SINOPSE
Enquanto o telemóvel toca sem parar, os emails exigem uma resposta rápida e estamos constantemente ligados. Neste estado doentio de hiperatividade, Lamberto Maffei questiona o mito da velocidade a qualquer preço e recorda-nos de que o cérebro sempre permitiu reações rápidas e automáticas, facilitando-nos a sobrevivência, porém, a verdade é que constitui também um mecanismo sofisticado, capaz de produzir reflexões que, para serem verdadeiramente elaboradas, exigem um processo mental lento, hoje como no passado.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789724419381 |
| Editor: | Edições 70 |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 135 x 209 x 8 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 132 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Filosofia
|
| EAN: | 9789724419381 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A rapidez não é natural para nós
Alexandre Carvalho
Vivemos numa permanente hiperactividade, sedentos de estímulos breves que são rapidamente substituídos por... novos e rápidos flashes. Rapidez artificial para o ser humano, que tem processos lentos inatos: pensar, raciocinar. Esta contradição às regras naturais terá um preço a pagar. Tudo isto é brilhantemente exposto neste ensaio por Maffei, dono de uma escrita rigorosa e científica mas ao mesmo tempo acessível e quase lúdica.
Lentidão num tempo de aceleração
Pedro Silva
Uma reflexão sobre o carácter neoténico do ser humano e das consequências que a aceleração perceptiva terá no nosso desenvolvimento ontogénico. Num mundo dominado pela velocidade e efemeridade, o autor procura ilustrar como somos seres que exigem uma maturação da aferência do real.
A comparação (im)provável
MC
Vindo de um neurobiologista, a comparação de determinada coisa com o funcionamento do cérebro é provável. Mas quando o quid de comparação é o próprio tempo, o improvável acontece e resulta numa interessante reflexão sobre a importância de não nos redermos (pelo menos, sempre) ao instante efémero. Nós precisamos de tempo para pensar, recordar, imaginar e construir. E o cérebro também. O instinto existe, mas para lá disso, o que nos distingue como seres pensantes, necessita de tempo; melhor, necessita de lentidão.
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