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Dom Quixote 60 Anos de Poesia

Uma antologia

de Manuel Alberto Valente
Editor: Dom Quixote, abril de 2026 ‧
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Uma antologia que reúne um poema de cada um dos poetas publicados na Dom Quixote ao longo dos seus 60 anos de livros.

Projectada no âmbito das comemorações do 60.º aniversário das Publicações Dom Quixote, a presente antologia não pretende ser outra coisa senão a demonstração viva de como, desde a sua fundação por Snu Abecassis, em 1965, até ao presente, a Editora tem permanentemente demonstrado um empenhamento sério na divulgação da poesia.

No tempo de Snu (com a ajuda invisível de Fernando Assis Pacheco), os Cadernos de Poesia marcaram uma época da edição portuguesa, tendo neles sido publicados poetas como Carlos de Oliveira, Alexandre O’Neill, Armando Silva Carvalho, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, Egito Gonçalves, Natália Correia, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner, Maria Teresa Horta, Herberto Helder, Gastão Cruz ou Nuno Júdice, com a particularidade de este último, com A Noção de Poema, ter aí feito a sua estreia poética.

Mas mesmo depois, ao longo das sucessivas alterações de propriedade, nunca a Dom Quixote deixou de parte a poesia; pelo contrário, foi sempre enriquecendo o seu catálogo, que conta hoje, além de alguns clássicos, com «autores residentes» como Manuel Alegre, Fernando Pinto do Amaral ou Nuno Júdice.

E com o nome deste último criou, em 2025, um Prémio de Poesia que homenageia um poeta que nasceu na casa e que, muitos anos depois, fez dela o seu definitivo porto de abrigo.
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A sensualidade rubra das papoilas, por Cesário Verde

Dom Quixote 60 Anos de Poesia é uma antologia que celebra os 60 anos da editora Dom Quixote, reunindo um poema de cada poeta publicado pela editora. Criada no âmbito das comemorações do aniversário, evidencia o compromisso contínuo desta editora na divulgação da poesia, desde a sua fundação por Snu Abecassis, em 1965. Nessa altura, os Cadernos de Poesia marcaram a edição literária portuguesa, reunindo autores como Carlos de Oliveira, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, Natália Correia ou Herberto Helder. Com o passar das décadas, a Dom Quixote continuou a ampliar o catálogo, incluindo clássicos e poetas que se tornaram presença constante, como Manuel Alegre, Fernando Pinto do Amaral e Nuno Júdice.
Cesário Verde, um dos precursores do modernismo em Portugal, está, naturalmente, entre os poetas desta antologia. E é dele o poema, quente e solarengo, que destacamos deste livro que merece ser acarinhado.


De tarde

Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

Cesário Verde

Dom Quixote 60 Anos de Poesia

Uma antologia

de Manuel Alberto Valente

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722088770
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 210 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722088770

SOBRE O AUTOR

Manuel Alberto Valente

Manuel Alberto Valente, nasceu a 1945 em Vila Nova de Gaia.
Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, mas dedicou a sua vida aos livros, somando mais de 30 anos de carreira na direção editorial de grandes casas como a ASA e a Porto Editora.
Em seu nome publicou maioritariamente poesia, entre os quais a sua mais recente antologia, O Pouco Que Sobrou de Quase Nada (2015). O seu impacto cultural é internacionalmente condecorado, tendo recebido o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo Estado francês, em 2008, e agraciado pelo Reino de Espanha com a Ordem de Isabel, a Católica, em 2021.

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