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Del Desierto Al Libro

de Edmond Jabès
idioma: espanhol
Editor: Editorial Trotta, S.A., setembro de 2000 ‧
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Reconocida, traducida y ampliamente comentada, la obra de Edmond Jabès no deja por ello de suscitar las lecturas más contradictorias y sigue siendo una de las más subversivas que existen. En la confluencia de lo que él mismo llamaba «un judaísmo después de Dios» y de una tradición judía dedicada esencialmente a la interrogación de los textos milenarios; en el seno de una modernidad literaria, pero rechazando con fuerza cualquier teoría que canalizase la angustia de escribir, entretejida con todas las dudas que Auschwitz ha hecho irremediablemente surgir respecto a los valores de nuestra cultura y marcada por la experiencia extrema del desierto egipcio, esta obra importante es, sin duda, uno de los más fieles espejos ofrecido al siglo XX. En el volumen, al hilo del diálogo con el también escritor Marcel Cohen, se recogen reflexiones sobre la vida del autor en las que se describe el triple itinerario del escritor: su biografía, el devenir histórico judío y la experiencia de la escritura, que para Edmond Jabès es inseparable del silencio y del vacío absolutos.

Del Desierto Al Libro

de Edmond Jabès

Propriedade Descrição
ISBN: 9788481644159
Editor: Editorial Trotta, S.A.
Data de Lançamento: setembro de 2000
Idioma: Espanhol
Encadernação: Capa mole
Páginas: 180
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Ensaios
EAN: 9788481644159

SOBRE O AUTOR

Edmond Jabès

Edmond Jabès (1912 – 1991) foi um escritor e poeta francês de origem egípcia, e uma das figuras literárias mais conhecidas da literatura francesa após a Segunda Guerra Mundial.
Enquanto judeu egípcio, foi forçado ao exílio pela Crise de Suez de 1956, e fugiu para Paris, onde se juntou à comunidade dos surrealistas, embora nunca tenha sido um membro formal do grupo. Viveu em França o resto da sua vida e, em 1987, recebeu de França o grande prémio de poesia. Uma voz importante na poesia francesa do pós-guerra, Edmond Jabès elude a categorização como escritor. A sua obra é um pastiche de diálogo, aforismo, fragmentos, poesia e canção; grande parte do seu trabalho concentra-se no livro como um lugar no qual as ideias – de exílio, Deus, o eu – são abordadas através de perguntas e de ecos.
Embora fosse ateu, a sua escrita refere-se ao misticismo judaico e à Cabala. Numa entrevista, Edmond Jabès explicou: "Para mim, as palavras 'judeu' e 'Deus' são, é verdade, metáforas. "Deus" é a metáfora do vazio; 'Judeu' representa o tormento de Deus, do vazio." A sua obra demonstra uma profunda melancolia e uma consciência aguda de que o judeu se constitui e permanece sempre no exílio.
"Sempre num país estrangeiro, o poeta usa a poesia como intérprete."

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