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Editor: Edições Esgotadas, novembro de 2013 ‧
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O texto de Fly é percorrido por fios, linhas de água, braços de vento, rastos cósmicos num movimento incessante a dar unidade às suas três partes: o reconhecimento do rumor da voz, o trabalho da inspiração - «fêmea tecedeira, branca» - sobre a memória, e a passagem de testemunho. Fly é uma asa afiada que, como lâmina, corta o ar, submerge, transforma, reformula, muda, recupera o tempo da memória, «poro a poro» num «trabalho forçado do pensamento». (...) No «objecto longo da memória», que é Fly, há um homem no umbral lutando com o «vazio atordoado» das mãos, portanto, um homem que transforma as mãos: o umbral a transpor simboliza a saída para a realização poética, para a luz; por sua vez, o vazio é um espaço de liberdade. Estão reunidas, pois, as condições para a fabricação do fogo, da palavra sanguínea «como escuro animal, das últimas sombras de um jardim interior.». Para nascer, o homem tem de romper o invólucro escuro, o «ovo de cansaço» onde se encontra, dobrado sobre si mesmo, ideia plasmada na primeira ilustração do interior, de arte maior.

Fly

de Joaquim Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898514752
Editor: Edições Esgotadas
Data de Lançamento: novembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 219 x 310 x 14 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789898514752

SOBRE O AUTOR

Joaquim Pessoa

Joaquim Maria Pessoa (Barreiro, 22 de fevereiro de 1948 – 17 de abril de 2023), conhecido por Joaquim Pessoa, foi poeta, artista plástico, publicitário e estudioso de arte pré-histórica português.

Com formação na área de marketing e da publicidade, foi diretor criativo e diretor-geral de várias agências de publicidade e autor ou coautor de diversos programas de televisão (1000 Imagens, Rua Sésamo, 45 Anos de Publicidade em Portugal, etc.). Foi diretor pedagógico e professor da cadeira de Publicidade no Instituto de Marketing e Publicidade, em Lisboa, e professor no Instituto Dom Afonso III, em Loulé.

Desempenhou durante seis anos (1988-1994) o cargo de diretor da Sociedade Portuguesa de Autores. em colaboração com Luís Machado, organizou em 1983 o I Encontro Peninsular de Poesia, que reuniu prestigiados nomes da poesia ibérica. Conta com mais de 600 recitais da sua poesia, realizados em Portugal e no estrangeiro. Foi diretor literário da Litexa Editora, diretor do jornal Poetas & Trovadores, colaborador das revistas Sílex e Vértice e do jornal a Bola.

Foi um dos fundadores da cooperativa artística Toma Lá Disco, com Ary dos Santos, Fernando Tordo, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho e Luiz Villas-Boas, entre outros. Viu o seu nome ser atribuído a arruamentos na Baixa da Banheira (concelho da Moita) e no Poceirão (concelho de Palmela).

«Um mundo de palavras. Língua que lambe o universo para espanto da imobilidade das estrelas.»

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