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Em Busca

de Naguib Mahfouz; Tradução: Estefânia Vicente Duarte
Livro eBook
Editor: Editorial Caminho, maio de 2026 ‧
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Em Busca narra a trajetória de Saber, um jovem egípcio que, após a morte da mãe, descobre que o pai, que julgava morto, afinal está vivo. Larga então a sua vida sem rumo e parte para o Cairo em busca desse pai desconhecido, de quem apenas sabe o nome: Sayed Sayed el Reheimy.

Nessa demanda, Saber envolve-se com duas mulheres que parecem encarnar destinos opostos: Elham, uma jovem ingénua e sincera, funcionária de um jornal, que se apaixona por ele, e Karima, a esposa sensual e calculista do seu senhorio cuja influência o empurra para caminhos cada vez mais obscuros. Dividido entre o desejo de uma vida tranquila e a atração pelo abismo, Saber vê-se enredado numa teia de mentiras, tentações e escolhas irreversíveis.

Mais do que uma história de procura, Em Busca é uma poderosa alegoria da luta interior pelo sentido da existência, num mundo moralmente ambíguo, onde as decisões individuais refletem a crise espiritual de uma sociedade em transformação.

Em Busca

de Naguib Mahfouz; Tradução: Estefânia Vicente Duarte

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722133647
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: maio de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 215 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722133647

SOBRE O AUTOR

Naguib Mahfouz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1988

Romancista egípcio, Naguib Mahfouz nasceu a 11 de dezembro de 1911 em Gamaliya, nas cercanias do Cairo. Filho de um funcionário público, teve acesso a uma educação esmerada.
Após ter concluído os seus estudos secundários, ingressou na Universidade do Cairo, de onde obteve o seu diploma em 1934. Enquanto prosseguia um curso de pós-graduação, Mahfouz tomou a decisão de se tornar escritor a tempo inteiro.
Começou por colaborar para a imprensa com artigos e contos, reunindo estes últimos num volume aparecido em 1938. No ano seguinte conseguiu alcançar uma certa estabilidade ao seguir as pisadas do pai, tornando-se funcionário público no Ministério dos Assuntos Islâmicos.
Também nesse ano de 1939 publicou o seu primeiro romance, Abath al-Aqdar, obra em que, com volumes como Radubis (1943) e Kifah Tibah (1944), o autor procura fazer abranger a totalidade da história do Egipto. Em meados da década de 50, surgiu com Al-Thulatiya (1956-57, A Trilogia do Cairo), obra em que descreve as andanças da família de Al-Sayyid Amad Abd Al-Jawad durante três gerações, desde a Primeira Grande Guerra até ao tempo presente.
A Revolução do Egipto, ocorrida em 1952, depôs o monarca Farouk I e instaurou um regime liderado por Gamal Abdel Nasser. Desagradado com a situação, o escritor votou-se ao silêncio durante alguns anos. Reapareceu em 1959 com trabalhos de índole prolífica e variada.
Alterando o seu discurso e recorrendo à alegoria e ao simbolismo para veicular as suas opiniões políticas, publicou Al-Liss Wa-Al-Kilab (1961, O Ladrão e os Cães), romance que conta a história de um gatuno de convicções marxistas e que, após ter sido aprisionado e eventualmente libertado, procura a vingança e encontra a morte.
Após ter exercido as funções de diretor do Gabinete de Censura egípcio, Mahfouz retomou o mesmo cargo junto da Fundação para o Desenvolvimento do Cinema, entre os anos de 1954 e 1969. A partir de então tornou-se consultor cinematográfico para o Ministério da Cultura do seu país, acabando por se reformar em 1972.
Entretanto, em 1965 surgiu Al-Shahhadh (O Pedinte) e, dois anos depois, Miramar (1967), romance que descreve a vida de uma rapariga através de quatro narradores, cada um deles representando uma corrente de pensamento político diferente.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1988, Naguib Mahfouz caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte.
Faleceu no Cairo a 30 de agosto de 2006, com 94 anos.

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