Fausto
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Caleidoscópio, dezembro de 2019 ‧
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SINOPSE
Este livro de pinturas de José Manuel Castanheira sobre os fragmentos do Fausto de Pessoa que melhor apontavam os segredos e os anseios da obra do nosso poeta maior, abre com um texto de Yvette Centeno sobre o mito de Fausto a partir de Goethe e de Fernando Pessoa e sobre a obra de Castanheira.
O mito de Fausto foi ampliado com Goethe muito para lá da tentação do poder da Magia e da perseguição do Belo, oferecendo à nossa reflexão um poder maior, o da Livre Escolha entre o Bem e o Mal, e o da transformação do mundo pela crença no valor do Trabalho, no Serviço dos outros; já na segunda parte da tragédia, onde está cego e Mefisto espera vir a roubar-lhe a alma.
Se nas primeiras formas, nos primeiros momentos, tudo se centra no egoísmo do desejo, na segunda parte da tragédia Goethe, bebendo nos ideais do século XVIII de Liberdade, Igualdade e Fraternidade que adoptou como maçon, orienta o seu pensamento para uma esfera em que Mefisto, o demónio tentador, não poderá penetrar. E assim se salva o herói, e é Deus, que no seu alto trono ganha afinal a aposta, feita no homem e nessa qualidade só dele de querer sempre mais, numa luta incessante pelo Conhecimento.
É por aqui que seguirá Fernando Pessoa, o poeta da interrogação e busca permanentes. Mas na inquietação de Pessoa há mais do que isso. Um Fausto que é seu alter-ego, e cuja busca assumirá outras formas, outros nomes (os múltiplos heterónimos) dos quais terá sempre consciência, enquanto a de si próprio se esvai.
Entre os papéis que se encontravam na famosa arca, e que tanto trabalho deram a alguns estudiosos que organizaram e decifraram uma letra por vezes muito difícil, há um conjunto que nos interessa especialmente, para este caso do Fausto: "O conjunto do drama representa a luta entre a Inteligência e a Vida em que a inteligência é sempre vencida. A Inteligência é representada por Fausto e a Vida diversamente..." (Teresa Sobral Cunha)
O mito de Fausto foi ampliado com Goethe muito para lá da tentação do poder da Magia e da perseguição do Belo, oferecendo à nossa reflexão um poder maior, o da Livre Escolha entre o Bem e o Mal, e o da transformação do mundo pela crença no valor do Trabalho, no Serviço dos outros; já na segunda parte da tragédia, onde está cego e Mefisto espera vir a roubar-lhe a alma.
Se nas primeiras formas, nos primeiros momentos, tudo se centra no egoísmo do desejo, na segunda parte da tragédia Goethe, bebendo nos ideais do século XVIII de Liberdade, Igualdade e Fraternidade que adoptou como maçon, orienta o seu pensamento para uma esfera em que Mefisto, o demónio tentador, não poderá penetrar. E assim se salva o herói, e é Deus, que no seu alto trono ganha afinal a aposta, feita no homem e nessa qualidade só dele de querer sempre mais, numa luta incessante pelo Conhecimento.
É por aqui que seguirá Fernando Pessoa, o poeta da interrogação e busca permanentes. Mas na inquietação de Pessoa há mais do que isso. Um Fausto que é seu alter-ego, e cuja busca assumirá outras formas, outros nomes (os múltiplos heterónimos) dos quais terá sempre consciência, enquanto a de si próprio se esvai.
Entre os papéis que se encontravam na famosa arca, e que tanto trabalho deram a alguns estudiosos que organizaram e decifraram uma letra por vezes muito difícil, há um conjunto que nos interessa especialmente, para este caso do Fausto: "O conjunto do drama representa a luta entre a Inteligência e a Vida em que a inteligência é sempre vencida. A Inteligência é representada por Fausto e a Vida diversamente..." (Teresa Sobral Cunha)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896586126 |
| Editor: | Caleidoscópio |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 240 x 240 x 8 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 64 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Arte
>
Pintura
|
| EAN: | 9789896586126 |
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