Identidade e Violência

A Ilusão do destino

de Amartya Sen
Editor: Tinta da China, fevereiro de 2007 ‧
18,17€
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Amartya Sen, Prémio Nobel da Economia, argumenta neste ensaio que o conflito e a violência são hoje sustentados pela ilusão de que os seres humanos se definem exclusivamente, ou sobretudo, a partir de uma única identidade. Como se o mundo fosse constituído por uma federação de religiões, ou de culturas, ou de civilizações, ignorando-se a relevância de aspectos como o género, a profissão, a língua, a ciência, a política...
Em alternativa ao «choque das civilizações», o autor clarifica que não é forçoso aceitarmos as civilizações como critério primordial de classificação da humanidade, analisando temas tão diversos como o terrorismo, a globalização, o fundamentalismo, o multiculturalismo e o pós-colonialismo. Através da sua perspicaz investigação, Sen salienta a necessidade de uma compreensão clara da liberdade humana e da eficácia de uma voz pública construtiva na sociedade civil global. O mundo, como Sen demonstra, pode ser conduzido para a paz tão firmemente como, em tempos recentes, tem caído numa espiral de violência e guerra.
No «Prefácio» pode ler-se: «É bem provável que as perspectivas de paz no mundo contemporâneo dependam do reconhecimento da pluralidade das nossas afiliações e do uso da reflexão, assumindo-nos enquanto vulgares habitantes de um vasto mundo e não como reclusos encarcerados em pequenos compartimentos.»

«De uma clareza sublime e um irónico sentido de humor, a prosa de Sen coloca-o entre os poucos intelectuais do mundo em quem podemos confiar para compreender a nossa confusão existencial.»
Nadine Gordimer

Identidade e Violência

A Ilusão do destino

de Amartya Sen

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728955199
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: fevereiro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 211 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 254
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789728955199

Um retrato vivo de dois temas tão basilares da nossa sociedade

Ricardo Sérgio

o economista indiano Amartya Sen, detentor do Prêmio Nobel, chama atenção para os perigos da chamada "política da identidade". Esta consiste em reduzir, para fins políticos, os seres humanos a membros de exatamente um grupo: seja de um sexo, de uma etnia, de uma nacionalidade, de uma classe social, de uma cultura, de uma religião etc. Quando criança, Sen testemunhou a violência dos conflitos entre hindus e muçulmanos, nos anos 40, em que "os seres humanos complexos de janeiro subitamente se transformaram nos impiedosos hindus e nos ferozes muçulmanos de julho", o que resultou na morte de centenas de milhares de pessoas. Os "artífices do ódio" que lideraram a carnificina haviam induzido as pessoas a pensarem nos membros da sua própria comunidade como apenas hindus e nos membros da outra comunidade como apenas muçulmanos, e vice-versa. Contra a política da unidimensionalidade identitária, Sen defende o poder das identidades competitivas

SOBRE O AUTOR

Amartya Sen

Amartya Sen nasceu em 1933, em Santiniketan, uma cidade universitária indiana. É em Dhaka, hoje em dia capital do Bangladeche, que se situam as suas origens familiares e foi lá que passou a maior parte da infância e iniciou a sua educação formal. Depois de alternar os seus interesses entre o sânscrito, a matemática e a física, acabaria por descobrir o fascínio da economia.
Sen é hoje um dos mais notáveis pensadores mundiais, uma referência para a discussão de temas como a globalização, o liberalismo económico, o terrorismo ou a desigualdade entre os géneros.
O seu trabalho de investigação acerca dos mecanismos da fome e da pobreza, do desenvolvimento humano, do estado social e do liberalismo político valeram-lhe o Prémio Nobel da Economia em 1998.
Até 2004 ocupou o cargo de Master do Trinity College, em Cambridge, e é atualmente professor na Universidade de Harvard.

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