Filosofia e Género
Outras narrativas sobre a tradição ocidental
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Edições Colibri, Janeiro de 2017 ‧
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SINOPSE
Logo no início do seu livro, Fernanda Henriques interroga-se - como pôde a dominação masculina ter sido tão completamente aceite? - para de imediato reformular a pergunta de outro modo - como pôde a dominação masculina parecer ter sido tão completamente aceite? (…). Com efeito, um dos contributos deste livro para o pensamento filosófico actual é reivindicar uma memória crítica para os Estudos Feministas (como faz, por exemplo, a classicista americana Page du Bois na sua releitura da antiguidade grega). (…) O objectivo último do livro (…) é justamente pensar a natureza humana no mundo independentemente do modelo masculino do pretenso universal neutro, que continua a pautar-se pelo homem vitruviano de Leonardo. O trabalho de releitura dos textos clássicos da filosofia ocidental, a que se entrega Fernanda Henriques neste livro (…) demonstra como metade da humanidade tem sido sistematicamente silenciada pela filosofia; ou, quando muito, representada de forma grosseiramente enviesada: mulheres vistas apenas, como as viu Aristóteles, como não-homens.
[Prefácio - Maria Irene Ramalho]
A presente proposta de leitura é feita do interior de uma perspetiva feminista, ou seja, ela representa uma tomada de posição positiva em face de uma abordagem epistemológica das temáticas - quaisquer que sejam - do ponto de vista da busca de uma diferenciação e de um equilíbrio entre ser mulher e ser homem. Dito de outra maneira, não se considera aqui a hipótese de que haja um universal neutro para falar da humanidade, pelo contrário, o suposto é que essa pretensa neutralidade esconde, em primeiro lugar, a valorização da existência de mulheres e de homens e, em segundo lugar, é pensada a partir dos homens tomando-os como modelo e referência da humanidade. No entanto, Feminismo é um chapéu que cobre muitos feitios de cabeças, algumas delas rivais profundas. A literatura feminista fala hoje já de um pós-feminismo. Isto é, o que está em causa, atualmente, não é apenas defender-se um feminismo da igualdade ou um feminismo da diferença sexual, como há 30 ou 40 anos atrás. As polémicas hoje são muito mais complexas e, por exemplo, em relação à temática referida da igualdade ou da diferença, hoje discute-se, antes de tudo, a problemática da(s) identidade(s) e do seu sentido. [...]
[A Autora]
[Prefácio - Maria Irene Ramalho]
A presente proposta de leitura é feita do interior de uma perspetiva feminista, ou seja, ela representa uma tomada de posição positiva em face de uma abordagem epistemológica das temáticas - quaisquer que sejam - do ponto de vista da busca de uma diferenciação e de um equilíbrio entre ser mulher e ser homem. Dito de outra maneira, não se considera aqui a hipótese de que haja um universal neutro para falar da humanidade, pelo contrário, o suposto é que essa pretensa neutralidade esconde, em primeiro lugar, a valorização da existência de mulheres e de homens e, em segundo lugar, é pensada a partir dos homens tomando-os como modelo e referência da humanidade. No entanto, Feminismo é um chapéu que cobre muitos feitios de cabeças, algumas delas rivais profundas. A literatura feminista fala hoje já de um pós-feminismo. Isto é, o que está em causa, atualmente, não é apenas defender-se um feminismo da igualdade ou um feminismo da diferença sexual, como há 30 ou 40 anos atrás. As polémicas hoje são muito mais complexas e, por exemplo, em relação à temática referida da igualdade ou da diferença, hoje discute-se, antes de tudo, a problemática da(s) identidade(s) e do seu sentido. [...]
[A Autora]
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896896126 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 161 x 230 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 258 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Filosofia
|
| EAN: | 9789896896126 |
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