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Decorativo, Apenas?

Júlio Pomar e a integração das cores

de Júlio Pomar

editor: Documenta
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Catálogo publicado por ocasião da exposição «Decorativo, Apenas? - Júlio Pomar e a integração das artes», realizada no Atelier-Museu Júlio Pomar, com curadoria de Catarina Rosendo, de 5 de Maio de 2015 a 8 de Setembro de 2016.

- «Um motivo decorativo, apenas…» - Não é verdade que isto se ouve muitas vezes? Ora na boca de um arquitecto, ao solicitar a colaboração do pintor ou do escultor, ora na de um destes; ou com um arzinho escondido de desculpa, ou com as maviosidades do cigano que impinge burro velho. De passagem se diga que é possível também ouvi-lo dito com inocência, dado que a inocência em matéria de arte é muito mais corrente do que se pinta.

De passo em falso a passo em falso, tem-se consolidado uma concepção empobrecida do decorativo. Cortaram-se à garçonne as tranças de estafe: fazer «moderno» passou a ser pôr 10 onde dantes se punha 100, e usar à vontade de uns tantos cosméticos, sem cuidar primeiro de lavar a cara. Quantas santas almas puderam assim encontrar o descanso! E deste modo, «decorativo» foi significando arrebique, boneco de estampar, farfalhice obrigatoriamente inexpressiva. […]

Eu creio que, entre nós, se tem empurrado a obra decorativa, voluntária ou involuntariamente, para a categoria de Parque Mayer das artes. À parte raras tentativas honestas, que vemos? Um coro mal afinado em que se juntam o conformismo, o delicodoce, as soluções mil vezes gastas. O que faz com que tantos vão interpretando o decorativo como uma espécie de doença vergonhosa, e não, afinal, como a expressão, de todas a mais viva, da arte do nosso tempo. [Júlio Pomar]

Decorativo, Apenas?

Júlio Pomar e a integração das cores

de Júlio Pomar

ISBN: 9789898834317
Editor: Documenta
Idioma: Português
Dimensões: 172 x 209 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 276
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Arte > Cinema
EAN: 9789898834317
Júlio Pomar

Júlio Pomar (Lisboa, 10 de janeiro de 1926 — Lisboa, 22 de maio de 2018). Frequentou a Escola de Arte Aplicada António Arroio e a Escola de Belas-Artes do Porto. Lá, integrou um movimento que se auto-intitulava "Os Convencidos da Morte" e organizou a primeira Exposição da primavera, no Ateneu Comercial, com a participação de artistas anti-fascistas. Em 1950, realizou em Lisboa uma exposição individual na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde apresentou obras marcantes da pintura portuguesa. Até 1975, o seu trabalho incide principalmente no retrato, com recurso ao desenho e à pintura. Substituiu o óleo pelo acrílico. Tem uma Fundação com o seu nome.

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