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Contos

de Gustave Flaubert
Editor: Relógio D'Água, julho de 2005 ‧
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Os três contos aqui reunidos foram escritos por Flaubert ao longo de dezoito meses.
"A Lenda de S. Julião Hospitaleiro" foi começado em Concarneau, em Setembro de 1875, desenvolvendo um projecto de 1846, e em que a imagem original era o famoso vitral da catedral de Rouen. A preparação consistiu no estudo da vida quotidiana na Idade Média e na consulta de amigos conhecedores do tema. A narrativa foi terminada em Paris, em Fevereiro de 1876.
Flaubert iniciou imediatamente a escrita de "Um Coração Simples", cujo tom lhe foi sugerido pela sua amiga George Sand que faleceria em Junho de 1876. Foi uma obra escrita "em sua exclusiva atenção, unicamente para lhe agradar" . Cinco meses depois de terminado "Um Coração Simples", Flaubert escreveu já a propósito de "Herodíade": "vejo (tão nitidamente como vejo o Sena) a superfície do Mar Morto cintilando ao sol". A ideia de um conto oriental e bíblico viera-lhe por contraste com o mundo normando e provinciano de "Um Coração Simples". O conto combina a memória da sua viagem ao Oriente, em 1850, com o fundo místico do autor que o impeliu para a abordagem de figuras de santos da fé cristã.
Publicados em Abril de 1877 na imprensa, os Três Contos foram de imediato considerados por um crítico, Banville, como "três obras-primas absolutas e perfeitas".

Contos

de Gustave Flaubert

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088379
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 216 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 124
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789727088379
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Gustave Flaubert

Romancista francês, Gustave Flaubert nasceu a 12 de dezembro de 1821, em Rouen, França, e morreu a 8 de maio de 1880, em Croisset. Filho de um cirurgião que trabalhava no Hospital de Rouen, fez os estudos secundários na sua terra natal e matriculou-se em Direito na Sorbonne. Em 1844, os primeiros sintomas de doença nervosa que o haviam de afligir toda a vida levaram-no a abandonar o curso. O pai procurou contrariar as suas tendências literárias, mas depois da morte deste, em 1846, Flaubert regressa a Rouen e instala-se em Croisset, nos arredores da cidade. Herda do pai uma razoável fortuna que lhe possibilita entregar-se livremente à arte. É aqui que passa o resto da vida, salvo raras estadias em Paris e algumas viagens por França, Itália e Norte de África.
A sua incursão na literatura começou na escola e data de 1837, ao redigir num jornal de estudantes, Art et Progrès, e depois a revista Le Colibri. Formou uma estreita amizade com o jovem filósofo Alfred Le Poittevin, que o iria influenciar bastante com o seu pessimismo. De Novembro de 1849 a Abril de 1851, visitou com o amigo escritor Maxime du Camp a Grécia, a Itália, a Síria, a Turquia, o Egipto e a Palestina. Destas viagens surge o livro A bord de la Cange. Quando já tinha adiantada a redacção de La Tentation de Saint Antoine, interrompeu-a para escrever o seu grande romance Madame Bovary, que em 1857 foi publicado em folhetins na Revue de Paris. Esta obra, que lhe custou cinco anos de trabalho, iria também levá-lo à barra do tribunal, em 1858, por atentado contra os bons costumes. Apesar do escândalo, a crítica consagra a obra pela novidade, perfeição e equilíbrio, e as tendências realistas. Em 1862, quatro anos depois da sua viagem a Cartago, Flaubert escreve Salammbô, revelando grandes faculdades criadoras. Em 1869 foi publicada l'Éducation Sentimentale, obra de análise psicológica que não foi bem apreciada e deixou o escritor muito desiludido. Só em 1874 é que publicaria la Tentation de saint Antoine, que foi proibida. Nesta obra trabalhou Flaubert aproximadamente trinta anos. Em 1877 publica um volume de contos, Trois Contes.
Com a morte de Gustave Flaubert foram publicados, Bouvard et Pécuchet (1881), obra inacabada, Par les champs et par les grèves (1885) e quatro volumes da Correspondance (1887-93). Além destes livros há ainda que mencionar um Dictionnaire des Idées Reçues, inacabado, e, a sua copiosíssima correspondência reunida após sucessivas edições em treze volumes (1933-59), que contém indicações preciosas sobre a sua teoria do romance. Embora Flaubert não caia no cientismo naturalista de Zola, para ele todos os factos são importantes. Observa, analisa e extrai dos materiais recolhidos uma síntese dos aspetos da vida que pretende tratar, mesmo quando para se evadir da realidade presente os situa no passado, como é o caso da obra Salammbô.
A obra de Flaubert representa o expoente máximo do romance realista em França e terá influenciado o escritor português Eça de Queirós.

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