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Kim Jiyoung, nascida em 1982

de Cho Nam-Joo
Livro eBook
Editor: Singular, março de 2024 ‧
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Nomeado para National Book Award (Literatura Traduzida)
Quem é Kim Jiyoung?
Kim Jiyoung é uma menina nascida de uma mãe cujos sogros queriam um menino. Kim Jiyoung é uma irmã obrigada a dividir um quarto enquanto seu irmão fica com um só para ele.
Kim Jiyoung é uma mulher perseguida por professores do sexo masculino na escola.
Kim Jiyoung é uma filha cujo pai a culpa quando ela é assediada na rua, à noite. Kim Jiyoung é uma boa aluna que não recebe qualquer referência para estágios. Kim Jiyoung é uma funcionária modelo, mas é esquecida nas promoções. Kim Jiyoung é uma esposa que abdica da sua independência por uma vida doméstica.
Kim Jiyoung começou a agir de forma estranha.
Kim Jiyoung está deprimida.
Kim Jiyoung é todas as mulheres.

«Comovente, inteligente e poderoso.» - Daily Telegraph

Este bestseller coreano narra a luta diária das mulheres contra o sexismo endémico. O seu poder provocador brota da mesma fonte da sua banalidade total e esmagadora.

Sarah Shin, The Guardian

Fascinante e enfurecedor.

Sunday Express

Todas as mulheres que lerem este documento extraordinário encontrarão vislumbres da sua própria vida. E todas as mulheres deveriam lê-lo.

Washington Independent Review of Books

K Drama CC BY-NC 2.0_640.jpg

Wook se escreve na Coreia do Sul – Parte I

A Onda Coreana ou Hallyu está a chegar todas as partes do mundo, e Portugal não é exceção. A Coreia do Sul vive um boom cultural com a criação de contagiantes K-Dramas, manhwa, K-Pop e jogos online. Fenómenos como a série The Squid Game, o filme Parasites ou o turbihão musical dos BTS são apenas alguns exemplos desta vaga, que desperta cada vez mais interesse.
A exportação da indústria cultura pop sul-coreana que se iniciou nos anos 1990, com um forte investimento e incentivo do governo, é testemunho do poder do intercâmbio cultural e da capacidade da cultura pop para transcender fronteiras!
Nesta I Parte, exploramos romances com personagens peculiares a que é impossível ficar indiferente. Mergulhe connosco nesta onda! ** AMÊNDOAS
Começamos com uma proposta muito singular. Amêndoas, da autoria da escritora e realizadora sul-coreana Wong-Pyung Sohn, causou um impacto estrondoso lá fora e será lançado cá, pela Presença, no início de maio. O enredo gira em torno do protagonista, partindo de uma premissa desconcertante: Yunjae, um rapaz de 16 anos, tem uma condição cerebral que o impede de sentir emoções como medo ou raiva. Quando conhece Gon, um rapaz que é a sua quase antítese, cria um laço tão grande com ele, para o bem e para o mal, que algo começa a mudar dentro de si. O livro abre logo com uma frase que testa a nossa capacidade de resistência: «Seis morreram e um ficou ferido nesse dia. Primeiro foram a mãe e a avó. Depois, um estudante universitário que tinha entrado a correr para deter o homem.» É duro, e vai direto ao coração, numa exploração das dores de crescimento e da aceitação de que nem tudo é como se espera. A psicologia das personagens é de um realismo inato, e não se consegue parar de ler, apesar do abalo emotivo que nos causa. KIM JIYOUNG, NASCIDA EM 1982
A nossa segunda sugestão vai para um livro que abanou a Coreia do Sul e originou um verdadeiro movimento em prol da igualdade entre sexos no país, tornando-se depois num bestseller internacional. Kim Jiyoung, Nascida em 1982, de Cho Nam-Joo, parte da experiência pessoal da autora para descrever a vida de uma mulher – da infância até ao casamento e maternidade – desesperada por se libertar dos grilhões impostos ao seu género. Quando conhecemos Jiyoung, ela tem 33 anos e uma filha de um ano. Vemos que, apesar de ter sempre cumprido as regras do jogo, nunca sai vendedora. Até que, um dia, entra em colapso depressivo e começa a assumir as vozes e as personalidades da sua mãe, da sua amiga e de muitas outras mulheres, tanto vivas como mortas. A origem da metamorfose de Jiyoung vem desde antes de ela nascer, numa altura em que o aborto seletivo de meninas era prática comum, e estende-se pela sua vida, da escola, ao trabalho e ao que é esperado de si enquanto mãe ou esposa – mesmo com um marido atencioso, a pressão social sobrepõe-se. Um livro poderoso que pode ser visto como a novelização das experiências vividas por todas as mulheres coreanas comuns durante os últimos 40 anos, dando voz a quem não a teve, e entretanto já adaptado ao grande ecrã. A VEGETARIANA
A escritora que se segue, Han Kang, foi quem conseguiu que o mundo descobrisse e se encantasse com a literatura coreana. A Vegetariana, o livro que a projetou para a fama após ter vencido o Man Booker International Prize, explora a fricção entre paixão e distanciamento, entre os desejos que são alimentados e os que são negados. As coisas começam a falhar no dia em que Yeong-hye, uma jovem e comum dona de casa, decide deitar fora toda a carne do congelador e anuncia que vai ser vegetariana, depois de ter tido um pesadelo. Decidida a perder a gordura necessária à existência humana, Yeong-hye desafia as expectativas dos que a rodeiam, recusando-se a continuar a viver apenas para cozinhar para o marido e dormir com ele. Ela quer deixar de ser humana, e tenta transformar-se na própria vegetação. Dividida em três partes, a história oscila entre uma atmosfera surrealmente serena e o thriller doméstico, e é contada a partir dos pontos de vista do péssimo marido de Yeong-hye, do seu obsessivo cunhado e da sua sobrecarregada irmã mais velha. Erótico, violento, poético, este livro deu origem a uma sublime adaptação cinematográfica. PACHINKO
Da saga épica de uma família corena nasceu, por sua vez, uma série televisiva de K-Drama que espelha o impacto de um livro traduzido para 40 idiomas. Pachinko, da consagrada Min Jin Lee, atravessa a vida de quatro gerações de uma família coreana no Japão, a partir de 1910, ano em que o Japão ocupa a Coreia. A história começa quando Sunja, a filha amada de uma família pobre mas respeitada, se vê na situação delicada de ter engravidado de um homem que não sabia ser casado. A jovem acaba por casar-se com Noa, um pároco bondoso que se muda com ela para o Japão. Ao longo do romance acompanhamos as alegrias da família que formaram, que se apoia para sobreviver, e os desafios e perdas que experimentam como imigrantes coreanos num novo país implacável. Do bulício dos mercados de rua às salas das melhores universidades do Japão, passando pelo submundo do crime nos salões de jogo de pachinko, as personagens de Lee – mulheres fortes e resilientes, irmãs e filhos dedicados ou pais abalados por crises morais – conseguem sobreviver e prosperar apesar da discriminação e da privação de direitos. Como disse Barak Obama, esta é uma «história poderosa sobre resiliência e compaixão». O GRANDE ARMAZÉM DOS SONHOS
Para os momentos em que a realidade da vida nos limita os sonhos, há um livro que é um bálsamo. O romance de estreia de Miye Lee, O Grande Armazém dos Sonhos é uma incursão reconfortante e doce na terra do sono. Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um, existe um grande armazém onde criativos talentosos produzem sonhos para serem comprados por quem dorme, sejam pessoas ou animais. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho – os que apelam aos pequenos prazeres da vida, os que trazem recordações especiais, criam viagens ou comida deliciosa, ou nos permitem reencontrar quem já partiu. Um livro que celebra, sabiamente, o poder misterioso dos sonhos, mesmo dos mais irritantes, que podem ser o empurrão de que precisamos para resolver certos problemas. LÁGRIMAS NO MERCADO
Quando perdeu a sua mãe, aos 25 anos, Michelle Zauner sentiu a sua vida desabar. Em Lágrimas no Mercado, Zauner fala de como foi ser das poucas crianças americano-asiáticas na sua escola em Oregon, nos EUA, da luta contra as expectativas particulares e elevadas da sua mãe e de uma adolescência dolorosa. Descreve jjigae, tteokbokki e outras iguarias coreanas que cozinha para recuperar os dons do gosto, da língua e da história que a sua mãe lhe tinha dado – a sua identidade, com «uma reverência por boa comida e uma predisposição para fome emocional». Neste livro, como nas nossas vidas, as memórias também nos alimentam.
À semelhança de Zauber, Baek Sehee também se estreou na escrita com um livro de autoficção, Quero Morrer, mas Também Quero Comer Tteokbokki. Ao longo de 10 anos, sentia um vazio nos seus pensamentos que lhe provocava um buraco no estômago, impelindo-a a sair para comer a sua iguaria favorita, tteokbokki. Percorrendo, em estilo dialogal, as suas memórias nas consultas de psiquiatria a que ia, a autora pretendeu ajudar quem está a passar por situações semelhantes. O livro tornou-se um fenómeno de vendas e, apesar de tratar de assuntos sérios, pode ser lido com positividade, graças ao estilo luminoso, auto-crítico, desdramatizador e franco de Sehee. **Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontece nº. 11 .

Kim Jiyoung, nascida em 1982

de Cho Nam-Joo

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-789-045-1
Editor: Singular
Data de Lançamento: março de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989789045110
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Diferente

Andreia M

Pensei que era uma história e que iria ler sobre uma mulher com uma depressão mas acaba por ser sobretudo um relato. A história em si aborda a sociedade machista e patriarcal que ainda reina na Coreia do Sul, um dos países mais desenvolvidos do mundo. Sinto que só entrei na “história” quando já ia a meio do livro. No entanto, a mensagem que a autora passa fica-nos na cabeça. O livro lê-se em poucos dias e isso ajuda a tornar a leitura mais agradável.

Um livro para mulheres

Patrícia

Um livro que todas as mulheres deviam mesmo ler. Uma história bem escrita, que aborda como a mulher é vista pela sociedade, um tema tão atual. Um livro que vale mesmo a pensa ser lido!

todos deviam de ler

Fernanda

Adorei Livro pessoal e transparente sobre o que é viver numa sociedade machista

Necessário

Andreia Machado

Conhecemos a história de Kim Jiyoung desde criança até pouco tempo após ser mãe, no momento em que começa a ter comportamentos estranhos, decorrentes de uma depressão pós parto e de vários episódios de inferiorização, descriminação, pressão psicológica e assédio, vividos ao longo da sua vida. É narrado como se fosse um caso clínico e o final deixou-me a olhar para o livro por largos minutos, completamente pasmada. É um fim pertinente e que só mostra o longo caminho que ainda temos que percorrer para a igualdade de géneros, sendo que cada vez mais o que vejo é retrocesso. É desolador. A autora descreve experiências vividas pelas mulheres, desde a escola, até às experiências profissionais, familiares e nas relações. Pode ser referente à sociedade sul coreana, mas confesso que me chocou porque, tantas destas coisas acontecem cá, atualmente. É impossível não nos identificarmos com alguma destas situações. Leiam este livro e talvez percebam o porquê da exaustão de muitas mulheres e a importância do feminismo (não confundir com femismo). É um livro pequeno, uma leitura muito rápida mas que fica connosco e que eu acho, sinceramente, que deveria ser lido por todos!

Excelente viagem sobre a dor no feminino

Inês

Adorei ler esta dolorosa e revoltante revelação das injustiças de género e pela viagem que uma mulher foi forçada a fazer até à loucura.

Um livro muito impactante

Rita

Um livro intenso, que nos choca sobre a discriminação que ainda existe na Coreia do Sul.

Um grito de alerta

Dina Pereira

Um livro que todos devíamos ler. Um testemunho sobre ser Mulher na Coreia do Sul…um papel reduzido a figurante. Mulheres a que não são permitidas sonhar, ter igualdade de oportunidades laborais, serem protegidas de ataques vis por parte de homens. Um problema gravíssimo dos dias de hoje…Mulheres que deixam de querer ser mães para poderem trabalhar, com graves consequências a nível demográfico. Um romance como muito de não ficção.

TodOs Deveriam ler

AllbyMyShelves

Este livro não se caracteriza por um escrita particularmente memorável,nem por personagens bem desenvolvidas. É antes um testemunho marcante das consequências penosas de uma sociedade patriarcal -a Sul-coreana-que, apesar de alguma evolução, continua a colocar os homens num pedestal inalcansável às mulheres, logo a partir do momento em que se gera um novo ser (preferência pelo filho "varão"), e que é por demais evidente vida fora(carreira, vida familiar). Se é verdade que o contexto Sul-coreano tem as suas particularidades, muito do que é aqui relatado é também uma realidade nas sociedades ocidentais. Ainda aos dias de hoje ouvimos falar da necessidade de Igualdade de Género/Paridades, precisamente porque ainda são valores não assegurados, e sempre em detrimento do outrora desprestigiantemente designado "sexo fraco". Na capa lemos que"todas as mulheres(o)deveriam ler",mas é ainda mais pertinente afirmar que todos os homens o deveriam ler também!

Pertinente

Ana Matos

Considero uma leitura importante para todas as mulheres, fácil de ler mas com algumas situações difíceis de digerir que são retratos transversais um pouco por todo o mundo, infelizmente. A questão da maternidade, desigualdades no campo profissional, assédio, cedências num contexto em que o sexo masculino é colocado sempre em primeiro lugar.

importante !

Patrícia

Um livro que nos faz refletir sobre a condição feminina, e a importância do feminismo na atualidade. Apesar da ação se ambientar na Coreia, num contexto sociocultural muito específico, creio que, infelizmente, todas as mulheres se conseguem identificar com Kim Jiyoung nalgum ponto.

Surpreendente

Daniela M.

Kim Jiyoung poderia ser só mais uma mulher coreana. Mas Kim Jiyoung não é uma mulher qualquer. Kim Jiyoung é todas nós, e ao lermos a sua história, é impossível não nos sentirmos representadas. Num dos países mais tecnologicamente desenvolvidos do mundo, o que significa afinal nascer Mulher? Será Sorte? Ou uma Sina? Uma leitura imersiva, que me deixou completamente agarrada a cada página.

SOBRE O AUTOR

Cho Nam-Joo

Cho Nam-Joo nasceu em Seul, na Coreia do Sul, e foi guionista para televisão.

Para escrever este livro, baseou-se na sua própria experiência como uma mulher que deixou o emprego para se tornar dona de casa depois do nascimento da filha.

Kim Jiyoung, nascida em 1982 é o seu terceiro romance, teve grande impacto nos debates sobre desigualdade e discriminação de género tanto no seu país como no resto do mundo.

O livro foi traduzido para mais de 20 idiomas e vendeu mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.

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