Entre Chás e Benzeduras
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Edições Vieira da Silva, abril de 2026 ‧
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SINOPSE
«Imagine-se a voltar atrás no tempo… a um tempo pesado, difícil, em que as consultas com o médico eram privilégio apenas de alguns…
Imagine os acessos às povoações, nesse mesmo tempo, em que não havia estradas alcatroadas e os caminhos não passavam de carreiros de cabras e cavalos, ou de estreitas passagens para carros de bois, por vezes, sinuosos e irregulares, ladeados por alta vegetação…
Imagine-se num meio isolado, sem recursos nem dinheiro e em que tratar das maleitas se baseava no uso de mezinhas, nomeadamente chás, rezas estranhas e benzeduras por pessoas com certos dons, mas encaradas por muitos com desconfiança e apelidadas de bruxas e feiticeiras, curandeiros que erguiam a espinhela caída, limpavam a pele da maleita do sarampo e com celebrações esquisitas, cortavam o mau olhado e aliviavam as dores de cabeça, rezando ao quebranto…
Imagine que o seu ortopedista era o endireita da sua aldeia ou da povoação vizinha, a quem muitos chamavam de quebra ossos, um indivíduo sem quaisquer estudos, mas que conhecia todos os ossinhos do corpo e tateando aqui e ali, com um puxão mais ou menos forte, lhe conseguia tratar da entorse, colocando tudo no devido lugar…
Imagine-se a sanar as feridas com pastas feitas à base de plantas e ervas comuns, tantas vezes existentes à beira dos caminhos e até nos nossos jardins, mas para nós totalmente desconhecidas…
Imagine-se a aquietar o coração e o espírito com ladainhas, padres-nossos e benzeduras…
Foi sobre estes e outros temas que Celeste Almeida se debruçou durante alguns anos, pesquisando, perguntando e escutando pessoas da ruralidade (nomeadamente os mais velhos), para trazer até nós esta magnífica obra, de modo a preservar maneiras de ser e de fazer ancestrais, para que não se percam no tempo. Um legado importante para memória futura…»
Dulcí Ferreira
(Escritora)
Imagine os acessos às povoações, nesse mesmo tempo, em que não havia estradas alcatroadas e os caminhos não passavam de carreiros de cabras e cavalos, ou de estreitas passagens para carros de bois, por vezes, sinuosos e irregulares, ladeados por alta vegetação…
Imagine-se num meio isolado, sem recursos nem dinheiro e em que tratar das maleitas se baseava no uso de mezinhas, nomeadamente chás, rezas estranhas e benzeduras por pessoas com certos dons, mas encaradas por muitos com desconfiança e apelidadas de bruxas e feiticeiras, curandeiros que erguiam a espinhela caída, limpavam a pele da maleita do sarampo e com celebrações esquisitas, cortavam o mau olhado e aliviavam as dores de cabeça, rezando ao quebranto…
Imagine que o seu ortopedista era o endireita da sua aldeia ou da povoação vizinha, a quem muitos chamavam de quebra ossos, um indivíduo sem quaisquer estudos, mas que conhecia todos os ossinhos do corpo e tateando aqui e ali, com um puxão mais ou menos forte, lhe conseguia tratar da entorse, colocando tudo no devido lugar…
Imagine-se a sanar as feridas com pastas feitas à base de plantas e ervas comuns, tantas vezes existentes à beira dos caminhos e até nos nossos jardins, mas para nós totalmente desconhecidas…
Imagine-se a aquietar o coração e o espírito com ladainhas, padres-nossos e benzeduras…
Foi sobre estes e outros temas que Celeste Almeida se debruçou durante alguns anos, pesquisando, perguntando e escutando pessoas da ruralidade (nomeadamente os mais velhos), para trazer até nós esta magnífica obra, de modo a preservar maneiras de ser e de fazer ancestrais, para que não se percam no tempo. Um legado importante para memória futura…»
Dulcí Ferreira
(Escritora)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897798597 |
| Editor: | Edições Vieira da Silva |
| Data de Lançamento: | abril de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 151 x 224 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 286 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Memórias e Testemunhos
|
| EAN: | 9789897798597 |
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