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Kentukis

de Samanta Schweblin
Editor: Elsinore, abril de 2019 ‧
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Registaram-se já milhares de casos: pessoas reais, de todas as idades e estratos sociais, oriundas de diferentes continentes e ligadas em rede, entram em contacto umas com as outras através da mais recente invenção tecnológica. De Vancouver a Hong Kong, de Tel Aviv a Barcelona, os kentukis estão a espalhar-se rapidamente por todos os cantos do mundo, permitindo que, sob a aparente inocência de um brinquedo, um perfeito desconhecido entre na nossa intimidade, levando-nos a viver uma aventura maravilhosa, um amor inesperado ou, na mesma medida, um terror inigualável… Segundo romance de Samanta Schweblin, Kentukis revela o preço a pagar pela nossa complexa e constante relação com a tecnologia, repensando a nossa noção de voyeurismo e expondo o leitor aos limites do preconceito, do desejo e das boas intenções.

«O genial não é o que Schweblin diz, mas, antes, o modo como o diz. A sua estrutura tão enigmática e disciplinada parece colocar este livro num novo género literário.»
The New Yorker

«Uma exploradora literária dos medos do século XXI.»
La Vanguardia

Kentukis

de Samanta Schweblin

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898864574
Editor: Elsinore
Data de Lançamento: abril de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 236 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789898864574

Abaixo das minhas (altas) expectativas

DuartaF.

Li da autora o “Distância de Segurança” que é um romance fenomenal, enorme na sua capacidade de manter a sensação de expectativa e terror, carregada de premonições e de perigo, a angústia de um ambiente perturbador e intrigante sem nada explicito, sem imagens grotescas, sem violência, apenas o medo e a ansiedade de uma personagem. Nem um só momento nos é permitido respirar e ficamos adictos àquela forma de contar os acontecimentos. Não é por acaso que a Netflix adaptou a filme. Fiquei tão fã que me atrevi a comprar mais dois livros da autora, este Kentukis foi um deles. Uma desilusão, uma chama que desde o início ardeu timidamente e que perto do final ganhou alguma força, mas nunca foi uma chama abrasadora, intensa e fulgurante. Não é mau, mas também não é bom. Diz tudo? Este que foi finalista do International Booker Prize de 2020. Kentukis, uns peluches robôs equipados com câmara, microfone e rodas, que comprados permitem a uma pessoa completamente desconhecida e em qualquer ponto do mundo, que comprou o acesso, observar a sua intimidade. A premissa é boa e pertinente, acompanhamos várias personagens em várias cidades do mundo e é através destas interações, que autora explora conceitos como o excesso de exposição e os perigos da perda absoluta da privacidade, bem como, o que está por trás da necessidade de se expor e a sua motivação e de quem observa. Faltou-me o suspense psicológico, que no anterior foi genial, a exploração do medo do invisível, faltou tensão e intensidade, faltou ritmo e faltou substância. Sei que a comparação não será justa, já que diferem em estilo, mas se tivesse lido este primeiro, provavelmente não leria mais nenhum da autora. Mesmo não comparando, este num género (quase) distópico, não atinge um nível de excelência. É uma obra razoável. Sabendo, que os outros livros são na linha do Distância de Segurança, não desisto da Samanta Schweblin.

Original e cativante

Daniela Maciel - Blog "Quando se abre um livro..."

Kentukis apresenta uma temática bem original e que me cativou desde o momento em que procurei algumas opiniões, de forma a conhecer um pouco melhor o livro. É um livro que se lê muito bem, mas que apetece ler devagar, saborear cada uma das diferentes histórias. A escrita de Samanta é bonita, muito certinha e cativante; consegue na perfeição transportar-nos para dentro destas páginas. Kentukis faz-nos pensar na forma como utilizamos a tecnologia. A verdade é que ela está muito presente nas nossas vidas e o que decidimos partilhar e tornar público depende inteiramente de nós. Contudo, estaremos realmente conscientes dos perigos a que nos estamos a expor quando partilhamos a nossa vida privada? Recomendo vivamente!

SOBRE O AUTOR

Samanta Schweblin

Samanta Schweblin nasceu em Buenos Aires, em 1978, onde estudou Cinema e Televisão. É autora dos livros de contos Pássaros na Boca, galardoado com o Premio Literário Casa de las Americas, e Sete Casas Vazias, que lhe valeu o National Book Award For Translated Literature em 2022, bem como dos romances Distância de Segurança, finalista do International Booker Prize, e Kentukis. Considerada uma das melhores escritoras da literatura sul-americana das últimas décadas, a sua obra esta traduzida em mais de vinte e cinco países.

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