Gente Comum

Uma história na PIDE

de Aurora Rodrigues
Editor: PARSIFAL, novembro de 2022 ‧
16,50€
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro
Pouco depois de aderir ao MRPP, em 1972, na sequência do brutal assassinato pela PIDE do camarada de curso José António Ribeiro Santos, Aurora Rodrigues é detida pela polícia política e levada para a prisão de Caxias, onde será torturada barbaramente durante três meses.

A então jovem de 21 anos esteve impedida de dormir cerca de 450 horas; em paralelo, sofreu espancamentos e passou por várias práticas de tortura, tendo o apoio de familiares e amigos e a memória do camarada Ribeiro Santos sido fundamentais para resistir às atrocidades a que foi submetida.

Libertada, vive a Revolução de forma intensa, envolvendo-se mais profundamente no trabalho partidário até ser de novo detida com várias centenas de camaradas, desta vez por iniciativa do COPCON.

Nunca baixando os braços e olhando os torcionários de frente, Gente Comum - Uma história na PIDE é um relato de uma jovem de grande valentia e de uma mulher extraordinária que lutou intensa e corajosamente pelos seus ideais. Esta é a sua história, agora partilhada com os leitores.
20240423-wa-25-abril-640X426.jpg

50 anos desde 1974

Durou muito, estragou muito, e por isso o seu fim é inesgotável. Cinquenta anos depois do fim da ditadura, ainda há muito que ler sobre o dia que abriu a janela ao mundo.
  25 de Abril – No Princípio Era o Verbo O 25 de Abril foi uma festa, e este livro festeja-a. A 50 anos do dia, já levamos dois de vantagem ao tempo em que Portugal foi trevas. Ora, para festejar, nada melhor do que o traço Nuno Saraiva: a preto e branco ou a cores, qualquer coisa que venha daquela pena é uma alegria para quem vê. Já o texto é de Manuel S. Fonseca. Neste livro, percebe-se a liberdade com o seu tom de alegria louca e coletiva, percebe-se o dia como catarse que mudou o destino à vida. A partir daquela madrugada, o futuro foi outra coisa – pôde, aliás, ser qualquer coisa. Dali vieram partidos, ideólogos, cartazes; dali vieram debates, conversas, alívios. Dali veio a manifestação de um povo, cada um com a sua bandeira sem ter medo de amarras. O livro pega em tudo o que marcou aquele dia que criou outro povo, de frases, slogans e fantasias até à brava promessa de uma vida por descobrir. QUERO LER! »







  Gente comum. Uma história na PIDE Eu não sou impressionável (os Pedrosas são gente rija), mas, depois de ler este livro, passei noites a dormir mal. O pior nem era a insónia: era adormecer e sonhar com isto. Aurora Rodrigues foi detida pela PIDE e levada para a prisão de Caxias em 1972, onde foi torturada durante três meses. Com 21 anos, foi impedida de dormir durante 450 horas. O relato não era apenas de cansaço, mas também de espancamentos frequentes, de frequentes tentativas de a endrominarem. O leitor sente-lhe a confusão mental, e sente também o desespero e a desumanidade de quem usava atrocidades por dá cá aquela palha. Gente comum devia passar pelas mãos de todos para que a memória não morra, para que ninguém se esqueça do que era a PIDE: antes do 25 de Abril, havia na vida coisas destas. QUERO LER! » 25 Mulheres – Uma Revolução no Feminino O Estado Novo tentou domesticar mulheres. Vedou-lhes o acesso à educação e à produção simbólica e destinou-lhes nada mais do que a pacatez do lar. Enquanto esteve em vigor, tentou impedir tudo o que pudesse dar a uma mulher mais do que um papel coadjuvante na vida: seria esposa e mãe e nada mais. Neste livro, temos as histórias de 25 mulheres, contadas em voz própria. Ao lê-las hoje, não há como não fazer a ponte com os tempos de hoje em dia, pesando o que mudou, comparando o que há de semelhante. Em cada voz, há uma vida diferente, por isso o livro traz múltiplas luzes sobre um poder político que, tentando fazer de metade da Humanidade uma tábua rasa, foi vencido pelo tempo. QUERO LER! » O Meu Primeiro 25 de Abril Foi o primeiro dia do resto da vida de muita gente, incluindo quem ainda nem tinha nascido. Não fosse esse dia e tudo seria outra coisa. Este livro olha para a hora H, que significou não apenas a cambalhota que o quotidiano deu em Portugal, mas também o fim da guerra colonial. Cá no burgo, para quem não era capataz, passou a haver aquela coisa tão bela e banal que é andar tranquilo pela rua. José Jorge Letria conta como foi aquele dia para si, que o viveu. Muitos de nós poderão atacar pelo simbolismo, contar o que não viram, e a coisa não valerá pouco. Mas aqui temos os olhos que vêem em força bruta, a História a acontecer naquele dia, o impacto que teve aquela chuva de cravos, ao invés do simbolismo de quem ouve falar do dia na escola. O 25 de Abril de 1974 é um dia que não precisa de ser vivido para não ser esquecido, mas aqui temos a lembrança de quem passou por ele.   QUERO LER! » Liberdade E terminamos com um romance. Parte-se da vida real e cria-se outra coisa, e essa coisa também é vida real. No epicentro do livro, há uma família portuguesa, e ei-la com segredos e traições; à sua volta, existe um país à toa, com movimentos políticos e espiões internacionais e toda a História que sabemos. O contexto é o que vemos nos quatro livros anteriores, mas o texto vai fazendo as suas páginas e o leitor vai seguindo a vida de duas mulheres que vão fazendo a sua vida: uma vê o seu casamento chegar ao fim, outra não sabe bem a quantas anda. Entre o Primeiro de Maio de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, a acção faz-se, tentando cristalizar a memória de um país. QUERO LER! »

Gente Comum

Uma história na PIDE

de Aurora Rodrigues

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895366651
Editor: PARSIFAL
Data de Lançamento: novembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 230 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 236
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789895366651

Arrebatador

André Pires

Uma história arrebatadora. Aurora Rodrigues foi uma das mulheres mais torturadas pela PIDE e uma resistente. Vale a pena ler.

SOBRE O AUTOR

Aurora Rodrigues

Nasceu em Vale da Azinheira, Mina de São Domingos. Licenciada em Direito, em 1972 aderiu ao MRPP, partido em que militou até 1977. Conheceu as prisões da PIDE e a tortura – primeiro como militante antifascista; depois, em 1975, a mando do COPCON, desconhecendo ainda hoje as razões da sua prisão. É magistrada do Ministério Público jubilada, tendo exercido funções em Alcácer do Sal, Santarém e Évora.

(ver mais)

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU