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Dicionário Cómico

de José Vilhena

editor: E-primatur, junho de 2018
Um dos maiores êxitos do grande humorista português. Como sempre mordaz e socialmente crítico, imensamente brilhante.

Diz-nos Vilhena que Adão foi «Homem tão feliz que não tinha sogra e tão original que não tinha umbigo», e estatística é «a ciência graças à qual, se eu comi um frango e tu não comeste nenhum, fica provado que ambos comemos meio frango».

Publicado originalmente em 1963 e reimpresso um sem-número de vezes (não se sabe mesmo ao certo quantas), o Dicionário de Vilhena é uma compilação de anedotas e ditos que são um espelho de uma realidade e de um tempo, de uma forma de ser e de uma forma de ver. Socialmente relevantes ainda hoje nas críticas que tecem por entre os sorrisos que provocam, agitadores das mentalidades mesquinhas, implacáveis nos juízos de valor que, apesar dos tempos, não mediam palavras.

Como Flaubert fez no seu Dicionário de Ideias Feitas, Vilhena radiografa o seu tempo, o seu país, as mentalidades e as modas (Decote: «Adorno feminino que, se continua a descer, qualquer dia as mulheres andarão na rua com os joelhos à mostra.»).

A maior parte das realidades que Vilhena inventaria são, ainda hoje, tão actuais como no seu tempo, muitas vezes são até mais generalizadas: Abrutar «Gigantesco esforço feito pela R.T.P. a favor do povo».

Dicionário Cómico

de José Vilhena

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898872142
Editor: E-primatur
Data de Lançamento: junho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 129 x 177 x 14 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Humor
EAN: 9789898872142
José Vilhena

José Vilhena é considerado o pai do Humor em Portugal. Autor de diversos livros, detém um curriculo extraordinário e foi o criador da revista Gaiola Aberta qua marcou o Portugal democrático, após o 25 de Abril. O mais brilhante humorista portguês.

«Autobiografia Vilhena nasceu em 1927, teve sarampo e todas as outras doenças peculiares nas crianças a quem a providência divina não ligou grande importância. No liceu foi perseguido pelos professores que o chumbaram sempre que puderam. Na Escola de Belas Artes foi um incompreendido. Tragédias sobre tragédias vão-se acumulando como nuvens no céu da sua vida. Aos 20 anos teve uma pneumonia. Aos 21 uma loira. Aos 23 foi chamado a cumprir o serviço militar. Aos 24 conhece uma daquelas mulheres que põem o juízo em água ao mais «sabido». Aos 25 é obrigado a trabalhar numa casa que traficava vinhos. Aí adquiriu uma inclinação muito acentuada para a bebida. Aos 26 vários dramas sentimentais (a carne entra também no sentimentalismo dele) tornam-no um descrente na humanidade, principalmente na parte feminina da humanidade. Aos 27 publica o seu primeiro livro (Este mundo e outro) e é apedrejado pela crítica de alguns jornais. Aos 28 tem uma paixão dupla (fenómeno raríssimo) isto é: apaixona-se por duas mulheres simultaneamente. Aos 29 publica o seu 2.º livro (Pascoal). Aos 30 conhece uma morena. Esta última tragédia assume proporções tão catastróficas que alguns amigos admitem ser o ponto final de uma vida inteiramente dedicada às artes e à contemplação da natureza (ou melhor – de certos espécimes da natureza). - José Vilhena, 1958.»

Escritor, pintor, cartoonista e humorista, Vilhena encantou, divertiu e escandalizou gerações de portugueses ao longo de mais de 50 anos de carreira.

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