Claro Enigma

de Carlos Drummond de Andrade
idioma: português, português do brasil
Editor: Editora Record, junho de 2005 ‧
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro

Dando continuidade ao projecto de reedição da obra de Carlos Drummond de Andrade, chega Claro Enigma, considerado pela crítica uma das suas obras mais expressivas. A nova edição traz prefácio de Ítalo Moriconi e revela-nos desde segredos do coração humano e do fazer poético até uma aguda reflexão sobre o mundo e a sociedade.
Editado originalmente pela José Olympio, em 1969, Claro Enigma demorou quase quarenta anos para ser publicado sozinho, após ter sido incorporado a outros nove livros de Drummond, como uma colectânea chamada Reunião. Dentro do título estavam, ainda, outras obras famosas do maior poeta brasileiro, como A Rosa do Povo, Boitempo I e II, A Lição de Coisas e As Impurezas do Branco.
Claro Enigma mostra toda a beleza da poesia de Drummond em versos como O filho que não fiz / hoje seria homem. / Ele corre na brisa, / sem carne, sem nome, do poema Ser. Ou, também, o início de Amar: Que pode uma criatura senão / entre criaturas, amar? / amar e esquecer / amar e malamar / amar, desamar, amar? / sempre, e até de olhos vidrados, amar? A poesia de Drummond, que às vezes pode parecer individualista, exibe em grande estilo, neste livro, a sua eterna juventude e actualidade social, captando em profundidade tanto os segredos do coração humano como as grandes preocupações do mundo moderno. E mesmo abordando grandes temas, a sua poesia é sempre clara e concisa, acessível. Sem nada de formalismo. Claro Enigma mostra-nos porque Drummond é um poeta atemporal.

Claro Enigma

de Carlos Drummond de Andrade

Propriedade Descrição
ISBN: 9788501062598
Editor: Editora Record
Data de Lançamento: junho de 2005
Idioma: Português, Português do Brasil
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9788501062598
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta, cronista, ficcionista, tradutor, foi uma das figuras maiores da literatura brasileira do século XX, a par de Manuel Bandeira e João Guimarães Rosa. Com uma longa carreira literária, produziu extensa obra em quase todos os géneros disponíveis, deixando ainda vasto conjunto de inéditos. Em 1962, supondo ter chegado perto do fim da vida ativa, publicou a célebre Antologia poética, em que dividiu os poemas selecionados por categorias temáticas, conjugando a exigência da seleção com um princípio de organização que se tornou orientação para a leitura da diversidade da sua poesia. Homem tímido e delicado, trabalhou como funcionário público durante 35 anos, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, embora tenha nascido em Itabira, no estado de Minas Gerais. A ligação à terra natal, aos homens, à família e à província é um dos traços que singularizam a sua poesia, de par com a liberdade de composição, o humor e o sentimento do mundo, como tão bem notou Manuel Bandeira: «Ternura e ironia agem na sua poesia como um jogo automático de alavancas de estabilização: não há manobra falsa nesse admirável aparelho de lirismo.»

(ver mais)

DO MESMO AUTOR