Doze Fronteiras

A raia luso-espanhola percorrida em toda a sua extensão

de Joaquim M. Palma
Editor: Documenta, novembro de 2020 ‧
18,00€
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Ecoando na esteira de todos os passos do viajante fronteiriço, um verso do poeta José Tolentino Mendonça: «Não ames viagens que reduzam a estranheza».

Realidades humanas e paisagísticas emudecedoras existentes nos confins dos dois países ibéricos, culturas ancestrais remotas engolidas pelos buracos negros da desolação e abandono numa galáxia rural já nos umbrais do não-retorno, beleza intemporal frágil, marcas predatórias ferozes — eis algumas das faces de uma geografia precária e em fuga encontrada durante uma sentida viagem ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha.
Ecoando na esteira de todos os passos do viajante fronteiriço, um verso do poeta José Tolentino Mendonça: «Não ames viagens que reduzam a estranheza».
E estranheza houve. Ou não fosse a linha de fronteira ela própria já uma coisa estranha.

O livro que o leitor tem neste momento entre mãos não foi concebido para uso turístico. Não tem mapas com a indicação de pontos de interesse buscados pelas massas, nem de onde ficar ou comer, nem de contactos locais, nem é adornado com fotografias de postal ilustrado. Também não é nenhum estudo académico de natureza sociológica, etnográfica ou outra; por isso, no final, não está lá nenhuma secção de notas nem a clássica e habitualmente extensa lista bibliográfica.

É, sim, a reprodução de um simples caderno de viagem redigido sem pretensões de convencer quem quer que seja e cujos conteúdos surgiram da interacção do olhar com o coração e da predisposição de um ser humano para ir à procura do genuíno, onde o belo (e o feio) têm sempre algo a dizer. Os registos, por separado e por junto, nada exigem e nada prometem; são a folha caída de uma árvore que não está perto e que o vento trouxe inesperadamente — uns dão por ela, pegam-lhe, olham-na com curiosidade, e vão à procura da árvore, outros não.

Doze Fronteiras

A raia luso-espanhola percorrida em toda a sua extensão

de Joaquim M. Palma

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899006461
Editor: Documenta
Data de Lançamento: novembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 215 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes em Geral
EAN: 9789899006461

a raia como metáfora

Rui Vieiro

um livro sobre a fronteira ou raia, uma viagem sensível e poética, uma escrita superior, onde não está ausente a dimensão poética do autor. Um prazer de leitura e uma vontade de fazer também a viagem.

SOBRE O AUTOR

Joaquim M. Palma

Joaquim M. Palma (Vila Viçosa, 1952) foi professor do ensino primário durante trinta e dois anos. Publicou duas obras sobre educação ambiental. Faz viagens a sítios onde os turistas não chegam e escreve sobre a beleza e o abandono que atingem pessoas e territórios remotos. Tem alguma poesia publicada em editoras independentes. Nos últimos dez anos, publicou os textos fundacionais do taoismo. Presentemente, está a traduzir para português a poesia haiku japonesa. Vive no campo, perto da cidade de Évora.

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