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Extensão da Plataforma Continental
Editor:
EMEPC / EPUL, março de 2013 ‧
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SINOPSE
Seis anos de trabalho intenso estão plasmados nas páginas deste livro. Este é um livro sobre o mar, que todos nos habituámos a trazer cá dentro, como se tivéssemos uma alma feita de maresia, lembra o poema de Sophia.
Acompanho estes trabalhos com gosto pessoal e institucional e orgulho-me pelo facto de, em questões de mar, o nosso país ter um percurso tão sólido e respeitado dentro e fora de fronteiras. Não podia ser de outro modo: uma linha de costa longa e rica projeta-nos do ponto de vista geoestratégico, como outrora nos projetou historicamente. Nessa demanda pelo mundo desafiámos noções de centro e periferia e afirmámo-nos como um pólo de dinâmicas múltiplas. A ambição de alargar a nossa plataforma continental é solidamente fundada em estudos precisos e numa equipa técnica cujos pergaminhos científicos são indiscutíveis. Ano após ano, em Lisboa, em Bruxelas ou em Nova Iorque temos vindo a trilhar um caminho, a desbravar escolhos e levar a porto seguro uma vontade férrea de, alicerçados na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, crescer no espaço do Atlântico Norte. Apostamos nisso porque estamos convencidos que Portugal ganha: ganha dimensão, ganha recursos, ganha capacidade, ganha experiência e ganha influência.
Os recursos naturais para além das 200 milhas marítimas são uma riqueza em grande medida por explorar mas que concita os nossos esforços. Temos vindo a trabalhar para isso, criando uma capacidade técnica que se quer crítica e inovadora, formando gente capaz de dar dimensão a este "cluster", fomentando a cooperação internacional (aprendendo e ensinando sobre este assunto nas latitudes mais remotas) e assumindo as responsabilidades que nos ficam adstritas.
Muitos antes de mim assumiram responsabilidades governativas neste domínio e a todos cumpre deixar uma palavra de agradecimento pela linha de continuidade que o projeto assumiu, independentemente de quem o tutelava. Tecnicamente, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental garantiu, com elevadíssima qualidade e profissionalismo, a continuidade dos trabalhos. Uma palavra também é devida ao trabalho e empenho da diplomacia portuguesa que, pelo mundo fora, explica esta ideia à comunidade internacional e, junto das Nações Unidas, defende o bem fundado das nossas pretensões.
Alargar a plataforma continental não é apenas uma oportunidade económica, o que já não seria pouco. É uma grande responsabilidade partilhada porque somos chamados, de certo modo, a gerir um mar imenso de que todos beneficiam e que a todos aproveita. Como na canção de Chico Buarque, apetece cantar: "Tanto Mar".
Acompanho estes trabalhos com gosto pessoal e institucional e orgulho-me pelo facto de, em questões de mar, o nosso país ter um percurso tão sólido e respeitado dentro e fora de fronteiras. Não podia ser de outro modo: uma linha de costa longa e rica projeta-nos do ponto de vista geoestratégico, como outrora nos projetou historicamente. Nessa demanda pelo mundo desafiámos noções de centro e periferia e afirmámo-nos como um pólo de dinâmicas múltiplas. A ambição de alargar a nossa plataforma continental é solidamente fundada em estudos precisos e numa equipa técnica cujos pergaminhos científicos são indiscutíveis. Ano após ano, em Lisboa, em Bruxelas ou em Nova Iorque temos vindo a trilhar um caminho, a desbravar escolhos e levar a porto seguro uma vontade férrea de, alicerçados na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, crescer no espaço do Atlântico Norte. Apostamos nisso porque estamos convencidos que Portugal ganha: ganha dimensão, ganha recursos, ganha capacidade, ganha experiência e ganha influência.
Os recursos naturais para além das 200 milhas marítimas são uma riqueza em grande medida por explorar mas que concita os nossos esforços. Temos vindo a trabalhar para isso, criando uma capacidade técnica que se quer crítica e inovadora, formando gente capaz de dar dimensão a este "cluster", fomentando a cooperação internacional (aprendendo e ensinando sobre este assunto nas latitudes mais remotas) e assumindo as responsabilidades que nos ficam adstritas.
Muitos antes de mim assumiram responsabilidades governativas neste domínio e a todos cumpre deixar uma palavra de agradecimento pela linha de continuidade que o projeto assumiu, independentemente de quem o tutelava. Tecnicamente, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental garantiu, com elevadíssima qualidade e profissionalismo, a continuidade dos trabalhos. Uma palavra também é devida ao trabalho e empenho da diplomacia portuguesa que, pelo mundo fora, explica esta ideia à comunidade internacional e, junto das Nações Unidas, defende o bem fundado das nossas pretensões.
Alargar a plataforma continental não é apenas uma oportunidade económica, o que já não seria pouco. É uma grande responsabilidade partilhada porque somos chamados, de certo modo, a gerir um mar imenso de que todos beneficiam e que a todos aproveita. Como na canção de Chico Buarque, apetece cantar: "Tanto Mar".
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899524927 |
| Editor: | EMEPC / EPUL |
| Data de Lançamento: | março de 2013 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 190 x 249 x 17 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 308 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política em Geral
|
| EAN: | 9789899524927 |
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