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Contos de Morte

de Pepetela
Editor: Edições Nelson de Matos, abril de 2008 ‧
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São alguns contos que percorrem muitos anos e talvez maneiras diferentes de olhar o mundo. O primeiro e mais antigo, "A Revelação", situa-se no iniciar da luta pela libertação de Angola, quando os motivos eram fortemente raciais e menos políticos, em primeiro lugar, e perfilava-se a descoberta de outra maneira de apreciar o que parecia acontecer. Também o autor era jovem e aprendia.

Outros contos são mais recentes, embora alguns tentem evocar ambientes antigos, de eras passadas, como "Estranhos Pássaros", conto para servir de introdução ao canto V de "Os Lusíadas", a pedido da revista Expresso, ou mesmo "Mandioca de Feitiço", numa homenagem a Miguel Torga para a Câmara de Sintra ou "Caixão do Molhado", escrito para uma antologia de Porto, Capital Europeia da Cultura, em que se rememora a época colonial e a posterior. "O nosso País é bué" retrata claramente um ambiente pós-colonial e os mitos criados por nós próprios, muitas vezes independentemente da nossa vontade.

De facto, mais de quarenta anos separam o mais antigo do mais moderno. Talvez haja pontos comuns na maneira de ver o mundo, embora o autor tenha forçosamente mudado. Mas pode ser que as realidades focadas não sejam afinal tão diferentes assim, ou pelo menos haja alguns fios de ligação.

O Mundo, esse, continua a andar à roda e a confundir todos.

Contos de Morte

de Pepetela

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899559738
Editor: Edições Nelson de Matos
Data de Lançamento: abril de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 210 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789899559738

SOBRE O AUTOR

Pepetela

Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi guerrilheiro do MPLA, político e governante e ainda professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde.
A atribuição do Prémio Camões (1997) confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.
O seu romance Sua Excelência, de Corpo Presente (2018), recebeu o Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas 2020.

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