Editor: Intelectual Editora, julho de 2023 ‧
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Um banco de jardim (Jami) interpela o leitor desde a primeira linha. Faz-lhe um convite:

"Começo por te pedir isto: tens de acreditar que sou um banco de jardim."

É um banco que consegue sentir as emoções do leitor que nele se senta. Fala-lhe na primeira pessoa e apresenta-o aos seus amigos: uma árvore, um esquilo, um corvo e dois cisnes. Em seguida conta-lhe uma história de amor, que perdura por 50 anos, entre Luka e Mia.

Uma história que teve Jami como cenário em momentos decisivos, tendo sido nele que tudo começou. O leitor fica a conhecer episódios de um namoro que deu em casamento, contra a vontade do pai de Luka, e que teve anos felizes e uma enorme tragédia que ensombra para sempre a felicidade daquela família.

À volta desta história central, outras se desenrolam, todas elas tendo em comum a nossa incessante procura de amor e aceitação, que Jami e os seus amigos comentam e traduzem à luz da sua realidade.

Jami

de Rui Miguel Almeida

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895385591
Editor: Intelectual Editora
Data de Lançamento: julho de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 228 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 212
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895385591

Original

Sílvia Miranda

Aqui está um livro muito original e do qual gostei muito. Temos um narrador que é um banco de jardim (Jami), que "sente" as emoções de quem nele se senta. Ele acompanhou o amor de um casal a Mia e o Luka durante 50 anos, uma história cheia de momentos felizes e outros nem tanto. Mas é através de Jami que criamos uma relação próxima com este casal, vivemos os seus momentos de alegria, de dor, de perda e principalmente da passagem do tempo. Foi um livro que me emocionou e que fez refletir no quanto é frágil a felicidade. Gostei mesmo muito.

Um livro tão real! Uma pequeno grande livro,que não pode cair no esquecimento. Traição, escolhas, doença,, tragédia e luto!

Anabela Gomes

Este livro arrebatou me e deixou me sem palavras é uma verdadeira obra-prima. A narrativa frenética e cheia de um misto de emoções que ainda estou a processar. É incrível como as histórias mais profundas nos tocam, não só pela trama em si, mas pela forma como nos fazem refletir sobre as nossas próprias vivências, as nossas emoções e a complexidade da vida. A saga familiar que se estende ao longo do tempo, entre Luka e Mia, com Jami que nos conta, cada momentos cruciais, é daquelas que nos prendem desde o primeiro instante. O fato de um simples banco ser o ponto de partida, um objeto que parece ganhar vida e sentir as emoções do leitor, é de uma originalidade tocante. O banco, com os seus amigos – a árvore, o esquilo, o corvo e os cisnes – traz-nos para um universo quase mágico, onde a natureza, os objetos e os sentimentos se entrelaçam na cumplicidade cumplicidade. A história de amor entre Luka e Mia, com todos os seus altos e baixos, é profundamente comovente. O romance que desafia as expectativas familiares e sociais a busca e a escolha pelo amor verdadeiro e acessível. A tragédia que os marca para sempre acrescenta uma camada de profundidade e dor, tornando esta narrativa não apenas uma celebração do amor, mas também uma meditação, reflexão profunda sobre o amor e as relações humanas. A história não só nos envolve como também nos faz pensar sobre as complexidades da existência, as escolhas que moldam o nosso destino e a busca constante Ao virar as páginas, somos transportados para um universo onde cada personagem e situação ressoam com aspectos de nossa própria vida. A caminhada destas personagens marcada por momentos felizes e uma tragédia devastadora, reflete a fragilidade da felicidade e a inevitabilidade da dor, algo que todos acabam por enfrentar de uma forma ou de outra. Ao chegar ao fim, senti uma tristeza por ter de despedir me destas personagens tão reais, como se não fossem ficção. ( Penso que haja algo real) A ligação emocional criada ao longo do livro tornou-se a despedida difícil, deixando uma saudade...

É um livro que nos toca na alma, que nos faz viajar, que nos abraça...

Francisco Silva

A escolha narrativa de usar um banco de jardim (Jami) como narrador permite explorar os sentimentos, emoções e experiências humanas através de um inesperado ponto de vista, levando os leitores a refletir sobre a natureza do amor, da solidão, e da conexão humana. A história principal, o romance de Luka e Mia, está muito bem desenvolvida e convida o leitor a refletir sobre temas universais, focando-se principalmente na natureza do amor, a passagem do tempo e a importância dos pequenos detalhes. Há questões mais profundas e atuais que o autor Rui Miguel Almeida aborda, na minha opinião, com uma pertinente elegância e que me cativou desde as primeiras páginas. É um livro que nos toca na alma, que nos faz viajar, que nos abraça e nos inclui na história. Questiona-nos sobre o amor e todas as formas de vida que nos rodeiam. Fiquei com um carinho especial pelos personagens secundários, o Ally, os Willys e a dona Matilde! Um livro emocionante e envolvente.

SOBRE O AUTOR

Rui Miguel Almeida

Nascido em Coimbra em 1975, viveu quase sempre em Aveiro, que sente como a sua cidade. Aos 10 anos, pedia dinheiro para gelados e voltava com livros de quadradinhos. Aos 15, jurava a pés juntos jamais usar fato e gravata, casar e ter filhos. Passou bem ao lado de uma carreira no futebol, e ainda mais ao lado de outra no rock n’roll, após descobrir que era melhor a tocar uma régua de 50 cms que uma guitarra. Além da literatura, as suas grandes paixões são a música e a fotografia. Adora futebol, praia e viajar. Os seus primeiros textos foram poemas apaixonados, de onde transitou para os amargurados. Aos 18 escrevinhou o seu primeiro trabalho de ficção, ao qual foi somando vários outros, todos a repousar na gaveta. "O diário do meu suicídio" é a primeira obra que publica. Presentemente, usa fato e gravata, é casado e tem dois filhos. Há muito que deixou de jurar a pés juntos.

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