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Em Três Pretos Pontos

Nova lírica inconjugada

de João Pena
Editor: Blue Book, novembro de 2024 ‧
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«Decorridos três anos, João Pena volta a publicar: depois de no outono de 2021 ter vindo a lume, também pela mão da Blue Book e hoje já em 2ª edição, a sua primeira obra poética (O Tabagista Só), João Pena reincide sob o mesmo rótulo lírico e agora com o título, em assumido trava-línguas, dos três pretos pontos.
Não cabe ao editor substituir-se à crítica mas cabe-lhe apreciar o que edita e saber no que aposta: só por isso dizer que agora neste segundo livro, para além da feição lírica, João Pena deixa-nos uma reflexão filosófica de austera contenção, como veículo de liberdade interior face ao mundo externo, numa época de relativismo e liquefeitas incertezas: tudo numa forma que vai lembrando, em muito pessoal fusão, medievais cantigas d’amigo, toques dos simbolistas e do modernismo de novecentos, mas sobretudo uma inesperada incursão à antiguidade latina, no seu despido versificar: tudo desalinhado de correntes pois, nas suas palavras, "quanto ao estilo formal dos poemas, não há um só estilo ou mesmo estilo algum, ao menos premeditadamente ideado"... o certo é que a palavra é por ele tratada com elaboração minuciada: e é esse o seu recorte, o seu estilo.
Então, assim se faça: leia-se e que corra mundo, o especial mundo dos que leem poemas, pois é para isso que este Em Três Pretos Pontos é dado à estampa.»
O Editor

Em Três Pretos Pontos

Nova lírica inconjugada

de João Pena

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893562758
Editor: Blue Book
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 240 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789893562758

SOBRE O AUTOR

João Pena

"João Pena" é o nome suposto, o "nom de plume" enfim, usado não para ocultar uma identidade mas para separar o "eu lírico" ou "eu poético" do autor, Henrique Cascão (seu nome de batismo), do resto da sua atividade jurídica nas funções públicas, exercidas há já mais de trinta anos, como magistrado do ministério público, nascido que foi a 23 de outubro de 1960, na cidade da Beira, em Moçambique, e que desde que cursou Direito e se licenciou nos anos oitenta, em Coimbra, sempre poetou, mas não muito... nunca tendo publicado. Desde a sua adolescência radicado em Braga, na maturidade da vida suscitou-se-lhe o propósito de passar a traduzir em verso, com maior constância, pensamentos e sentimentos em si e nos outros também antevistos, naquele sincero fingimento que Pessoa definiu e que no Autor é assumido ora como "fingir amar a beijada dor que já não sente" ora como "sofrimento que se finge postiço", podendo dizer-se que também foi a pandemia de 2020 que serviu de pretexto para o início da composição dos setenta e seis poemas do seu primeiro livro, O Tabagista Só, onde irrompe quer o sanitário "insano ser solidário que é estar só" quer o desejo coletivo do convívio com a multidão regressada e "vacinada de toda a solidão"...
Em três pretos pontos é o segundo livro do autor, também editado pela Blue Book.

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