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Desejo de Tirania

de René Girard; Tradução: Pedro Teixeira Neves
Editor: Editora Guerra & Paz, junho de 2026 ‧
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Em Desejo de Tirania, Benoît Chantre, editor e autor da grande biografia intelectual de René Girard, reúne e comenta textos que recuperaram uma actualidade inquietante.

Neles, René Girard reflecte sobre o equilíbrio instável do poder, do qual o tirano continua a ser a figura excessiva e a tentação secreta. Confrontando a tragédia grega e o profetismo judaico, a sua obra mostra como as desordens geradas pelo desejo mimético se resolvem na irrupção de um modelo único, ao mesmo tempo venerado e detestado, que se impõe a toda a sociedade. A tirania do Príncipe é uma só com a dos seus súbditos e, uma vez revelado este mal político, a liberdade pode inventar-se numa relação com o Outro, libertada das artimanhas do desejo.

Perante a agitação política actual, o apelo a alguém que decida vai ganhando terreno, pelo que uma releitura de René Girard poderá ajudar o leitor a compreender o paradoxo dos nossos dias: o pensamento crítico pode também, se for mal utilizado, alimentar um desejo de tirania.

Desejo de Tirania

de René Girard; Tradução: Pedro Teixeira Neves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895764259
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: junho de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 230 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Coleção: Os Livros Não se Rendem
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789895764259

SOBRE O AUTOR

René Girard

René Girard nasceu em 25 de dezembro de 1923, em Avignon, França. Antigo aluno da École des Chartes, fez toda a sua vida académica nos Estados Unidos da América como professor de Literatura Comparada; primeiro, na Universidade John Hopkins e, depois, na Universidade de Stanford, onde terminaria a sua carreira como professor emérito.
O inventor da teoria mimética, foi filósofo, antropólogo, historiador, crítico literário e teólogo, e a sua descoberta do carácter mimético do desejo permitiu-lhe lançar as bases para a criação de uma nova antropologia, definindo-se a si mesmo como um antropólogo da violência e da religião.
Teórico literário e antropólogo, é autor de inúmeros ensaios traduzidos no mundo inteiro: Mentira Romântica e Verdade Romanesca (1961), La Violence et le sacre (1972), Coisas Ocultas desde a Fundação do Mundo (1978), O Bode Expiatório (1982), La Route antique des hommes pervers (1985), Eu Via Satanás Cair do Céu Como Um Raio (1999) e Achever Clausewitz (2007).
Em 2005, foi eleito membro da Academia Francesa, altura em que Michel Serres o apelidou de «o novo Darwin das ciências humanas».
René Girard morreu em Stanford, em 4 de novembro de 2015.

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