História do Lince

Livro 1

de Claude Lévi-Strauss
Editor: Edições Asa, fevereiro de 2006 ‧
A comparação entre mitos, uns provenientes da América do Norte, outros recolhidos desde o século XVI no sul do Brasil e no Peru, faz aparecer através dos tempos e dos lugares o que poderíamos chamar uma constante do pensamento ameríndio: a sua própria existência implicava também a dos não-índios. Bem antes da descoberta do Novo Mundo, o lugar dos brancos estava já em aberto no seu sistema. Eles estavam pois prontos a acolhê-los. Somos assim conduzidos até às raízes filosóficas e éticas do dualismo ameríndio, o qual tira a sua inspiração de uma abertura ao outro que se manifestou desde os primeiros contactos com os brancos, apesar de estes estarem animados de disposições bem diferentes.

Reconhecê-lo quando celebramos o Quinto Centenário daquilo que, mais que descoberta, foi invasão do Novo Mundo, destruição dos seus povos e valores, é cumprir um acto de contrição obrigatório e doloroso.

História do Lince fica como a obra-prima e o testamento filosófico do maior antropólogo do nosso tempo.

História do Lince

de Claude Lévi-Strauss

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724110653
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: fevereiro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Páginas: 302
Tipo de produto: Livro
Coleção: Sinais
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789724110653
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Claude Lévi-Strauss

Claude Lévi-Strauss (1908-2009) estudou filosofia e direito na Universidade de Paris. Entre 1934 e 1937 foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo, no Brasil. Em 1939 partiu para os estados de Mato Grosso e Amazónia, onde estudou as tribos índias. Entre 1941 e 1945, foi professor da New School for Social Research em Nova Iorque. Diretor da École Pratique des Hautes Études da Universidade de Paris entre 1950 e 1974, ocupou a cadeira de antropologia social no Collège de France entre 1959 e 1982, e foi eleito membro da Academia Francesa em 1973. Entre as suas obras destacam-se Les Structures élémentaires de la parenté (1949), Tristes Trópicos (1955), Mythologiques (1964-1971), Anthropologie structurale (1961 e 1973), La Pensée sauvage (1962), O Totemismo, hoje (1962), A Via das Máscaras (1975), O Olhar Distanciado (1983) e Olhar Ouvir Ler (1993).

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