Estação Onze
SINOPSE
Kirsten Raymonde nunca conseguiu esquecer a noite em que Arthur Leander, um ator famoso, morre no palco quando representava o Rei Lear. Foi nessa fatídica noite que teve início uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade.
20 anos depois, Kirsten é uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes a representar peças de Shakespeare e a tocar música. no entanto, tudo irá mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water.
Abrangendo várias décadas e retratando de forma fulgurante a vida antes e depois da pandemia de gripe, este romance repleto de suspense e emoção confronta-nos com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens Estação Onze fala-nos das relações que nos sustentam, da natureza efémera da fama e da beleza do mundo tal como o conhecemos.
- Vencedor do Arthur C. Clarke Award
- Finalista do National Book Award
- Finalista do PEN/Faulkner Award
CRÍTICAS
«Profundamente melancólico, mas com uma escrita magnífica e nostálgica. Um livro que irei recordar durante muito tempo, e que irei reler.»
George R. R. Martin
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«É difícil imaginar um romance mais perfeito, tanto na forma como no conteúdo, neste momento literário.»
The New Yorker
«Uma história surpreendentemente bela sobre as relações humanas num cenário de catástrofe.»
The Washington Post
«Talvez o romance pós-apocalíptico mais absorvente e provocador que irá ler.»
The Independent
«Um romance notável que, ao invés de nos deixar com medo do fim do mundo, nos faz apreciar a dádiva da vida quotidiana.»
San Francisco Chronicle
«Inesquecível.»
People
«Esplêndido.»
Booklist
BLOG WOOKACONTECE
Para além dos raios laser
A ficção científica, tal como a fantasia, é tida por muitas pessoas como o parente pobre da literatura por não ter a densidade emocional e tensão dramática que costuma caracterizar a ficção literária mais convencional. Segundo estas vozes críticas, é difícil acreditar que histórias sobre viagens à velocidade da luz em naves espaciais, aventuras em planetas povoados por espécies alienígenas, com raios laser e portais para outras dimensões possam levar o leitor a refletir sobre a condição humana, as tensões sociais ou os dilemas da vida real. Felizmente, esta ideia tem vindo a mudar. Há cada vez mais defensores da ideia de que a ficção científica é um terreno fértil para explorar questões que nos dizem muito. Quando nos vemos confrontados com histórias que decorrem em realidades paralelas ou em futuros distantes, muito diferentes do que esperamos, somos levados a comparar essas visões alternativas com a nossa própria realidade e, muitas vezes, descobrimos nelas mais semelhanças do que imaginaríamos à partida. Como em todos os géneros literários, há formas muito diferentes de escrever ficção científica.
Os Despojados, de Ursula K. Le Guin
Em Os Despojados, Ursula K. Le Guin apresenta-nos Urras, um planeta capitalista marcado pela opulência e pela desigualdade, e Anarres, um planeta anarquista onde a liberdade se constrói no meio da escassez e do isolamento. Ao seguirmos Shevek, um físico nascido em Anarres que viaja até ao planeta inimigo, apercebemo-nos das diferenças entre os dois sistemas sociais, antagónicos e longe da perfeição. À medida que avançamos na leitura, é fácil perceber que esta história não é mais do que um espelho do que se passa no nosso planeta, com tensões entre povos que duram há muito tempo. No caso de Os Despojados, Le Guin serviu-se de Urras e Anarres para falar nos EUA e na União Soviética que, na época em que o livro foi escrito, viviam em plena Guerra Fria. A linguagem utilizada é clara nuns momentos e profundamente filosófica noutros, e cumpre o propósito de nos desafiar a questionar o mundo que nos rodeia, as nossas convicções e preconceitos.
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Solaris, de Stanislaw Lem
Numa estação espacial em órbita de um planeta coberto por um oceano vivo e consciente, um grupo de cientistas tenta compreender aquilo que observa. Confrontados com uma inteligência diferente da sua, e numa tentativa de encontrar explicações científicas para o que testemunham, os cientistas acabam por sofrer manifestações físicas das suas memórias e traumas mais profundos, materializados pelo oceano, que parece ler e reagir à mente humana.
Esta é a proposta de Solaris, de Stanislaw Lem, um romance sobre a solidão e o desconhecido. Mais do que explicar o que é e como funciona este planeta, Lem preocupa-se em mostrar ao longo do romance como o ser humano procura respostas fora de si para perguntas que, na verdade, são sobretudo internas. A escrita é densa, os diálogos são muitas vezes filosóficos e a atmosfera é claustrofóbica, mas a recompensa está na profundidade das questões que este clássico escrito em 1961 levanta. Entre as várias adaptações cinematográficas da obra, a mais emblemática é a de Andrei Tarkovsky, datada de 1972.
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Veja aqui o filme Solaris, de Andrei Tarkovsky
Os Funcionários, de Olga Ravn
Olga Ravn é poetisa e a sensibilidade da sua escrita ajuda a tornar Os Funcionários uma obra muito particular. A narrativa foca-se na vida monótona e fragmentada de uma tripulação composta por humanos e androides a bordo de uma nave espacial. O livro é construído como uma série de depoimentos curtos, relatórios e observações pessoais, que juntos formam um mosaico sobre o trabalho, a rotina e a alienação num ambiente artificial e opressivo. A chegada de objetos misteriosos ao interior da nave desperta emoções e questionamentos inesperados nos seus ocupantes, trazendo à tona a vulnerabilidade escondida sob a rotina. Ao usar uma linguagem lírica, Ravn explora a fronteira entre o humano e o mecânico, e mostra-nos que mesmo num futuro tecnologicamente avançado persistem dúvidas antigas sobre identidade, desejo e pertença. Uma leitura breve mas intensa, ideal para quem aprecia ficção científica intimista e sensorial.
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Estação Onze, de Emily St. John Mandel
Estação Onze, de Emily St. John Mandel, não se passa num planeta distante, não tem aliens, nem realidades paralelas. Depois de ser assolada por uma pandemia, a nossa civilização colapsa e a população que resta tenta reconstruir a vida num mundo quase selvagem onde a arte e a memória são os últimos redutos da Humanidade. Num cenário de ruína e silêncio, é a beleza da cultura, e não a tecnologia ou a força, que mantém viva a centelha do que significa, de facto, ser humano.
O romance alterna entre o passado, o colapso e o presente pós-apocalíptico, tecendo uma narrativa onde as vidas se cruzam através de gestos simples e acontecimentos aparentemente banais. Os grandes heróis desta história não são guerreiros ou pessoas movidas por vinganças ou patriotismo, mas sim um grupo de atores que percorre o mundo com o único objetivo de apresentar em palco peças de Shakespeare e outros textos e peças de música clássicas a pessoas que, no meio do caos e da destruição, ainda anseiam pela beleza da arte. Mandel não escreve sobre catástrofes, mas sobre o que permanece depois delas, a necessidade humana de criar, de recordar e de partilhar emoções.
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Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick
Qualquer lista que pretenda reunir os melhores filmes da História do cinema ficará incompleta sem Blade Runner. A película, realizada há mais de 40 anos por Ridley Scott, conta com uma banda sonora emblemática de Vangelis, efeitos especiais e cenários que fazem inveja a filmes recentes e um elenco encabeçado por Harrison Ford repleto de interpretações inesquecíveis. Mas o que torna o filme tão único e especial é a história, baseada num livro de Philip K. Dick, um dos mestres da ficção científica.
Em Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, a Terra foi arrasada e a vida é simulada com tal precisão que já não é possível distinguir o real do artificial. A ação gira em torno de Rick Deckard, um caçador de androides que tentam fazer-se passar por humanos. Deckard começa por ver os androides apenas como máquinas que têm de desaparecer da face da terra e faz o seu trabalho sem dificuldades, mas à medida que interage com eles encontra nestes seres emoções, desejos e uma complexidade demasiado humana. Há momentos pautados por humor negro e lucidez, e outros, mais caóticos e pesados, em que vemos a fragilidade e instabilidade emocional das personagens ganhar terreno. Toda a obra literária de Philip K. Dick é atravessada por questões sobre identidade, realidade e o que significa ser humano, e este livro não é exceção.
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Wook se escreve no Canadá – Parte II
Nesta segunda parte (leia a primeira aqui), voltamos ao longínquo Canadá para lhe mostrar ficções tão fantásticas como a Emily St. John Mandel, ecos da História e do exílio de Michael Ondaatje e Dany Laferrière, a beleza do Universo contada por Huber Reeves e até… a literatura melódica de Leonard Cohen.
Este artigo foi publicado originalmente na revista wookacontece n.º 15.
Emily St. John Mandel (n. 1979)
Ficção que cruza eras e destinos
Com a ficção distópica Estação Onze (2014), Emily St. John Mandel viu o seu trabalho reconhecido mundialmente, com o Prémio Arthur C. Clarke e, em 2021, uma adotação a série televisiva. Este romance pós-apocalíptico acompanha uma trupe itinerante de Shakespeare após uma pandemia de gripe dizimar a população mundial. Repleto de suspense e emoção, explora a importância da arte e dos laços humanos em tempos de crise, enquanto nos confronta com os estranhos acasos que ligam as suas personagens. Ao fundir thriller e ficção literária, a escritora reflete sobre a fragilidade da civilização.
Em Mar de Tranquilidade, somo conduzidos numa viagem de rara beleza literária: no século XIX, Edwin St. Andrew ouve um violino ecoar num terminal de dirigíveis em plena floresta canadiana. Séculos depois, uma escritora regista a mesma cena num romance escrito na colónia lunar. Quando um detetive investiga o que parece ser uma anomalia causadora dessa experiência, depara-se com uma sobreposição inexplicável de tempo e espaço, postulando-se a hipótese de o Universo ser uma simulação.
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Michael Ondaatje (n. 1943)
Cronista de paixões e ecos da História
As obras de Michael Ondaatje são narrativas líricas e elípticas centradas num pequeno círculo de pessoas unidas por um mistério. Imortalizado pela adaptação ao cinema por Anthony Minghella, O Doente Inglês (1992), vencedor do Man Booker Prize – e do Golden Man Booker Prize – moldou a imagem internacional da literatura canadiana. Ambientado nos últimos dias da II Guerra Mundial, o romance alterna entre as memórias de quatro personagens e a sua vida numa pequena vila italiana devastada pela guerra, tendo no centro um homem gravemente queimado, «o paciente inglês», que desencadeará uma história de amor e traição. As fronteiras entre aliados e inimigos esbatem-se à medida que a experiência da guerra destrói e reconstrói a humanidade de cada personagem.
Entre os mais importantes romances de Ondaatje estão Coming Through Slaughter (1976), sobre a descida à loucura de um músico de jazz, e Running in the Family (1982), as memórias da vida do escritor no Ceilão, livro a que Atwood atribuiu o estatuto de lenda.
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Leonard Cohen (1934-2016)
A voz da dor e do desejo
Antes de se lançar na música, Leonard Cohen já tinha quatro coleções de poesia e dois romances publicados. Muitos dizem que a sua vocação de escritor – em que falava abertamente sobre sexualidade, a sua fé judaica e a sua luta contra a depressão – é a chave para entender tudo o que criou.
O seu livro mais célebre, O Jogo Favorito, é um bildungsroman sobre o alter-ego de Cohen, Lawrence Breavman, um rapaz judeu taciturno de uma família abastada. Com o seu amigo Krantz, tenta abrir caminho no mundo absorvendo todas as experiências possíveis em torno do sexo oposto, numa procura de amor e de beleza. Lawrence descobre o seu jogo favorito em Nova Iorque, onde se refugia depois de um êxito precoce como poeta, e conhece Shell, a mais linda das mulheres, com quem descobre, por fim a plenitude inebriante do amor completo e os sacrifícios que este exige.
No seu último livro publicado por cá, Um Balé de Leprosos, reúne um romance e contos inéditos de Cohen, um livro que comprova como a magia que animou o seu trabalho estava presente desde o início.
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Dany Laferrière
Exílio, pertença e provocação
Dany Laferrière, escritor haitiano-canadiano francófono, é celebrado pelas suas obras que exploram temas de identidade e exílio com rara vitalidade. O seu livro de estreia, Como Fazer Amor Com Um Negro Sem Se Cansar (1985), marcou a literatura contemporânea pela irreverência e crítica social. Em Montreal, num verão escaldante nos anos 70, dois negros sem um tostão que partilham um quarto exíguo. Cota, um aspirante a escritor, e Bouba, preguiçoso e devoto de Coltrane, levam uma alegre vida boémia de sexo e jazz: em tom de desforra pela colonização, travam a sua luta racial na horizontal.
O Grito dos Pássaros Loucos (2000) narra as últimas horas de Ossos Velhos – alter ego de Dany Laferrière – em Port-au-Prince, antes de partir para o exílio no Canadá, e na sequência do assassínio do seu maior amigo pelas milícias do ditador Duvalier. Um romance parcialmente autobiográfico sobre desenraizamento, de grande intensidade emocional.
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Hubert Reeves
O cronista do Universo
O astrofísico canadiano francófono mais conhecido do mundo era também um contador de histórias fascinante e um grande divulgador da ciência. Não explicar o complexo, dizia, «é antidemocrático».
Um Pouco Mais de Azul, um bestseller internacional, conta a história do Universo, da gestação cósmica à evolução da vida na Terra. Reeves parte da formação dos núcleos atómicos nas estrelas, continua pela evolução biológica e chega à inteligência humana. Mas a complexidade não termina com o homem e, no final, percebemos o nosso parentesco profundo com a Natureza, verdadeira família da Humanidade.
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Patrick deWitt (n. 1975)
Narrativas ácidas e inesperadas
O segundo romance de Patrick deWitt, Os Irmãos Sisters (2011), uma aventura turbulenta pela costa oeste dos EUA em 1851, valeu ao escritor uma nomeação para o Booker Prize. Os dois irmãos, chamados Sisters, metem-se numa série de problemas, resultando num western sombriamente engraçado e excêntrico sobre um assassino relutante e o seu irmão, um assassino consumado. Com esta história picaresca, o autor traça um retrato sarcástico e acutilante da frágil e perversa condição humana, tão vívido que inspirou um filme de cinema.
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Veja aqui o trailer da adaptação ao cinema de Os Irmãos Sisters
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722356329 |
| Editor: | Editorial Presença |
| Data de Lançamento: | setembro de 2015 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 146 x 228 x 20 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 336 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Via Láctea |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Literatura Fantástica
|
| EAN: | 9789722356329 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Uma agradável surpresa
Raquel Bradford
Escrito uns anos antes da pandemia de covid, “Estação Onze” apresenta-nos um mundo após uma pandemia muito semelhante – alguns excertos fazem-nos mesmo recordar o que se viveu em 2020 –, mas com um impacto e consequências muito mais graves. Mostra-nos não apenas um mundo devastado e a luta pela sobrevivência dos seus habitantes, mas também a vida dos personagens antes desse colapso. Há diversos saltos no tempo, a história anda para trás e para a frente, acompanhamos os personagens nesse antes e depois da pandemia, e vemos, com o avançar das páginas, como os seus destinos estão interligados. Na história, acompanhamos também um grupo de personagens que, a par da luta pela sobrevivência, anda de terra em terra a levar arte – música e peças de teatro – às comunidades que ainda persistem, porque, e citando o próprio livro, “A sobrevivência é insuficiente”. É uma frase que levo comigo, pois acho que o mundo e a vida não seriam nada sem qualquer forma arte. A história mostra-nos como tudo é efémero e ensina-nos também a dar valor a pequenas coisas e a coisas tão básicas e banais do dia-a-dia que temos tendência a tomar como garantidas, como a electricidade, por exemplo. Um livro muito bem escrito, muito intrigante e emocionante, muito bonito, que nos faz pensar. Gostei mesmo muito, não estava à espera que fosse assim.
Arte como alternativa positiva
Cristóvão Veríssimo
Um futuro envolto em esperança através da Arte. Escrita sensivel e plena de oportunidade !
Maravilhoso
G. M. Godinho
Um livro que nos faz apaixonar pelas coisas prosaicas que tomamos por garantidas na nossa vida. Um livro que nos faz imaginar um futuro sem civilização, em que grupos vivem em tribos com diferentes objectivos, sendo que um em particular tenta fazer algo mais que apenas sobreviver: libertar através da arte - neste caso, o teatro de Shakespeare. Uma homenagem ao teatro, à BD, e às maravilhas que já cessaram de nos maravilhar. Recomendo absolutamente.
As relações humanas após a pandemia
Maria Gaspar
A história é passada num mundo que ficou devastado após um vírus mortal se ter transformado em pandemia...Quando começei a ler achei que se ia focar muito más na questão de ficção científico mas a verdade é que este livro se foca muito mais nas relações humanas. Como é que estas se transformam num mundo do futuro irreconhecível? E qual a sua verdadeira importância?
Okay
Constança
Acho que a culpa foi minha, porque comecei esta leitura com expectativas demasiado altas, mas não conseguir terminar o livro sem me sentir desapontada. Gostei da forma como as diferentes personagens estão interligadas, mas reconheço que a autora poderia ter desenvolvido melhor as emoções envolvidas numa situação de calamidade. Houve momentos demasiado lentos, e outros de grande entusiasmo mas que duraram pouco. Na generalidade, um livro interessante, num cenário interessante.
estacão onze
lucia sousa
A estacão onze é mais do que um livro sobre o fim do mundo é uma reflexão do passado, do momento presente e acima de tudo, sobre tudo o que nos liga.
Num futuro não muito distante...
Elsa T. S. Vieira
O livro fala sobre a importância de manter a arte e a cultura e aquilo que nos faz sonhar, num cenário pós-apocalíptico num futuro não muito distante, através das histórias pessoais das várias personagens e de flashbacks para o evento que causou a destruição da civilização. Muito bem escrito e cativante.
Sobrevivendo
Carlos Vieira
São recorrentes os alarmes de propagação de um vírus cujas consequências têm sido, felizmente, muito menores do que a comunicação social prevê. Mas, e se um dia os efeitos forem mesmo devastadores? Se uma pandemia dizimar grande parte da população e acabar com a civilização como a conhecemos? Esta é a questão de partida do livro Estação Onze de Emily Mandel. Contrastando as relações pessoais e sociais antes e depois da catástrofe, Mandel conduz-nos numa viagem por uma civilização em choque mas que se vai ajustando, guiada pelas habituais motivações individuais da compaixão e da generosidade, mas também da prepotência e da brutalidade, numa luta permanente pela sobrevivência. Como continuar a representar Shakespeare numa sociedade que tenta satisfazer as necessidades mais básicas?
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