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Derborence

de Charles Ferdinand Ramuz
Editor: Sistema Solar, Janeiro de 2018 ‧
15,00€
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Esta memória de um longínquo e brutal acontecimento no cenário da sua terra natal permanece como um dos mais celebrados títulos da sua literatura.

Esta alta montanha suíça tinha sob a sua imponência o frágil assentamento de camadas do primário e o terciário com espaços ocos entre elas, um peso de rochas, neves e florestas que a incitavam à desagregação. Os camponeses das suas encostas ouviam inexplicáveis ruídos que atribuíam aos Diabretes, seres fantásticos que a sua superstição enfeitava com histórias mais e menos macabras, mais e menos assustadoras.

[…]

Escrevi (tentei escrever) uma língua falada; a língua falada por aqueles do meio onde nasci. Menorização ocultadora de um grande trabalho de estilo, que Stefan Zweig retocou numa homenagem que o teve como centro: «Os temas de Ramuz são a cadeira de Van Gogh, a árvore de Hobbema, a violeta de Du¨rer, a maçã de Cézanne: a banalidade do quotidiano transfigurada, eternizada pela intensidade do artista. E ainda o dom de fazer a simplicidade sublime e o sublime simples; esta mistura de contenção e generosidade, este equilíbrio entre a arte requintada e a força primitiva. Aqui estão, segundo me parece, os seus mais belos segredos de artista, os que lhe valem toda uma admiração de colegas e amor dos seus leitores.» Derborence: a cadeira, a árvore, a violeta, a maçã de Charles Ferdinand Ramuz.

[Aníbal Fernandes]

Derborence

de Charles Ferdinand Ramuz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898833228
Editor: Sistema Solar
Data de Lançamento: Janeiro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 208 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898833228

SOBRE O AUTOR

Charles Ferdinand Ramuz

Charles Ferdinand Ramuz nasceu em Lausanne no dia 24 de setembro de 1878. Licenciado em letras clássicas pela Universidade de Lausanne, foi professor e precetor. Era um solitário e, como nos diz Aníbal Fernandes na «Apresentação» de Derborence (o primeiro título do autor publicado pela Sistema Solar), «arrastava-se, entediado, por estas ocupações, sentindo que só havia em si um escritor literário». Viveu entre Paris e a sua terra natal. Em 1914, com o início da Grande Guerra, regressou à Suíça, onde continuou a dedicar-se à escrita. A sua obra trata essencialmente da relação Homem-Natureza e da impotência humana relativamente às forças naturais. A sua escrita dividiu e extremou opiniões, acabando por ser reconhecida de forma mais generalizada e consensual. Entre os seus defensores, encontramos Cocteau, Rolland, Céline, Claudel. Morreu em Lausanne no dia 23 de maio de 1974.

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