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LisbonPress, maio de 2024 ‧
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SINOPSE
(...) Se julga estar a ler uma estopada, uma maçada, sabia que isso, pelo século XVII, era um guisado de ovos com estopa que servia de remédio? Que, por esse tempo, matulão, não era o calmeirão que mora no segundo andar do seu prédio, mas sim a torcida do candeeiro quando crescia e fazia morrão? Nem sequer o guarda-redes do seu clube é uma bisarma, já que isso é um ferro de lança com duas lâminas. Isto são rabiscos? Não, rabiscos são os engaços das uvas que restam da vindima. Tricana, não, não é aquela moçoila do Choupal, dos seus tempos de estudante; é apenas o manto que ela usa. Pivete! Como? Nada disso, bem pelo contrário: até aos finais século XVIII nenhuma mulher dispensava aquela pastilhinha, ou rolo, odoríficos, que queimavam nos contadores. Isso mesmo, os pivetes! E o badameco? Coitado! Nasceu de um trocadilho popular, vade mecum (vem comigo, à letra), nome que se dava a todo o objecto de que se pode precisar em qualquer momento, que se é obrigado a ter à mão (hoje, um guia de turista, p. ex.), para acabar sinónimo de fedelho, janota ou peralvilho.
A tais florilégios de achados ainda acrescento a pintalegrete proposta etimológica para a palavra cadáver que afirma ser constituída pelas primeiras sílabas da expressão latina caro data vermibus (carne dada aos vermes), supostamente inscrita em túmulos. que nunca se viu em lado algum; mas se o imaginário popular a criou...
Acresce a todas essas naturais, por vezes inopinadas, dificuldades da dinâmica da Língua, a influência dos modismos de cada época, as alterações de grupo, região ou sociedade, o tom, a traça, a variedade da expressão que, em determinados casos, amplifica o custo e o embaraço na demanda.
Beati sunt Lusitani, apud quos vivere est bibere, traduzindo, felizes são os Lusitanos, para os quais viver e´ beber, (já) diziam os romanos.
Sem perceberem bem o entretom do dialecto e da fonética de algumas regiões da Hispânia Gallaecia, um pouco mais a norte, sim, da Lusitânia... (...)
A tais florilégios de achados ainda acrescento a pintalegrete proposta etimológica para a palavra cadáver que afirma ser constituída pelas primeiras sílabas da expressão latina caro data vermibus (carne dada aos vermes), supostamente inscrita em túmulos. que nunca se viu em lado algum; mas se o imaginário popular a criou...
Acresce a todas essas naturais, por vezes inopinadas, dificuldades da dinâmica da Língua, a influência dos modismos de cada época, as alterações de grupo, região ou sociedade, o tom, a traça, a variedade da expressão que, em determinados casos, amplifica o custo e o embaraço na demanda.
Beati sunt Lusitani, apud quos vivere est bibere, traduzindo, felizes são os Lusitanos, para os quais viver e´ beber, (já) diziam os romanos.
Sem perceberem bem o entretom do dialecto e da fonética de algumas regiões da Hispânia Gallaecia, um pouco mais a norte, sim, da Lusitânia... (...)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789893775745 |
| Editor: | LisbonPress |
| Data de Lançamento: | maio de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 233 x 30 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 414 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Contos
|
| EAN: | 9789893775745 |
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