua fauna, assim como de vários romances, contos e peças teatrais, para além de marcantes documentos de contestação ao salazarismo.

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