Escritos Sobre Materialismo Historico

de Karl Marx
idioma: espanhol
Editor: ALIANZA, fevereiro de 2012 ‧
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Aunque Karl Marx no empleó nunca la expresión "materialismo histórico", acuñada posteriormente por algunos de sus seguidores, lo cierto es que la recepción habitual de su obra considera la teoría que recibe este nombre como la más característica de su pensamiento. Su carácter pionero por lo que se refiere a la atención que presta al modo en que las formas de producción y distribución de la vida material, en sentido amplio, influyen en distintos ámbitos de la vida social, ha acabado siendo, por otro lado, punto de consenso en las ciencias sociales de toda orientación. Partiendo de la base de que no existe un corpus razonablemente definido que obedezca a esta etiqueta, sino más bien una serie de estrategias de investigación a las que Marx fue dando distinta importancia a lo largo de su vida y que mantienen una relación de tenso equilibrio, "Escritos sobre materialismo histórico" ofrece en un solo volumen los textos canónicos esenciales en que se formula la concepción materialista de la historia, respetando al mismo tiempo las distintas voces teóricas que bullen a lo largo de esta trayectoria intelectual sin forzar una falsa coherencia. Selección de César Rendueles

Escritos Sobre Materialismo Historico

de Karl Marx

Propriedade Descrição
ISBN: 9788420671512
Editor: ALIANZA
Data de Lançamento: fevereiro de 2012
Idioma: Espanhol
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ala Delta (Ed. Catal
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9788420671512

SOBRE O AUTOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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