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D. Maria Pia

Destino Cruzado

de Agostinho Inácio Bucha
Editor: Edições Cosmos, dezembro de 2011 ‧
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D. Maria Pia foi uma cidadã dos séculos XIX-XX que como rainha, esposa, mãe, avó e familiar aprendeu a ultrapassar as adversidades da vida, tendo sempre presente que estava ao serviço do seu país. Foi amada pelo povo, usada pelos republicanos e tolerada pela nobreza, tendo sabido estar atenta aos problemas e participar de forma indirecta na vida em sociedade

D. Maria Pia

Destino Cruzado

de Agostinho Inácio Bucha

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727623655
Editor: Edições Cosmos
Data de Lançamento: dezembro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 223 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789727623655

Um novo olhar sobre uma das mais importantes figuras da monarquia

Tiago Manalvo

Nesta obra, o autor, que já tem duas biografias sobre a Família Real portuguesa do período final da monarquia, faz uma nova abordagem sobre aquela que foi consorte, mãe e avó dos três últimos Reis. Dona Maria, dotada de uma personalidade bastante vincada, chegou ao nosso país, com a função de fazer recuperar a imagem pública do Trono, abalado ainda pelo trauma da Guerra Civil e pelo efervescente reinado de Dona Maria II (mãe do seu marido), e que no curto reinado de Dom Pedro V não o conseguira fazer por completo, e devido à sua morte precoce, a anterior residência régia encontrava-se encerrada. A nova Rainha chegou ao Palácio da Ajuda, que era então uma sucessão de salas desabridas, sem o conforto e o brilho inerentes à residência de um soberano, iniciando uma campanha de aquisições que se prolonga por todo o reinado. Naquele palácio a rainha trouxe ao mundo dois varões, assegurando a descendência, e transformou-o a Ajuda mo centro cultural e social de Lisboa. Dedicou-se, como era e é suposto a uma Consorte, a inúmeras causas sociais, e procurou sempre vincar o papel do soberano, onde o marido ia sendo mais brando, sendo um dos exemplos a sua recusa em cumprimentar o Marechal Saldanha, depois do golpe militar que este deu para forçar a queda do Governo, e que para tal cercou o Palácio Real, mandando abrir fogo sobre o mesmo, como forma de intimidação do Rei. Nestes e noutros episódios, a Rainha granjeou apenas ou devoções ou ódios profundos, tendo sido utilizada, diria vergonhosamente, pela campanha de difamação republicana. O seu legado foi um Príncipe herdeiro extremamente bem preparado, e uma residência régia equipada com tudo o que era suposto, e que hoje podemos apreciar no Palácio da Ajuda.

SOBRE O AUTOR

Agostinho Inácio Bucha

Agostinho Inácio Bucha é licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, pós-graduado em Estudos Europeus pela Universidade Católica Portuguesa, mestre em Gestão de Escolas pela Universidade Católica Portuguesa e doutor em Empreendedorismo pela Universidade de Évora.
Trabalhou como diretor financeiro em diversas empresas e é professor adjunto na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal.

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