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Da Crítica
Editor:
Documenta, setembro de 2016 ‧
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SINOPSE
A nossa época é a verdadeira época da crítica, à qual tudo tem de submeter-se. A religião, pela sua santidade, e a legislação, pela sua majestade, querem geralmente esquivar-se a ela. Mas desse modo provocam contra si mesmas uma justificada desconfiança, e não podem reivindicar o sincero respeito que a razão concede apenas aos que podem suportar o seu livre e público exame. [Immanuel Kant]
[…] e o que devo dizer em primeiro lugar a propósito desta época? A mesma época em que também nós temos a honra de viver; a época que, para tudo dizer numa palavra, merece o modesto mas significativo nome de época crítica, de modo que muito em breve tudo será criticado, com a excepção da própria época, e tudo se tornará sempre mais crítico, e aos artistas ser-lhes-á permitido nutrir a justa esperança de que a humanidade se eleve enfim em massa e aprenda a ler. [Friedrich Schlegel]
A palavra crítica exorta à crítica, a palavra faculdade do juízo ao julgar; nenhuma delas é dada ou arrendada a quem quer que seja. [J.G. Herder]
A crítica nem sempre dá provas do seu olhar aguçado; ignora frequentemente as manifestações mais insignificantes. [Karl Kraus]
Há uma diferença entre dar-se conta da omnipresença (soletrada ou implícita) da noção de crítica no pensamento «contemporâneo» - dito assim, mais uma vez, por falta de um melhor ou de um pior termo - e tentar apreender essa noção como um conceito unido a si mesmo. Inversamente, há uma diferença entre procurar a crítica e dar de caras com ela. É precisamente na tensão trazida por essa diferença que se torna necessário encontrar a coragem ou a imprudência de enfrentar a questão: que experiência é possível ter da «própria crítica»? É nesse ponto que é preciso recuar, por um instante que seja, e, antes de enunciar ou lançar qualquer juízo sobre a relevância e a necessidade, isto é, sobre o presente e sobre a presença da crítica, tentar encontrar ou reencontrar a perceção que é ainda possível ter desse conceito por si mesmo e junto a si mesmo, na sua individualidade.
É muito provável que o problema central da crítica não seja, em primeira instância, o de definir qual o seu conteúdo, a sua função ou a sua finalidade, mas sim o de discernir o limite do confronto com a composição e decomposição formais do seu núcleo. De uma forma ou de outra, a constituição do conceito enquanto conceito regressa continuamente do sentido partitivo e reflexivo do nome, descobre na crítica algo que volta da crítica - e aí reside a sua maior dificuldade.
[…] e o que devo dizer em primeiro lugar a propósito desta época? A mesma época em que também nós temos a honra de viver; a época que, para tudo dizer numa palavra, merece o modesto mas significativo nome de época crítica, de modo que muito em breve tudo será criticado, com a excepção da própria época, e tudo se tornará sempre mais crítico, e aos artistas ser-lhes-á permitido nutrir a justa esperança de que a humanidade se eleve enfim em massa e aprenda a ler. [Friedrich Schlegel]
A palavra crítica exorta à crítica, a palavra faculdade do juízo ao julgar; nenhuma delas é dada ou arrendada a quem quer que seja. [J.G. Herder]
A crítica nem sempre dá provas do seu olhar aguçado; ignora frequentemente as manifestações mais insignificantes. [Karl Kraus]
Há uma diferença entre dar-se conta da omnipresença (soletrada ou implícita) da noção de crítica no pensamento «contemporâneo» - dito assim, mais uma vez, por falta de um melhor ou de um pior termo - e tentar apreender essa noção como um conceito unido a si mesmo. Inversamente, há uma diferença entre procurar a crítica e dar de caras com ela. É precisamente na tensão trazida por essa diferença que se torna necessário encontrar a coragem ou a imprudência de enfrentar a questão: que experiência é possível ter da «própria crítica»? É nesse ponto que é preciso recuar, por um instante que seja, e, antes de enunciar ou lançar qualquer juízo sobre a relevância e a necessidade, isto é, sobre o presente e sobre a presença da crítica, tentar encontrar ou reencontrar a perceção que é ainda possível ter desse conceito por si mesmo e junto a si mesmo, na sua individualidade.
É muito provável que o problema central da crítica não seja, em primeira instância, o de definir qual o seu conteúdo, a sua função ou a sua finalidade, mas sim o de discernir o limite do confronto com a composição e decomposição formais do seu núcleo. De uma forma ou de outra, a constituição do conceito enquanto conceito regressa continuamente do sentido partitivo e reflexivo do nome, descobre na crítica algo que volta da crítica - e aí reside a sua maior dificuldade.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898834027 |
| Editor: | Documenta |
| Data de Lançamento: | setembro de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 164 x 224 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 272 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Arte
>
Cinema
|
| EAN: | 9789898834027 |
OPINIÃO DOS LEITORES
"Da Crítica"
pjfserra
Este livro reúne um conjunto de ensaios que abordam de forma directa o conceito de crítica. Contém uma contextualização histórica que vai traçar as raízes na filosofia, na filologia e na hermenêutica e a sua posterior ligação com a teoria da literatura, da estética e da filosofia da arte.
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