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Et Sic in Infinitum

de José Pedro Croft
idioma: português, inglês
Editor: Documenta, fevereiro de 2023 ‧
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O título Et Sic in Infinitum é uma citação da frase que consta em cada um dos lados de um desenho do físico e cosmologista Robert Fludd […]. Reconhecido como uma das primeiras representações da criação do universo, o desenho dá a ver um quadrado negro imperfeito (em rigor é um trapézio), a imagem do pré-universo, do nada, do vazio negro (e sem forma) anterior ao evento da criação. O quadrado negro de Robert Fludd ilustra um enigma fundacional, mas em simultâneo assinala os limites da representação, ao anotar em cada margem do quadrado a frase Et sic in infinitum [E assim por diante até ao infinito]. Este livro foi publicado por ocasião da exposição Et Sic in Infinitum, de José Pedro Croft, com curadoria de Sérgio Mah, realizada na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, com o apoio da Fundação Carmona e Costa, de 26 de Janeiro a 28 de Maio de 2023.

«Na produção artística de José Pedro Croft das últimas duas décadas é notória a estreita cumplicidade entre a escultura, o desenho e a gravura. São três disciplinas, três domínios funcionais, que se intersectam de forma não hierárquica, o que não impede reconhecer que questões e dilemas da escultura estão no cerne de muitas das suas realizações, como também podemos apontar, a partir de um outro ângulo de visão, que o desenho — como conceito, método e experiência das formas — é uma presença matricial e estruturante nos seus processos de composição e organização estética.
Através destas três práticas o artista tem produzido conglomerados de obras em que explora inúmeras variações a partir de formas básicas e arquetípicas, que são submetidas a experiências de derivação e reconversão que inevitavelmente debilitam os seus princípios estáveis e lógicos e testam a nossa perceptibilidade relativamente ao que nos rodeia e nos habita enquanto seres impregnados de visualidade. Por outras palavras, somos frequentemente conduzidos por um eixo de disquisições estéticas e conceptuais, para níveis propensos à aporia, à oscilação, ao paradoxo, que desaconselham o estreitamento perceptivo suscitado pela clareza e objectividade genericamente associadas à geometria.
É igualmente manifesto o interesse de José Pedro Croft pelos aspectos generativos da criação artística, ou seja, pelas potencialidades imanentes a cada meio, material ou forma, enquanto faculdades que contribuem para a singularidade de cada obra, mas também como remissões para a complexidade de que se reveste a experiência do mundo e a vasteza de coisas e dinâmicas espaciais e temporais que o constituem.»

Sérgio Mah

Et Sic in Infinitum

de José Pedro Croft

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895680771
Editor: Documenta
Data de Lançamento: fevereiro de 2023
Idioma: Português, Inglês
Dimensões: 212 x 261 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes em Geral
Livros em Inglês > Arte > Artes em Geral
EAN: 9789895680771

Et Sic in Infinitum de José Pedro Croft

André Silva

Publicado por ocasião da exposição na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, este livro explora a produção de José Pedro Croft em escultura, desenho e gravura. O título remete para uma citação de Robert Fludd sobre o vazio primordial, servindo de mote para uma reflexão sobre a criação e a geometria do universo. Através do olhar do curador Sérgio Mah, o catálogo documenta como Croft utiliza formas arquetípicas para investigar a impermanência e a volatilidade visual. É um registo essencial sobre a capacidade do artista em transformar estruturas rigorosas em espaços de liberdade, movimento e energia infinita.

SOBRE O AUTOR

José Pedro Croft

José Pedro Croft nasceu no Porto em 1957. Atualmente vive e trabalha em Lisboa. Entre 1976 e 1981, frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em 2001 vence o Prémio Nacional de Arte Pública Tabaqueira e o Prémio EDP - Desenho. Em 2002 o Centro Cultural de Belém organiza uma grande exposição retrospetiva do seu trabalho. Expõe individualmente com regularidade desde 1981, de onde se destacam, das exposições mais recentes: Chiado 8 - Arte Contemporânea (2011), Lisboa; Galeria Mário Sequeira (2011), Braga; Projecto Contentores P28 (2010), Docas de Alcântara, Lisboa; Galeria Filomena Soares (2009), Lisboa; Galería SENDA (2009), Barcelona; Marília Razuk Galeria de Arte (2009), São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo - Museu de São Paulo de Arte Contemporânea (2009), São Paulo; Galería SCQ (2009), Santiago de Compostela; Pavilhão Centro de Portugal (2008), Coimbra; Galeria Helga de Alvear (2008), Madrid; La Caja Negra (2008), Madrid; Fundação Calouste Gulbenkian (2007 e 2006), Lisboa; MAM - Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro (2006), Rio de Janeiro; Museu de Arte da Pampulha (2006), Belo Horizonte; e Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães-MAMAM (2005), Recife, Brasil. A sua obra encontra-se presente em diversas coleções públicas e privadas, tais como: Banco Central Europeu, Frankfurt; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro Galego de Arte Contemporâneo, Santiago de Compostela; Fundação de Serralves, Porto; Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa; Fundación Caixa Galiza, La Coruña; Fundación La Caixa, Barcelona; MEIAC, Museo Extremenho y Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz; Ministério da Cultura, Portugal; Museo de Cantábria, Espanha; Museo de Zamora, Espanha; Museo Nacional, Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Sammlung Albertina, Viena; e Coleção Berardo, Lisboa.

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