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Da Revolução à Constituição

Memórias da Assembleia Constituinte

de Jorge Miranda
Editor: Principia, fevereiro de 2015 ‧
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Publicado entre os 40 anos do 25 de abril de 1974 e os 40 anos da eleição da Assembleia Constituinte, este livro de memórias propõe-se dar conta da experiência singular do Autor durante o período de dois anos que há quatro décadas mudou para sempre Portugal. O seu objeto fundamental é a feitura da Constituição portuguesa de 1976, um processo recheado de vicissitudes políticas recortadas fundamentada e intensamente por Jorge Miranda, tal como então as cruzou e viveu na primeira pessoa.

O livro distribui se por três partes, em correspondência com esses acontecimentos. A primeira parte trata da Revolução e da Assembleia Constituinte, tomando como referência o dia 25 de abril de 1974 e indo desde o que era o regime anterior até às eleições e às suas sequelas. Na segunda parte, avultam a distância dramática entre a Assembleia e o chamado processo revolucionário em curso. Na terceira parte, aborda-se o período que se seguiu ao dia 25 de novembro de 1975, durante o qual ocorreu, enfim, a convergência do procedimento constituinte e do processo político e a Assembleia pôde concluir pacificamente os seus trabalhos. Porque, no dizer de Jorge Miranda, cabe lembrar que «houve três 25 de abril: o primeiro, de 1974, com a revolução, de liberdade; o segundo, com as eleições para a Assembleia Constituinte de 1975, de combate pela democracia; e o terceiro, de 1976, com as eleições para a primeira Assembleia da República, de vitória e institucionalização da democracia».

Da Revolução à Constituição

Memórias da Assembleia Constituinte

de Jorge Miranda

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897161278
Editor: Principia
Data de Lançamento: fevereiro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 229 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789897161278

Indispensável para o conhecimento da Constituição Portuguesa

Pedro

É uma obra indispensável para quem pretenda conhecer o contexto e o conteúdo das opções que conformaram a nossa Constituição. Trata-se das memórias do principal autor material da Constituição, cujo trabalho foi reconhecido por todas as bancadas da Assembleia Constituinte. É um depoimento valiosíssimo para o estudo do Direito Constitucional Português.

SOBRE O AUTOR

Jorge Miranda

Jorge Manuel Moura Loureiro de Miranda nasceu em Braga a 15 de abril de 1941. É um professor de Direito e jurisconsulto português.

Licenciado em Direito (1963) e doutor em Ciências Jurídico-Políticas (1979), é professor catedrático das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa. Nas duas Faculdades já exerceu a regência de todas as disciplinas do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas, mantendo hoje a seu cargo as de Direito Constitucional e Direitos Fundamentais. Também na Faculdade de Direito de Lisboa, onde foi saneado no pós-25 de Abril, exerceu funções como presidente do Conselho Científico (1988-1990 e 2004-2007) e presidente do Conselho Diretivo (1991-2001). Integrou ainda Comissão Científica da Escola de Direito da Universidade do Minho (1973-2005), coordenou a licenciatura em Direito da Universidade Católica Portuguesa (1983-1989) e foi vogal da Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (1996).

Eleito nas listas do Partido Popular Democrático, foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), tendo um tido um papel importante na feitura da Constituição da República Portuguesa de 1976. A sua colaboração estendeu-se também à elaboração das Constituições de São Tomé e Príncipe (1990), de Moçambique (1990), da Guiné-Bissau (1991) e de Timor-Leste (2001). Foi membro da Comissão Constitucional (1976-1980), órgão precursor do actual Tribunal Constitucional. Saiu do PSD na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente, que lhe garantiu uma nova eleição como deputado à Assembleia da República (1980-1983), na coligação Frente Republicana e Socialista. Apoiado pelo PS, foi candidato ao cargo de Provedor de Justiça (2009), mas retirou-se em virtude da sua não eleição à primeira volta.

É contra o aborto, defendendo a inconstitucionalidade dos dois referendos realizados em Portugal sobre a matéria, por estes contrariarem o "Direito à vida", consignado na Constituição de 1976.

Também defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é igualmente inconstitucional, pois contraria os artigos 13.º e 36.º da mesma Constituição, pois atesta que os homossexuais têm todos os direitos, inclusivamente o de casar, mas não com pessoas do mesmo sexo e; ademais, o casamento entre pessoas do mesmo sexo retira o livre direito de constituir família, pois impede logo, a procriação biológica.

É autor de mais de duas centenas e meia de publicações, entre monografias, manuais, lições policopiadas e artigos científicos, salientando-se os títulos Contributo para uma teoria da inconstitucionalidade (1968), A Revolução de 25 de Abril e o Direito Constitucional (1975), A Constituição de 1976: formação, estrutura e princípios fundamentais (1978), Manual de Direito Constitucional (1981), Direito da Economia (1983), Estudos de Direito Eleitoral (1995), Direito Internacional Público (1995), O Constitucionalismo Liberal Luso-Brasileiro (2001) e Teoria do Estado e da Constituição (2002).

É Doutor Honoris Causa em Direito, pela Universidade de Pau (França, 1996), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Brasil, 2000), Universidade Católica de Lovaina (Bélgica, 2003) e pela Universidade do Porto (2005).

A 9 de junho de 1994 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 9 de junho de 2001 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a 9 de junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

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