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Emoções Lusófonas
Editor:
Mar da Palavra, outubro de 2017 ‧
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SINOPSE
Cabo Verde, Brasil e Portugal, para além da Língua em comum, têm um contraste de emoções entrelaçando-se numa amálgama de afectos, pressentidos nas suas individualidades históricas, linguísticas e sociais. Exibem o que de melhor existe nas suas diversidades: a entrega poética à vida, o apego a vivências solucionadas em cada olhar, em cada sorriso, em cada palavra nascida de um simples regresso, ou mesmo de uma qualquer despedida.
O sabor dessa afectividade traz-nos a musicalidade de uma morna, de um samba ou de um fado, mas a sua origem é a mesma: o amor eternizado de quem sonha, de quem se entrega ou de quem, simplesmente, respira em liberdade.
Um ritual de experiências (mais interiorizadas ou mais à flor da pele, conforme a personalidade de cada um, modeladas pela cultura, pela insularidade ou pelas condições ambientais do seu desenvolvimento psicológico - patrimónios indeléveis que nos enriquecem) oferece-nos, num longo e fraterno abraço, este aceno constante com que nos deleitamos.
Esta obra, determinada por dois modos diferentes de descrever essa genuína e transversal musicalidade com que existimos e nos doamos, como raízes de um mesmo tronco, mostra-nos que somos mais próximos do que distantes, mais irmãos do que longínquos familiares, mais solidários do que antagonistas numa lusofonia feita de contradições e de reencontros, mas, sobretudo, desta imensa alegria de viver.
A essa lusofonia de sentimentos e a todos os que a ela se dão com as almas despidas de quaisquer contrariedades difíceis de compreender ou de aceitar, oferecemos esta narrativa, feita de descobertas e frustrações, ilusões e sensibilidades. E que, mau grado quaisquer acordos ou desacordos ortográficos existentes, é sempre um elo de ligação de todos os nossos anseios e desilusões, e de todas as nossas virtudes e desvirtudes.
Este livro é um compromisso e uma contribuição que nós, autores, ofertamos a quem acredita na nossa grande riqueza: a lusofonia emocional que nos rodeia, consubstanciada numa língua comum e numa convivência criativa, feita de imaginação, emancipação e liberdade.
Joaquim Manuel Pinto Serra
Após a apresentação desta narrativa, quero, da minha parte, reiterar o nosso propósito de homenagear a Lusofonia, esta cumplicidade que nos irmana através da língua comum pela qual nos entendemos, embora com as diversidades provocadas, a princípio, pela distância e pelas novas influências, a resvalar depois para novas ramificações.
Foi ainda no âmbito da Lusofonia que achei bem associar a língua ao território, observando a vida do nosso povo, com as suas tradições, os seus preconceitos e os seus heróis, desde os tempos mais remotos. Assim, reportei à década em que nascemos, com a manifestação do Capitão Ambrósio, tema já conhecido e tratado por muitos cabo-verdianos.
Tratando-se de uma narrativa histórica, baseámo-nos em factos reais, para os quais tivemos o cuidado de verificar o respectivo tempo e a autenticidade, consultando fontes fidedignas. Pesquisas na «Internet» levaram-me ao magazine «Esquina do tempo», de Manuel Brito Semedo, às publicações de Luís Silva e a uma entrevista de Lilica Boal, todos publicados no «Facebook». Os meus agradecimentos aos respectivos autores e divulgadores.
À volta dos factos, girou a nossa fantasia. Uma família serviu-nos de modelo com as qualidades reconhecidas no seu protagonista, que admiramos pelo carácter, formação e intervenção, no desejo de libertar a sua terra dos abusos do colonialismo. Seguimos a obra dos seus descendentes, fazendo-os agir pela forma real, sempre digna, que conheci; ou imaginária, representando personagens que queríamos expor como modelos de determinadas situações.
Agradecemos aos que sobreviveram até aos nossos tempos, pela confiança que depositaram em nós, compreendendo a nossa trama e fornecendo algumas informações.
O terceiro capítulo, a meu cargo, apresenta-se como um misto de roteiro turístico, nas viagens pelas ilhas, a par dos apontamentos linguísticos sobre curiosidades da expressão crioula, além de um envolvimento amoroso que lhe deu o nome: «Fruto Proibido».
Quanto ao aspecto linguístico, não tive a pretensão de apresentar um trabalho científico. São apenas o resultado da minha experiência e da minha curiosidade no que diz respeito a certas origens, satisfeita pela consulta a obras dos filólogos Baltasar Lopes da Silva e Dulce Almada.
Após o quarto capítulo, apresentámos dois epílogos, nessa narrativa em que também fomos personagens participantes, interagindo com outras de ficção ou reais em situações fictícias.
Esperando ter agradado, deixo a todos um abraço fraterno.
Bem hajam!
Maria Faria de Brito
O sabor dessa afectividade traz-nos a musicalidade de uma morna, de um samba ou de um fado, mas a sua origem é a mesma: o amor eternizado de quem sonha, de quem se entrega ou de quem, simplesmente, respira em liberdade.
Um ritual de experiências (mais interiorizadas ou mais à flor da pele, conforme a personalidade de cada um, modeladas pela cultura, pela insularidade ou pelas condições ambientais do seu desenvolvimento psicológico - patrimónios indeléveis que nos enriquecem) oferece-nos, num longo e fraterno abraço, este aceno constante com que nos deleitamos.
Esta obra, determinada por dois modos diferentes de descrever essa genuína e transversal musicalidade com que existimos e nos doamos, como raízes de um mesmo tronco, mostra-nos que somos mais próximos do que distantes, mais irmãos do que longínquos familiares, mais solidários do que antagonistas numa lusofonia feita de contradições e de reencontros, mas, sobretudo, desta imensa alegria de viver.
A essa lusofonia de sentimentos e a todos os que a ela se dão com as almas despidas de quaisquer contrariedades difíceis de compreender ou de aceitar, oferecemos esta narrativa, feita de descobertas e frustrações, ilusões e sensibilidades. E que, mau grado quaisquer acordos ou desacordos ortográficos existentes, é sempre um elo de ligação de todos os nossos anseios e desilusões, e de todas as nossas virtudes e desvirtudes.
Este livro é um compromisso e uma contribuição que nós, autores, ofertamos a quem acredita na nossa grande riqueza: a lusofonia emocional que nos rodeia, consubstanciada numa língua comum e numa convivência criativa, feita de imaginação, emancipação e liberdade.
Joaquim Manuel Pinto Serra
Após a apresentação desta narrativa, quero, da minha parte, reiterar o nosso propósito de homenagear a Lusofonia, esta cumplicidade que nos irmana através da língua comum pela qual nos entendemos, embora com as diversidades provocadas, a princípio, pela distância e pelas novas influências, a resvalar depois para novas ramificações.
Foi ainda no âmbito da Lusofonia que achei bem associar a língua ao território, observando a vida do nosso povo, com as suas tradições, os seus preconceitos e os seus heróis, desde os tempos mais remotos. Assim, reportei à década em que nascemos, com a manifestação do Capitão Ambrósio, tema já conhecido e tratado por muitos cabo-verdianos.
Tratando-se de uma narrativa histórica, baseámo-nos em factos reais, para os quais tivemos o cuidado de verificar o respectivo tempo e a autenticidade, consultando fontes fidedignas. Pesquisas na «Internet» levaram-me ao magazine «Esquina do tempo», de Manuel Brito Semedo, às publicações de Luís Silva e a uma entrevista de Lilica Boal, todos publicados no «Facebook». Os meus agradecimentos aos respectivos autores e divulgadores.
À volta dos factos, girou a nossa fantasia. Uma família serviu-nos de modelo com as qualidades reconhecidas no seu protagonista, que admiramos pelo carácter, formação e intervenção, no desejo de libertar a sua terra dos abusos do colonialismo. Seguimos a obra dos seus descendentes, fazendo-os agir pela forma real, sempre digna, que conheci; ou imaginária, representando personagens que queríamos expor como modelos de determinadas situações.
Agradecemos aos que sobreviveram até aos nossos tempos, pela confiança que depositaram em nós, compreendendo a nossa trama e fornecendo algumas informações.
O terceiro capítulo, a meu cargo, apresenta-se como um misto de roteiro turístico, nas viagens pelas ilhas, a par dos apontamentos linguísticos sobre curiosidades da expressão crioula, além de um envolvimento amoroso que lhe deu o nome: «Fruto Proibido».
Quanto ao aspecto linguístico, não tive a pretensão de apresentar um trabalho científico. São apenas o resultado da minha experiência e da minha curiosidade no que diz respeito a certas origens, satisfeita pela consulta a obras dos filólogos Baltasar Lopes da Silva e Dulce Almada.
Após o quarto capítulo, apresentámos dois epílogos, nessa narrativa em que também fomos personagens participantes, interagindo com outras de ficção ou reais em situações fictícias.
Esperando ter agradado, deixo a todos um abraço fraterno.
Bem hajam!
Maria Faria de Brito
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789728910785 |
| Editor: | Mar da Palavra |
| Data de Lançamento: | outubro de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 148 x 207 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 160 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789728910785 |