10% de desconto

En El Nombre De Dyonisos

de Friedrich Nietzsche
idioma: espanhol
Editor: SIGLO XXI MEXICO ARGENTINA, outubro de 2014 ‧
20,38€
10% DESCONTO CARTÃO
portes grátis
Para Nietzsche el nombre de Diónysos, el dios griego originalmente procedente de Asia, se convierte en la metáfora de una comprensión del mundo que no niega la condición trágica de la existencia humana, sino que aún en su tragicidad logra afirmarla. Diónysos representa la recuperación de la visión del mundo griego; la afirmación de la Tierra, de la sensualidad y del erotismo. Pero Diónysos es también el concepto opuesto al Crucificado, al cristianismo; a 2000 años de una concepción cristiana hostil a los sentidos. El concepto nihilista de Nietzsche resulta incomprensible sin la inclusión de los dos milenios de dominación cristiana que acabaron con la interpretación antigua del mundo. Lo que hasta ahora se ha tomado muy poco en cuenta es que con su negación del mundo existente, con su desplazamiento del sentido a un más allá no existente, el nihilismo original fue planteado por el cristianismo. El nihilismo del cristianismo residía en la desvalorización del mundo terrenal, de los sentidos, del erotismo. El nihilismo de Nietzsche es tan sólo la última consecuencia de la interpretación cristiana del mundo. Nietzsche es el nihilista antinihilista en tanto que confronta al cristianismo, y lo aniquila, para ayudar al resurgimiento de una cosmovisión original, es decir, la griega, que fue destruida por el monoteísmo cristiano. Onicamente después de la destrucción de los valores cristianos dominantes, el mundo puede mostrarse tal y como era originalmente: sin valor y sin objetivo. Y este mundo sin valores está abierto al sentido que quiera darle el hombre, que debe procurarse sus propios valores y objetivos. De modo que el nihilismo de Nietzsche, que recupera la tradición de Montaigne y de la Antigüedad tardía, es el que propiamente hace resurgir y postula un nuevo arte de vivir.

En El Nombre De Dyonisos

de Friedrich Nietzsche

Propriedade Descrição
ISBN: 9786070304576
Editor: SIGLO XXI MEXICO ARGENTINA
Data de Lançamento: outubro de 2014
Idioma: Espanhol
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Coleção: Siete Secretos, 6
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Ciências Sociais e Humanas
EAN: 9786070304576

SOBRE O AUTOR

Friedrich Nietzsche

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu em 1844, em Röcken, e morreu em 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.
A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.
Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.
Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX. Entre as suas obras são de destacar:
A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).

(ver mais)

LIVROS DA MESMA COLEÇÃO

DO MESMO AUTOR