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Homem-Tigre

de Eka Kurniawan
Editor: Elsinore, fevereiro de 2018 ‧
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Poético e irreverente, arrojado e político.
«Agora o major estremecia, imaginando o modo como o rapaz tinha abraçado Anwar Sadat, enquanto as suas mandíbulas lhe mordiam o pescoço.»

Pouco tempo depois de o cadáver de Anwar Sadat, um artista lascivo e preguiçoso, ser descoberto, Margio é detido pela polícia, havendo poucas dúvidas de que é ele o assassino. No entanto, o que terá levado o jovem e dócil Margio a afundar os dentes na garganta de um homem e perpetrar um crime tão hediondo permanece um mistério para todos os habitantes da pequena povoação.

A verdade é que, no momento do ataque, Margio não estava em controlo das suas ações; nesse momento, um tigre fêmea branco tinha tomado posse do seu corpo.

Poético e irreverente, arrojado e político, Homem-Tigre é o retrato de duas famílias atormentadas, ligadas entre si por um casamento trágico e brutal, e de uma Indonésia rural e pobre a braços com um passado recente de abusos e violência, sedenta por justiça, onde o folclore e o mundo real colidem.

«Pertinente, astuto e magnético, Homem-Tigre é a prova de que tudo aquilo que Eka Kurniawan escreve vale bem a pena ser lido.»
The New York Times

«Eka Kurniawan poderá ser um próximo Prémio Nobel.»
Le Monde

Homem-Tigre

de Eka Kurniawan

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898864277
Editor: Elsinore
Data de Lançamento: fevereiro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 232 x 13 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898864277

incrível!

Rafaela Perpétua

a escrita acessível e bonita de tayeb salih cativou-me, desde logo, tal como o início desta história… em “época de migração para norte” o nosso protagonista volta a casa, no sudão, após alguns anos a estudar na europa. lá encontra mustafá, um homem enigmático que rapidamente se torna o centro da sua atenção. descobre que, tal como ele, também mustafá viveu anos no ocidente após a primeira guerra mundial. e, de certa forma, revê-se nele. no conflito entre a modernidade e a tradição, no choque cultural entre a europa e áfrica, na dualidade cultural e identidade fragmentada. a ligação entre estes dois homens torna-se fulcral para o desenrolar da narrativa. através de uma estrutura fragmentada e não linear, com recurso à memória, descobrimos parte do passado de mustafá, que simboliza, no fundo, as contradições coloniais – a ambivalência entre o fascínio pela modernidade europeia e a revolta contra tudo o que o colonialismo representa: pelo silêncio, opressão e resistência. a culpa. o final pode não agradar a muita gente, mas fez-me tanto sentido que continuo a pensar nele, a desvendar-lhe algumas camadas. sempre que penso em vários momentos deste livro, acho que gosto ainda mais dele. é um daqueles casos em que o livro vai crescendo em nós, porque nos exige reflexão. super recomendo!

Leitura em forma de rosa

Maria João Gutierrez

Este foi o meu primeiro contacto com o autor ... e foi uma entusiasmante empatia ... Ás primeiras páginas adivinhava uma leitura descritiva e até monótona . Em breve este sentimento se transformou e acabei mergulhando na narrativa, enrolando me no seu fluir . Uma experiência de leitura que se forma tivesse seria ... uma rosa .. A narrativa , para mim , assume a forma de pétalas unidas na base central da ação - o crime , como um pseudo policial ... as personagens e as suas histórias vão sendo “ desfolhadas “ ao longo da leitura . E tudo volta ao core da ação em criativos flashbacks .. Seguramente uma obra imperdível

SOBRE O AUTOR

Eka Kurniawan

Eka Kurniawan nasceu em 1975, na Indonésia.
Formado em Filosofia, é autor de dois romances, vários contos, argumentos para cinema e ensaios.
A tradução em língua inglesa do seu primeiro romance, Beauty is a Wound, tornou-se uma das mais recentes e fulgurantes revelações da Literatura mundial e valeu-lhe, por parte da crítica, comparações a Gabriel García Márquez e Salman Rushdie.
Em 2016, com Homem-Tigre, tornou-se o primeiro autor indonésio a ser nomeado para o Man Booker International Prize. As suas obras estão traduzidas em mais de 24 línguas.

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