Gargântua & Pantagruel - Volume I
SINOPSE
Quando se publicaram os dois primeiros volumes - primeiro Pantagruel e depois, em data incerta, Gargântua - estamos em pleno Renascimento e, contra a Igreja e uma certa moral vigente, os sábios começam a viajar pela Europa para cruzar os mais diversos saberes e a questionar muito daquilo que a doutrina católica dava como inatacável. Recomenda-nos, pois, o texto que não interpretemos estas aventuras no seu sentido literal, mas que percebamos que ela tem múltiplos sentidos. As aventuras dos dois gigantes e dos seus companheiros são um festim de saberes antigos, modernos e fantasiosos.
Pantagruel, na missão de que foi incumbido pelo pai, absorve e partilha conhecimentos, aplicando-os de forma prática e verdadeiramente original numa sátira total à Universidade (Sorbonne), então ainda controlada pela Igreja. Ao mesmo tempo, Pantagruel especializa-se também em comida e bebida - além de todas as outras áreas do saber - o que transforma esta obra numa das mais bem regadas da literatura universal.
O leitor pode ler estas aventuras como um romance de cavalaria, uma narrativa fantástica, um libelo pela liberdade de expressão, uma obra humorística, um receituário diverso, um texto filosófico, um documento histórico, uma crítica (bastante actual) aos extremismos religiosos e morais, bem como às instituições políticas, uma carta de vinhos ou como a base de muito do conhecimento dos nossos tempos. Certo é que não o fará sem um sorriso no rosto e sem que se lhe abra o apetite ou lhe suplique a garganta pelo néctar de Baco.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899130104 |
| Editor: | E-primatur |
| Data de Lançamento: | maio de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 235 x 46 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 780 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789899130104 |
OPINIÃO DOS LEITORES
O Excesso como Forma de Liberdade
JM
Neste primeiro volume de Gargântua & Pantagruel, François Rabelais constrói uma obra desmedida em todos os sentidos: linguagem, humor, imaginação e crítica. Através das figuras gigantescas de Gargântua e Pantagruel, mistura o grotesco com o erudito, o escatológico com o filosófico, numa celebração caótica da vida e do conhecimento. O livro pode parecer, à primeira vista, um desfile de excessos e episódios absurdos, mas por baixo dessa camada está uma sátira afiada à educação, à religião e às convenções sociais da época. Nada é sagrado — tudo é alvo de riso, distorção e exagero. Exigente e muitas vezes desconcertante, não é leitura imediata. Mas para quem entra no seu ritmo, revela-se uma obra surpreendentemente moderna na forma como desmonta a autoridade e valoriza a liberdade de pensamento.
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