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Educação e Sociedade
Neoliberalismo e os desafios do futuro
Editor:
Edições Sílabo, abril de 2003 ‧
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SINOPSE
(...) O discurso neoliberal baseia-se na convicção do fim da utopia, por se ter atingido um estádio de perfeição, o qual ainda exige alguns acertos, mas que, no conjunto, já pouco se pode melhorar. Claro que se admite a discussão, mas essa tolerância assenta na certeza de que o consenso sobre as virtudes do neoliberalismo não terá dificuldade em formar-se, porquanto todos reconhecerão, mais cedo ou mais tarde, a impossibilidade de fugir à evidência da identidade entre funcionamento e meio.
Liberta das velhas questões sobre a formação do Homem, a qualidade e a pertinência dos saberes, ou, ainda, os fins éticos da Educação, a ideologia neoliberal recria o fantasma do desejo cientista, que marcou a modernidade: a possibilidade de sujeitar o domínio do humano ao regime de neutralidade axiológica, contrapartida da objectividade no plano do conhecimento. Nesta medida, a concepção neoliberal, no domínio educativo, só pode ser compreendida no quadro de uma reflexão mais alargada sobre o sentido da modernidade. A pergunta à qual importa responder é, então, a seguinte: o neoliberalismo representa o cumprimento da teleologia da modernidade ou trata-se, tão só, de um desvio dos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, formalizados pelas Luzes, consequência do Capitalismo reinante?
Este mesmo horizonte de inquirição julgamos reconhecê-lo na obra que aqui se apresenta. Tendo começado por uma procura de esclarecimento sobre a crise da Escola e o papel hodierno do professor, rapidamente se moveu em direcção a uma investigação sobre os processos estruturais que demarcam a Época Contemporânea, para, numa última etapa, sujeitar os resultados alcançados ao crivo do projecto, para o autor, como para Habermas, inacabado, da Modernidade.
A sobriedade do estilo, qualidade rara, hoje, não esconde a quantidade e a qualidade da informação veiculada. Com efeito, a temática, de cariz predominantemente sociológico, é tratada a partir de três pontos de vista, histórico, comparativo e sistemático, o que permite, não só, oferecer uma compreensão cerrada da complexidade dos fenómenos em análise, como expor, com fundamento teórico, algumas das conclusões pessoais sobre a orientação a seguir, para melhorar o nível do ensino e da aprendizagem nas sociedades ocidentais. Ao valor do diagnóstico acresce-se, assim, a coragem do pensamento prospectivo. Não causará, em consequência, surpresa que, sendo uma análise crítica das políticas neoliberais, acabe por se alçar a uma reflexão sobre o papel mediador da educação, entre História e Utopia, isto é, como único processo de formação da humanidade do Homem.
in Prefácio
Luís Manuel A. V. Bernardo
Liberta das velhas questões sobre a formação do Homem, a qualidade e a pertinência dos saberes, ou, ainda, os fins éticos da Educação, a ideologia neoliberal recria o fantasma do desejo cientista, que marcou a modernidade: a possibilidade de sujeitar o domínio do humano ao regime de neutralidade axiológica, contrapartida da objectividade no plano do conhecimento. Nesta medida, a concepção neoliberal, no domínio educativo, só pode ser compreendida no quadro de uma reflexão mais alargada sobre o sentido da modernidade. A pergunta à qual importa responder é, então, a seguinte: o neoliberalismo representa o cumprimento da teleologia da modernidade ou trata-se, tão só, de um desvio dos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, formalizados pelas Luzes, consequência do Capitalismo reinante?
Este mesmo horizonte de inquirição julgamos reconhecê-lo na obra que aqui se apresenta. Tendo começado por uma procura de esclarecimento sobre a crise da Escola e o papel hodierno do professor, rapidamente se moveu em direcção a uma investigação sobre os processos estruturais que demarcam a Época Contemporânea, para, numa última etapa, sujeitar os resultados alcançados ao crivo do projecto, para o autor, como para Habermas, inacabado, da Modernidade.
A sobriedade do estilo, qualidade rara, hoje, não esconde a quantidade e a qualidade da informação veiculada. Com efeito, a temática, de cariz predominantemente sociológico, é tratada a partir de três pontos de vista, histórico, comparativo e sistemático, o que permite, não só, oferecer uma compreensão cerrada da complexidade dos fenómenos em análise, como expor, com fundamento teórico, algumas das conclusões pessoais sobre a orientação a seguir, para melhorar o nível do ensino e da aprendizagem nas sociedades ocidentais. Ao valor do diagnóstico acresce-se, assim, a coragem do pensamento prospectivo. Não causará, em consequência, surpresa que, sendo uma análise crítica das políticas neoliberais, acabe por se alçar a uma reflexão sobre o papel mediador da educação, entre História e Utopia, isto é, como único processo de formação da humanidade do Homem.
in Prefácio
Luís Manuel A. V. Bernardo
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726183006 |
| Editor: | Edições Sílabo |
| Data de Lançamento: | abril de 2003 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 163 x 234 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 172 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ensino e Educação
>
Sociologia da Educação
|
| EAN: | 9789726183006 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
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