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Eu Servi no CEP

de Ana Ferreira da Silva
Editor: Alfarroba, setembro de 2022 ‧
12,50€
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Ecoam porventura ainda no nosso espírito memórias avulsas da Primeira Grande Guerra, do Corpo Expedicionário Português e da batalha de La Lys, transmitidas de geração em geração a partir dos nossos bisavós, refrescadas pelos eventos comemorativos do respectivo centenário, profusamente celebradas na literatura e no grande écran.

É com emoção que revemos o drama desses milhares de jovens portugueses sem preparação militar adequada, lançados além fronteiras para combater um inimigo que apenas conheciam da propaganda, enterrados nas lamacentas trincheiras da Flandres em condições cada vez mais adversas e precárias.

Por relatos da época, sabemos hoje que, apesar de certa discriminação de que foram alvo por parte dos próprios aliados, esses mesmos jovens inexperientes do CEP honraram a bandeira com denodo, merecendo o respeito das tropas alemãs que esmagaram a resistência lusitana em La Lys.

A Primeira Guerra foi também o último grande conflito que contou com uma ampla participação de amigos do homem - cavalos, mulas, cães e pombos-correio -, cuja história é muitas vezes votada ao esquecimento.

Eu Servi no CEP é uma história/fábula contada a três vozes alternadas - do mulo Bonifácio, do vira-latas Farrusco e da narradora - que, embarcando o leitor num vetusto comboio a vapor de regresso ao Minho, vai desenrolando uma intrincada meada de recordações, emoções, dúvidas e receios, naquilo que hoje é reconhecido como síndrome de ‘stress’ pós-traumático.

Eu Servi no CEP

de Ana Ferreira da Silva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899068551
Editor: Alfarroba
Data de Lançamento: setembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 209 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899068551

SOBRE O AUTOR

Ana Ferreira da Silva

Ana Ferreira da Silva nasceu em Lisboa, a 7 de maio de 1957. A sua infância decorreu entre Madrid, a linha de Cascais e Moçambique. Este contacto precoce com culturas e mentalidades diversas contribuiu para uma salutar abertura de espírito, mas também para o desenvolvimento de um carácter introspetivo, fruto dos frequentes desenraizamentos. Foi deste modo que, ainda em África, começou a voltar-se para a escrita, ensaiando os primeiros passos em poesia e conto.
Aos 14 anos começou a interessar-se pelo romance histórico.
Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa e atualmente é anestesista do quadro do Hospital das Forças Armadas, mantendo a escrita como atividade paralela.
Não sendo a sua primeira obra, o conto medieval "Os Algozes de Nenhures" surge como a sua estreia perante os leitores.

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