Diário Quase Filosófico

(2001–2006)

de Nelson L. Esteves
Editor: Edições Ecopy, abril de 2013 ‧
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A maior parte deste diário é formada por reflexões sobre temas de carácter filosófico, nomeadamente os problemas de Deus, do livre arbítrio, do mal, da mente e do sentido da vida.

O autor defende que as piores formas de mal têm a mesma origem — o acaso —, e que portanto não devemos procurar no conceito de livre arbítrio a explicação da parte do mal que é normalmente designada por mal moral. De resto, o conceito de livre arbítrio é demasiado vago, visto não ser possível provar que um acto foi praticado livremente ou não. De facto, se uma pessoa praticou um acto A moralmente reprovável, como poderemos provar que ela poderia ter praticado um acto diferente de A? "Escolheu fazer o mal porque é livre" não parece ser uma justificação convincente dessa escolha. O ser livre agirá sempre da melhor maneira possível em quaisquer circunstâncias.

O mal devido à acção dum mass killer e o que resulta do rebentamento dum pneu defeituoso têm, em última análise, a mesma explicação — o acaso. Se esta explicação fosse compreendida por todos, as cadeias não existiriam para punir os criminosos mas para curar e reeducar as suas mentes.

Diário Quase Filosófico

(2001–2006)

de Nelson L. Esteves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896562076
Editor: Edições Ecopy
Data de Lançamento: abril de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 204 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 296
Tipo de produto: Livro
Coleção: Prosadores Contemporâneos
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789896562076

SOBRE O AUTOR

Nelson L. Esteves

Nelson Lemos Esteves nasceu em Lisboa, na freguesia de S. Jorge de Arroios, em 17 de dezembro de 1941, uma ou duas horas antes da meia-noite. O BI indica 18 de dezembro porque, para não pagar uma multa por atraso de registo, o pai resolveu adiar o nascimento oficial de algumas horas.
Frequentou a Escola Primária da Rua Actor Vale, em Lisboa, de 1948 a 1952. As suas férias grandes, que na altura duravam cerca de três meses, eram gozadas no sítio do Pisão, perto da aldeia onde os seus pais tinham nascido, a aldeia de Passos, na freguesia de S. Cipriano, concelho de Viseu. A casa do Pisão ficava na margem esquerda da Ribeira de Asnes e tinha duas azenhas, que contribuíam para o sustento da família desde que os avós foram morar para lá. As férias passadas no Pisão, que representavam a libertação da rotina de Lisboa, contribuíram muito para a formação do seu carácter e em particular para o seu gosto pela vida modesta.
Frequentou o Liceu de Camões de 1952 a 1959 e concluiu em 1965, no Instituto Superior Técnico, o curso de Engenharia Eletrotécnica. Cumpriu o serviço militar obrigatório de maio de 1966 a abril de 1969, tendo sido mobilizado para Angola em fevereiro de 1967. Iniciou a sua atividade profissional na Radiotelevisão Portuguesa, onde trabalhou de maio de 1969 a janeiro de 1971. De novembro de 1970 até à aposentação em agosto de 2003, foi docente do Instituto Superior Técnico.

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