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Diamandondo, o Morcego dos Três Nomes

de José Luandino Vieira
Editor: Letras e Coisas, novembro de 2013 ‧
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Aqui se conta a história de Dimandondo, o morcego. Os chefes dos animais da terra e os chefes dos pássaros queriam cobrar-lhe imposto. Habilmente, Dimandondo responde aos primeiros: 'Como vou pagar imposto, tenho asas, não piso caminho'. Com os segundos, argumenta: 'Eu não sou como os outros pássaros, eu tenho dentes, não posso pagar imposto ao chefe dos pássaros'. E é por essa razão que o morcego anda de noite para não ter que responder pelos seus impostos.
Uma 'estória' magistralmente contada por um sábio contador de estórias: Luandino Vieira. Com ela se encerra a série de fábulas angolanas escritas por Luandino para a Letras e Coisas. São agora, no total, sete. O sabor africano do imaginário da história, da ilustração (do próprio Luandino Vieira) e da linguagem tornam este livro aconselhável a todas as Escolas que se preocupam com a interculturalidade.

Diamandondo, o Morcego dos Três Nomes

de José Luandino Vieira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728908591
Editor: Letras e Coisas
Data de Lançamento: novembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 231 x 223 x 6 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 16
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil
EAN: 9789728908591

SOBRE O AUTOR

José Luandino Vieira

PRÉMIO CAMÕES 2006

Escritor angolano, José Luandino Vieira nasceu a 4 de maio de 1935, na Lagoa do Furadouro (Portugal). É cidadão angolano e participou ativamente no movimento de libertação nacional, contribuindo para o nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado.
Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou.
Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984.
No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até dezembro de 1989.
Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata.
Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano "Mota Veiga" em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reação da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio "João Dias", em 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

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