Eichmann em Jerusalém
Uma reportagem sobre a banalidade do mal
SINOPSE
Nesse ano, Hannah Arendt oferece os seus serviços ao redactor-chefe da New Yorker para cobrir o julgamento em Jerusalém.
Da série de artigos escritos nessa altura nasce este livro, cuja publicação em 1963 daria lugar a uma intensa polémica.
CRÍTICAS
«Lidar com o maior problema dos nossos tempos... o problema do ser humano no seio de um sistema totalitário moderno.»
Bruno Bettelheim
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899980716 |
| Editor: | Ítaca |
| Data de Lançamento: | abril de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 141 x 211 x 30 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 448 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Ensaios
|
| EAN: | 9789899980716 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Uma obra, uma lição de VIDA
Sandra
Já tinha ouvido falar desta obra, mas nunca pensei que fosse tão impactante. Um livro que nos mostra que até os monstros são feitos de seres humanos. A matéria prima somos nós. O monstro habita em cada um de nós. E cabe a cada um de nós alimentá-lo ou não. Um autêntico abrir de olhos.
Um livro importante
Márcio
Um livro extremamente importante. A ótica de Hannah Arendt sobre o caso de Eichmann (de uma perspetiva diferente da que se esperava) é fenomenal e uma rampa para a "banalidade do mal".
Um outro olhar
Ana Cardoso
Soberba a forma como Hannah Arendt nos expõe a uma outra realidade dentro do Nacional Socialismo. Obrigatório para todos os amantes de História e Filosofia.
Rigor com o banal
Miguel Bagorro
A tradução faz jus ao rigor do pensamento de H. Arendt ante esta coisa estranha que é a banalização do mal radicalizado. Como o normal se torna anormal e não leva quem observa a desculpas,diatribes sem sentido ou ao encolher de ombros resignado. Ainda que o juízo sobre os conselhos judaicos seja severo, é facto que não há verdadeiros inocentes (cfr. Primo Levi). É um livro para ler e reler e, para os pacientes, a cotejar com o material disponibilizado por Israel (http://www.archives.gov.il/en/publication/eichmann-trial/).
Muito interessante
José Jorge
Livro muito interessante sob o ponto de vista ético, axiológico e filosófico concatenado à política e moral, considerando também a dimensão social, psicológica e histórica. Na perspectiva literária é também uma obra deveras apelativa. Hannah Arendt, através de uma reportagem sobre o julgamento de Adolf Eichmann problematiza o fenómeno do mal, problematiza como a incapacidade de pensar, como a incapacidade de julgar politicamente permite a banalização do mal. A leitura deste livro dá-nos a possibilidade de reflectir, mais do que sobre as acções de Eichmann, reflectir sobre um horizonte humano, sobre um vasto conjunto de pessoas (pessoas que poderiam corresponder a uma qualquer maioria na actualidade) que directa ou indirectamente participaram no engendrar e efectivação do mal e do horror até à sua banalização.
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