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Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem

Como enfrentar o luto e a perda numa cultura que evita o sofrimento

de Megan Devine
Editor: Alma dos Livros, março de 2023 ‧
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«A dor não é um problema a ser resolvido, mas um mistério a ser honrado. Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem é o livro de que eu tenho estado à espera há mais de 30 anos - aquele que eu posso recomendar a qualquer pai, mãe, viúva, viúvo, a qualquer pessoa que se encontre de luto pela morte de alguém.»
Donna Schuurman

Quando uma perda dolorosa ou um evento grave abala a nossa vida, a primeira coisa que temos de saber é que não há nada de errado nisso: «A dor é pura e simplesmente o amor na sua forma mais selvagem e dura, uma resposta natural e sã à perda.» Então, porque é que a nossa cultura procura ignorar a dor e trata o luto como uma doença que tem de ser curada, de preferência o mais rapidamente possível?

Tendo experimentado o luto de ambos os lados - como terapeuta e como mulher que testemunhou o afogamento acidental do seu amado companheiro - Megan Devine escreveu um livro com profundo conhecimento sobre as verdades não ditas da perda, do amor e da cura.

Existem coisas que não podem ser corrigidas. Apenas podem ser levadas. Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem encoraja-nos a vermos o nosso luto como uma resposta natural à morte e à perda, em vez de uma condição anómala que necessita de correção. Mudando o foco do luto como um problema a ser resolvido para uma experiência que temos de viver, oferece-nos a possibilidade de compreensão, compaixão, legitimidade e, sobretudo, um caminho através da dor.

Todos vamos experimentar durante a vida um profundo pesar pela perda de alguém. A perda é uma experiência universal.

Este livro dá-lhe permissão para sentir o que sente, fazer o que faz e dizer o que diz. Quando a sua vida está num lugar de profunda perda e o mundo parece o inferno, dá-lhe meios para percorrer o caminho de volta a si mesmo.

Megan Devine aborda a dor que as pessoas enlutadas carregam (adicionada à dor da perda), de serem julgadas, despedidas ou mal-entendidas e contesta a ideia estabelecida de que deve regressar o mais rapidamente possível a uma vida «normal» e «feliz», substituindo-a por um caminho intermédio, muito mais saudável, que nos convida a caminhar lado a lado com a dor, em vez de procurar ultrapassá-la.

Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem

Como enfrentar o luto e a perda numa cultura que evita o sofrimento

de Megan Devine

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895700950
Editor: Alma dos Livros
Data de Lançamento: março de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 237 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Autoajuda
EAN: 9789895700950

Um livro essencial

Nuno

Uma leitura que nos mostra que o que sentimos faz parte do processo natural do luto e que nos ajuda a enfrentar a imensidão da dor da perda. Recomendo.

Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem: aprender a viver com a dor

Anabela Borges

Neste livro, Megan Devine desconstrói a forma como a nossa cultura encara o sofrimento, revelando a urgência em corrigir, ultrapassar, apressar e silenciar o luto. Questiona a ideia de que a dor é um desvio a tratar e expõe o desconforto coletivo perante aquilo que não tem solução. A autora lembra-nos que há perdas que não se resolvem — vivem-se. O luto é apresentado como uma resposta natural à morte e à ausência, parte integrante da experiência humana. Tocante e profundamente realista, o livro recusa artifícios e fórmulas mágicas. Parte do princípio de que cada experiência de luto é única, crua e pessoal. Ao longo do livro, surgem questões e pequenas propostas que ajudam o leitor a reconhecer o lugar onde se encontra no seu próprio processo. Recomendo vivamente a quem ama perdidamente, na saudade, alguém que perdeu.

Para refletir

Ana Lima

Efetivamente um livro que nos ajuda a desconstruir alguns bloqueios que nos foram incutidos ao longo da vida sobre a importância de buscar sempre o bem estar, ou o estar bem como forma ideal de levar a vida. Neste princípio, tendemos a dramatizar sempre que algo não está bem, ou a vida nos faz passar fases em que, se formos sinceros, temos que admitir que não está tudo bem. E é esta arte de aceitar que às vezes, muitas vezes, não está tudo bem, ou nos parece mesmo que nada está bem e a vida nos põe à prova, mas que isso não implica escondermos as emoções, enganar-nos a nós próprios e não pedir ajuda. Aceitar que não faz mal admitir que não está tudo bem, aceitar que a vida vai sempre seguir o seu rumo e que os problemas têm resolução, que teremos sempre alguém que nos pode ajudar, ou que é mais fácil sair da escuridão se aceitarmos que não é imperativo estarmos sempre bem, é meio caminho andado para lidarmos com a nossa mente de uma forma mais saudável e sairmos de períodos difíceis com menos sequelas na nossa saúde mental.

Recomendo

Célia Matias

Adorei ler este livro pois tem uma escrita clara, espontânea e verdadeira. Ajuda-nos a perceber que é um processo normal e que não estamos "doidos". Não somos os únicos a passar e a sentir a devastação... E, sobretudo, aprendemos que faz parte e que está tudo bem em não estar tudo bem.

Uma ajuda preciosa

CARLA FERRAZ

Seguir em frente após a perda de uma pessoa querida nas nossas vidas é uma tarefa árdua que requer força e serenidade. Por vezes o luto e as reflexões que ele traz consigo é tudo que nos resta nesses momentos em que nos sentimos tão fragilizados. Este livro é necessário para ajudar a percebemos a realidade dos fatos, baseado em factos reais e opiniões pessoais é um livro lindo, carregado de paz e bons conselhos. Recomendo vivamente esta leitura.

Uma leitura importante sobre o o luto

Jéssica Serra | Chuva de Letras

Há livros que todos devíamos ler pelas mais variadas razões. «Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem» é um livro, em primeira instância, para quem perdeu alguém muito especial, mas também para quem é próximo da pessoa que está a passar pela perda e gostava de ter outros recursos para a apoiar. Este livro, mais do que qualquer outra coisa, é colo, é conforto, é uma palavra amiga, mesmo quando não há palavras capazes de reparar o irreparável. Reflete a realidade crua e dura do que é perder alguém. Nunca se está preparado para uma perda. Ainda assim, acredito que este livro pode ser uma lufada de ar fresco, por mais pequenina que seja, para quem o ler.

Um livro importante para quem está em processo de luto e para quem acompanha alguém nesta situação.

Alice Lourenço

Este livro é uma pequena joia em forma de papel. A autora além de ter passado por uma experiência de luto, diz-nos aquilo que precisamos de ouvir, não o se acha que se quer ouvir. O luto é um processo individual sem tempo marcado para que o mesmo seja ultrapassado, porque a perda de alguém querido nunca de esquece, mas aceita-se. Aconselho mui muito a quem estiver a passar (ou ainda estiver) por uma situação de perda, e vou mais longe, nem tem que ser uma morte, pode-se considerar a perda de contacto, afastamento afetivo, qualquer que seja o tipo de perda e que vos faça sofrer sem perceber como encarar a nova realidade, por favor, leiam. Obrigado à editora por trazer uma obra tão importante num país em que morte/perda não é encarada de frente.

SOBRE O AUTOR

Megan Devine

A psicoterapeuta Megan Devine é pioneira nos campos do luto e da perda, e fala sobre a forma como transformamos a expressão normal e saudável do luto em algo para apressar ou esconder.
Desde a trágica perda do seu parceiro em 2009, Megan emergiu como uma nova e ousada voz no mundo do apoio à dor. O seu contributo através do seu site Refuge in Grief ajudou a criar um santuário para aqueles que sofrem e encorajar aqueles que querem ajudar.
O seu livro, Está Tudo Bem Não Estar Tudo Bem, é considerado leitura obrigatória por pessoas e profissionais de luto em todo o mundo.
O trabalho de Megan aparece regularmente no New York Times, Washington Post, Harvard Business Review, GQ, The Atlantic, The Sun Magazine, entre outras publicações.
Visite http://refugeingrief.com para mais informações.

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