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Disse-me um Adivinho

Em viagem pelos mistérios do Extremo Oriente

de Tiziano Terzani
Editor: Tinta da China, agosto de 2026 ‧
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«Disse-me um Adivinho foi o livro com que Tiziano Terzani se reinventou. Depois de décadas a cobrir inúmeras guerras, tragédias e desgraças a Oriente, o escritor tomou o lugar do repórter. Terzani, voluntariamente impedido de viajar de avião durante um ano, restitui-nos um mundo infinitamente mais complexo do que o de uma modernidade em que nos deslocamos a grande velocidade, pensamos com enorme rapidez e morremos velozmente. Durante um ano percorreu o Extremo Oriente por terra, lentamente, em busca de um tempo perdido, numa viagem de sentido duplo: aquele que correspondia ao trajecto geográfico, ligando os pontos de um mapa, e o que o fez levar a cabo um percurso íntimo e de autodescoberta. Numa viagem assim, quem chega nunca é quem partiu.»
Carlos Vaz Marques, prefácio

«Um excelente livro escrito na melhor tradição do jornalismo literário…profundo, rico e reflexivo.»
Ryszard Kapuscinski

Disse-me um Adivinho

Em viagem pelos mistérios do Extremo Oriente

de Tiziano Terzani

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895950843
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: agosto de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 185 x 33 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 600
Tipo de produto: Livro
Coleção: Coleção de Viagens
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem
EAN: 9789895950843

SOBRE O AUTOR

Tiziano Terzani

Tiziano Terzani nasceu em Florença, em 1938, numa família pobre. Começou a trabalhar como operário na Olivetti, tendo sido mais tarde representante da marca em vários países, o que o trouxe a Portugal. Em 1971, iniciou o seu trabalho, que se prolongaria por 30 anos, como jornalista correspondente na Ásia para o semanário alemão «Der Spiegel», tendo colaborado também nos jornais italianos «Repubblica», «L’Espresso» e «Corriere della Sera». Viveu em Singapura, Hong Kong, Pequim, Tóquio, Banguecoque e Nova Deli, tornando-se num dos jornalistas italianos de maior prestígio internacional. «Pelle di Leopardo», o seu primeiro livro, é o diário do período que passou como enviado na Guerra do Vietname. Em 1975, era um dos poucos jornalistas ocidentais que ainda se mantinham em Saigão, tendo assistido à tomada de poder pelos comunistas. Desta última experiência nasce «Giai Phong! La Liberazione di Saigon» (1976).
A sua longa estadia na China terminaria, em 1984, com um processo de prisão e de expulsão por envolvimento em actividades «contra-revolucionárias», e teve como resultado bibliográfico o livro «La Porta Proibita» (1985). «Buonanotte, Signor Lenin» (1992) é um testemunho ímpar sobre o colapso do império soviético visto da periferia. Em 1998, já depois de «Disse-me Um Adivinho» (1995), é publicado «In Asia», no qual Terzani se debruça sobre este imenso continente. O drama do 11 de Setembro está na origem de «Lettere contro la Guerra» (2002), primeiro passo de uma peregrinação em que o autor defendeu a não-violência como única via possível para travar o ódio, a discriminação e o sofrimento que ameaçam a humanidade.
Terzani morreu em Julho de 2004. O município de Florença honrou a memória do jornalista com um funeral público no Palazzo Vecchio, aonde acorreram centenas de cidadãos.

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