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idioma: francês
Editor: GALLIMARD, maio de 1980 ‧
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La toute jeune lalla a pour ancêtres les " hommes bleus ", guerriers du désert du rio de oro, chassés et traqués du sud au nord par les conquérants français puis impitoyablement massacrés. Mais le sang des hommes bleus a survécu en lalla. la vie de la petite maure, dans un bidonville d'une grande cité proche de la mer, est constamment doublée, dominée par l'épopée, chantante, obstinée, orgueilleuse, de la race que les maîtres d'autrefois avaient cru vaincre. lalla, enfant du désert, est fascinée par l'apparition d'un mystérieux homme bleu, qu'elle nomme es er, c'est-à-dire " le secret ". Aussi la puissance de la nature et des légendes, son amour pour le hartani, un jeune berger muet qui lui fait découvrir son corps, ensuite une évasion manquée vers " leur " désert, avant l'exil à marseille dans un quartier misérable oú ses frères immigrés végètent, tout cela ne peut que durcir son âme lumineuse. car lalla a beau travailler dans un hôtel sordide, être enceinte du hartani, devenir une cover-girl célèbre grâce à un photographe de mode ébloui par sa beauté, rien n'éteindra au coeur de la jeune femme sa foi religieuse et sa passion du désert. Un jour, elle y retournera toute seule, en rescapée de l'enfer des hommes.

Desert

de J. M. G. Le Clézio

Propriedade Descrição
ISBN: 9782070207121
Editor: GALLIMARD
Data de Lançamento: maio de 1980
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Le Chemin
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Romance
EAN: 9782070207121

SOBRE O AUTOR

J. M. G. Le Clézio

NOBEL DA LITERATURA 2008

Escritor e ensaísta francês, Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em 1940, em Nice, sendo originário de uma família com ascendência inglesa e bretã. Viveu ainda nas Ilhas Maurícias, algo que o levou a ganhar o gosto pelas viagens e pelo conhecimento de novos mundos. Aos 23 anos, depois de se ter licenciado em Letras, em Aix-en-Provence, Le Clézio lançou o seu romance de estreia, Le Procès-Verbal, com o qual ganharia, em 1963, o Prémio Renaudot, um dos mais importantes galardões literários do seu país. Em 1980 Jean-Marie Le Clézio recebeu, em França, o prémio Paul Morand para distinguir o conjunto da sua carreira literária. Nesse ano havia lançado aquela que foi considerada a sua melhor obra, o romance Désert, a epopeia de um jovem descendente de tuaregues. Entre as suas restantes obras destacam-se Fièvre, uma coletânea de contos, e os romances Le Déluge, La Quarantaine e Poisson d'Or. A sua obra está pejada de personagens obcecadas pela morte. O escritor coloca o ser humano a enfrentar diversas experiências que lhe proporcionam viver variados tipos de aventuras interiores. Désert aborda uma das grandes preocupações de Le Clézio, as condições de vida dos povos nómadas ameaçados de extinção, assunto que desenvolveu em diversos ensaios. Entre os povos sobre os quais escreveu, e entre os quais viveu, estão os índios do Panamá e os berberes de Marrocos. Entre 1970 e 1974 viveu com os índios emberas, no Panamá, em plena floresta. Le Clézio conheceu estes índios depois de ter estado dois anos no México a prestar serviço militar, período que aproveitou para viajar e visitar as regiões vizinhas. A mulher de Le Clézio é de origem saraui e juntos lançaram em 1993 Gens des Nuages, um ensaio sobre a terra natal dela. As obras de Le Clézio já foram publicadas em alemão, castelhano, chinês, dinamarquês, grego, inglês, japonês, russo e turco, entre outras, fazendo com que seja um dos autores franceses mais traduzidos no mundo. Desde 2002 integra o júri do Prémio Renaudot. Em 2008 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura. Jean-Marie Le Clézio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008.

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