Desenvolvimento Pessoal

de José Sequeira
Editor: Monitor, abril de 2003 ‧

O objectivo principal deste livro é melhorar a compreensão e domínio de algumas técnicas que permitem a uma pessoa desenvolver-se e estar bem consigo própria e com os outros, tendo presente que a vida é feita de mudança e que o motor principal dessa mudança é o ego consciente. Considera-se que, a possibilidade de desenvolvimento no plano afectivo, fisiológico, social, espiritual, intelectual e material é um processo que pode nortear uma vida inteira e que está sempre em construção - É tomar o destino nas próprias mãos, embora sabendo que a maior parte das variáveis de um sistema não é controlável e que a vida é uma aventura.

1 . INTRODUÇÃO

As leis da natureza são as mesmas em todo o cosmos, supondo-se que o Sol se formou há 5 mil milhões de anos, a Terra se condensou há 4,6 mil milhões de anos, tendo a vida tido origem há 4 mil milhões de anos.
Criaturas com semelhanças humanas tiveram origem há 10 milhões de anos. Com excepção do hidrogénio, todos os átomos vêm das estrelas. Somos feitos de cinza estelar, a nossa origem e a nossa evolução estão ligadas a acontecimentos cósmicos distantes (Carl Sagan in Cosmos).
Se as coisas forem assim, cada um de nós tem dentro de si uma natureza cósmica, evolutiva, poderosa, que faz parte de si próprio, mas a que normalmente não se tem acesso. A chuva que nos molha, o vento que toca as nossas faces, o luar e a luz das estrelas, o sol ... tudo faz parte de nós. Esta natureza cósmica está provavelmente ligada à nossa natureza essencial. Quando acedemos à nossa natureza essencial que está no mais fundo da nossa natureza, as coisas tornam-se mais naturais - o universo é exterior a nós mas está dentro de nós.
Neste processo evolutivo o ser humano viveu 99% do tempo da sua existência como caçador. A agricultura foi iniciada pelo ser humano há apenas 10.000 anos. O nosso cérebro e o sistema neurológico ainda estão muito estruturados numa base adaptativa de caçador - lutar ou fugir. Particularmente em termos de processamento de informação, que caracteriza a era actual, o cérebro humano é limitado. Embora se vá progressivamente realizando uma adaptação às novas situações, isso ocorre lentamente, e o cérebro e sistema neurológico conservam muitas das suas características de há milhões de anos atrás.
Neste processo evolutivo, a tomada de consciência do Eu só há pouco tempo vem tomando forma, e embora esse Eu (e a identidade) esteja em permanente mudança na medida em que sofre inputs a todo o momento, é conveniente que se identifique e se relativize numa perspectiva não auto-centrada e de abertura. Quando se processa a abertura, encontram-se forças terríveis dentro de nós (violência, agressividade, destruição, ...), mas é a integração dessas forças que torna mais fortes as forças positivas, implicando o desenvolvimento um processo activo e permanente do organismo no sentido de incorporar novas experiências dentro dos limites das suas capacidades (Jean Piaget). Este processo envolve fundamentalmente as dimensões mental, emocional, física e espiritual.
O livro sobre desenvolvimento pessoal que agora lhe é apresentado é estruturado a partir de um modelo de compreensão da realidade. Assim, são especialmente tratados a partir deste modelo integrado os seguintes aspectos:
A- Sistema Interno
• Sistema Vegetativo
Respiração (Capítulo 6)
Relaxação (Capítulo 6)
• Bioquímica
Alimentação
• Emoções (Capítulo 7)
• Pensamentos
Valores (Capítulo 3)
• Sentidos e Sensações
Sistema Cognitivo (Capítulo 2)

B - Interface de Atitude
• Relação - (Assertividade, PNL) (Capítulo 5)
• Diálogo interior (Capítulo 4)
C - Sistema Externo(Pressões do exterior) (Capítulo 8)
• Família e Amigos
• Carreira Profissional
• Pressões Financeiras e Riqueza Material

O objectivo principal deste modelo é melhorar a compreensão e o domínio de algumas técnicas que permitam a uma pessoa desenvolver-se e estar bem consigo própria e com os outros, tendo sempre presente que a vida é feita de mudança e que o motor principal dessa mudança é o ego consciente (embora não o único).
A sequência do trabalho desenvolvido a partir do modelo apresentado é a seguinte:

Capítulo 2 - Processo Cognitivo e Sistema Nervoso
O sentimento de identidade só pode existir quando há contacto do ego com o corpo. Por outro lado, o prazer do corpo deve ser doseado com vontade e inteligência numa perspectiva de longo prazo.
Quando se esquece o corpo e são estabelecidos objectivos irreais (fama, sucesso, poder, ...) a pessoa fica suspensa por ilusões, que ao fracassarem originam a depressão - só o contacto com o corpo, com os sentimentos e com a realidade permitem viver a vida em plenitude. Para esse contacto com o corpo e com a realidade é preciso perceber as coisas, o que passa pelo sistema cognitivo e pela forma como se capta a realidade.

Capítulo 3 - Valores e Convicções
São os valores e convicções que pautam a nossa vida de uma forma consciente ou inconsciente. É à luz dos valores e convicções que cada pessoa estrutura os seus objectivos de vida.
São neste capítulo indicadas algumas chaves de orientação valorativa que podem permitir uma maneira diferente de olhar o mundo.

Capítulo 4 - Diálogo interior
Neste capítulo são abordadas formas de conduzir o pensamento, no sentido de gerar comportamentos positivos.
Descreve-se o tipo de representações internas mais comuns e a forma de as orientar. Desenvolve-se uma técnica para se estar envolvido (associado) ou não envolvido (dissociado) nas situações, e uma técnica para reestruturação de situações com alteração de sentimentos e comportamentos.
Aborda-se ainda a ancoragem como forma de fixar a pessoa a estados positivos e, finalmente, citam-se algumas formas de melhoria da autoestima.

Capítulo 5 - Relação com os outros
A relação com os outros é desenvolvida em termos de Assertividade e de Programação Neurolinguística, utilizando comportamentos que permitem uma afirmação de direitos através da expressão de opiniões e sentimentos de uma forma livre e apropriada, e comportamentos que procuram estabelecer uma relação harmoniosa (e sincronizada) com as outras pessoas, nomeadamente através do conhecimento do seu referencial (e escala de valores) e da sua linguagem.

Capítulo 6 - Atitude Física e Fisiológica
São abordados neste capítulo alguns aspectos inerentes à atitude física, à respiração, relaxação e alimentação. São particularmente desenvolvidas técnicas de bioenergia e relaxação que permitem evitar alterações no sistema vegetativo, na base biofisiológica (oxigenação e contracção muscular) e bioquímica (deficiente alimentação).

Capítulo 7 - Gestão das Emoções
Emoções, como medo ou coragem, tristeza ou alegria, depressão ou euforia, amor ou ódio, orgulho ou vergonha, ... podem ser trabalhadas e direccionadas de uma forma relativamente simples através do pensamento (processo cognitivo, reestruturação e assertividade), das sensações (selecção de canais, PNL, ...) e do sistema vegetativo (respiração, relaxação, bioenergia, ...).

Capítulo 8 - Gestão das Pressões do Exterior
São abordadas algumas atitudes de bom senso referentes à vida do dia-a-dia das pessoas, nomeadamente no que concerne à vida profissional e à gestão de pressões financeiras, sendo propostas algumas regras básicas de equilíbrio.

Capítulo 9 - Planos de Acção
Neste capítulo são propostas as linhas mestras para a definição de planos de acção e de implementação de mudança. Considera-se que o leitor é a pessoa mais qualificada para desenvolver planos de melhoria e equilíbrio pessoal, pois só o próprio sabe o que funciona consigo mesmo.
Em qualquer dos casos é conveniente referir, que as acções específicas de melhoria devem ser trabalhadas em conjunto com a melhoria do estado geral. Devem ser procuradas causas, pois o motivo que origina a acção tem um efeito mais poderoso e por um período mais longo que a acção em si mesma. Só assim se podem atingir resultados.

Este livro encara a pessoa humana como um instrumento de si própria, no sentido em que esta pode actuar-se de forma a gerar desenvolvimento pessoal.

1 . INTRODUÇÃO

As leis da natureza são as mesmas em todo o cosmos, supondo-se que o Sol se formou há 5 mil milhões de anos, a Terra se condensou há 4,6 mil milhões de anos, tendo a vida tido origem há 4 mil milhões de anos.
Criaturas com semelhanças humanas tiveram origem há 10 milhões de anos. Com excepção do hidrogénio, todos os átomos vêm das estrelas. Somos feitos de cinza estelar, a nossa origem e a nossa evolução estão ligadas a acontecimentos cósmicos distantes (Carl Sagan in Cosmos).
Se as coisas forem assim, cada um de nós tem dentro de si uma natureza cósmica, evolutiva, poderosa, que faz parte de si próprio, mas a que normalmente não se tem acesso. A chuva que nos molha, o vento que toca as nossas faces, o luar e a luz das estrelas, o sol ... tudo faz parte de nós. Esta natureza cósmica está provavelmente ligada à nossa natureza essencial. Quando acedemos à nossa natureza essencial que está no mais fundo da nossa natureza, as coisas tornam-se mais naturais - o universo é exterior a nós mas está dentro de nós.
Neste processo evolutivo o ser humano viveu 99% do tempo da sua existência como caçador. A agricultura foi iniciada pelo ser humano há apenas 10.000 anos. O nosso cérebro e o sistema neurológico ainda estão muito estruturados numa base adaptativa de caçador - lutar ou fugir. Particularmente em termos de processamento de informação, que caracteriza a era actual, o cérebro humano é limitado. Embora se vá progressivamente realizando uma adaptação às novas situações, isso ocorre lentamente, e o cérebro e sistema neurológico conservam muitas das suas características de há milhões de anos atrás.
Neste processo evolutivo, a tomada de consciência do Eu só há pouco tempo vem tomando forma, e embora esse Eu (e a identidade) esteja em permanente mudança na medida em que sofre inputs a todo o momento, é conveniente que se identifique e se relativize numa perspectiva não auto-centrada e de abertura. Quando se processa a abertura, encontram-se forças terríveis dentro de nós (violência, agressividade, destruição, ...), mas é a integração dessas forças que torna mais fortes as forças positivas, implicando o desenvolvimento um processo activo e permanente do organismo no sentido de incorporar novas experiências dentro dos limites das suas capacidades (Jean Piaget). Este processo envolve fundamentalmente as dimensões mental, emocional, física e espiritual.
O livro sobre desenvolvimento pessoal que agora lhe é apresentado é estruturado a partir de um modelo de compreensão da realidade. Assim, são especialmente tratados a partir deste modelo integrado os seguintes aspectos:
A- Sistema Interno
• Sistema Vegetativo
Respiração (Capítulo 6)
Relaxação (Capítulo 6)
• Bioquímica
Alimentação
• Emoções (Capítulo 7)
• Pensamentos
Valores (Capítulo 3)
• Sentidos e Sensações
Sistema Cognitivo (Capítulo 2)

B - Interface de Atitude
• Relação - (Assertividade, PNL) (Capítulo 5)
• Diálogo interior (Capítulo 4)
C - Sistema Externo(Pressões do exterior) (Capítulo 8)
• Família e Amigos
• Carreira Profissional
• Pressões Financeiras e Riqueza Material

O objectivo principal deste modelo é melhorar a compreensão e o domínio de algumas técnicas que permitam a uma pessoa desenvolver-se e estar bem consigo própria e com os outros, tendo sempre presente que a vida é feita de mudança e que o motor principal dessa mudança é o ego consciente (embora não o único).
A sequência do trabalho desenvolvido a partir do modelo apresentado é a seguinte:

Capítulo 2 - Processo Cognitivo e Sistema Nervoso
O sentimento de identidade só pode existir quando há contacto do ego com o corpo. Por outro lado, o prazer do corpo deve ser doseado com vontade e inteligência numa perspectiva de longo prazo.
Quando se esquece o corpo e são estabelecidos objectivos irreais (fama, sucesso, poder, ...) a pessoa fica suspensa por ilusões, que ao fracassarem originam a depressão - só o contacto com o corpo, com os sentimentos e com a realidade permitem viver a vida em plenitude. Para esse contacto com o corpo e com a realidade é preciso perceber as coisas, o que passa pelo sistema cognitivo e pela forma como se capta a realidade.

Capítulo 3 - Valores e Convicções
São os valores e convicções que pautam a nossa vida de uma forma consciente ou inconsciente. É à luz dos valores e convicções que cada pessoa estrutura os seus objectivos de vida.
São neste capítulo indicadas algumas chaves de orientação valorativa que podem permitir uma maneira diferente de olhar o mundo.

Capítulo 4 - Diálogo interior
Neste capítulo são abordadas formas de conduzir o pensamento, no sentido de gerar comportamentos positivos.
Descreve-se o tipo de representações internas mais comuns e a forma de as orientar. Desenvolve-se uma técnica para se estar envolvido (associado) ou não envolvido (dissociado) nas situações, e uma técnica para reestruturação de situações com alteração de sentimentos e comportamentos.
Aborda-se ainda a ancoragem como forma de fixar a pessoa a estados positivos e, finalmente, citam-se algumas formas de melhoria da autoestima.

Capítulo 5 - Relação com os outros
A relação com os outros é desenvolvida em termos de Assertividade e de Programação Neurolinguística, utilizando comportamentos que permitem uma afirmação de direitos através da expressão de opiniões e sentimentos de uma forma livre e apropriada, e comportamentos que procuram estabelecer uma relação harmoniosa (e sincronizada) com as outras pessoas, nomeadamente através do conhecimento do seu referencial (e escala de valores) e da sua linguagem.

Capítulo 6 - Atitude Física e Fisiológica
São abordados neste capítulo alguns aspectos inerentes à atitude física, à respiração, relaxação e alimentação. São particularmente desenvolvidas técnicas de bioenergia e relaxação que permitem evitar alterações no sistema vegetativo, na base biofisiológica (oxigenação e contracção muscular) e bioquímica (deficiente alimentação).

Capítulo 7 - Gestão das Emoções
Emoções, como medo ou coragem, tristeza ou alegria, depressão ou euforia, amor ou ódio, orgulho ou vergonha, ... podem ser trabalhadas e direccionadas de uma forma relativamente simples através do pensamento (processo cognitivo, reestruturação e assertividade), das sensações (selecção de canais, PNL, ...) e do sistema vegetativo (respiração, relaxação, bioenergia, ...).

Capítulo 8 - Gestão das Pressões do Exterior
São abordadas algumas atitudes de bom senso referentes à vida do dia-a-dia das pessoas, nomeadamente no que concerne à vida profissional e à gestão de pressões financeiras, sendo propostas algumas regras básicas de equilíbrio.

Capítulo 9 - Planos de Acção
Neste capítulo são propostas as linhas mestras para a definição de planos de acção e de implementação de mudança. Considera-se que o leitor é a pessoa mais qualificada para desenvolver planos de melhoria e equilíbrio pessoal, pois só o próprio sabe o que funciona consigo mesmo.
Em qualquer dos casos é conveniente referir, que as acções específicas de melhoria devem ser trabalhadas em conjunto com a melhoria do estado geral. Devem ser procuradas causas, pois o motivo que origina a acção tem um efeito mais poderoso e por um período mais longo que a acção em si mesma. Só assim se podem atingir resultados.

Este livro encara a pessoa humana como um instrumento de si própria, no sentido em que esta pode actuar-se de forma a gerar desenvolvimento pessoal.

Desenvolvimento Pessoal

de José Sequeira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729413261
Editor: Monitor
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 232 x 15 mm
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Desenvolvimento Pessoal
Classificação Temática: Livros em Português > Gestão > Recursos Humanos
EAN: 9789729413261
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

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